Cambuí – Virado de Banana
O Virado de Banana foi registrado pela Prefeitura Municipal de Cambuí-MG por sua importância cultural para a cidade.
Prefeitura Municipal de Cambuí-MG
Nome atribuído: Virado de Banana (Saberes)
Outros Nomes: Modo de fazer o Virado de Banana
Localização: Cambuí-MG
Decreto de Tombamento: I. 01/2014
Livro de Registro dos Saberes
Ingredientes:
– Meia dúzia de bananas nanicas bem maduras, picadas em rodelas
– 04 colheres (sopa) de óleo
– 03 colheres cheias (sopa) de farinha de milho
– 05 colheres (sopa) de açúcar
– 150 gramas de queijo mineiro picado em cubos
Como fazer:
– Coloque o óleo na panela e deixe esquentar um pouco. Acrescente as bananas e frite por
cinco minutos. Ponha o açúcar e o queijo. Mexa devagar até que ele derreta. Acrescente a
farinha e sirva.
Segredos das “viradeiras”:
– O óleo pode ser substituído por duas colheres (sopa) de manteiga.
– Para cortar a acidez, que pode provocar azia, coloque meia xícara de leite depois que a
banana estiver frita.
– Nunca permita que a banana se desmanche totalmente.
– Use sempre farinha de milho caipira, de pequena fecularias.
– Se quiser coloque uma colher de chá de canela em pó.
– Sirva bem quente, a ponto de “quase queimar o céu da boca”, com café coado na hora.
Atenção:
– O queijo mineiro tem que estar “enxuto”, o chamado meia cura. Nunca use o frescal.
Histórico do Município: Localizado no extremo sul de Minas Gerais, o território atual do município de Cambuí, constituiu-se como passagem, parada e arranchamento dos bandeirantes, mineradores e tropeiros vindos de Itapira e outras regiões de São Paulo, rumo às jazidas de ouro das Minas Gerais, que vinham e iam de uma ou outra capitania, à margem da picada em direção a Estiva e Pouso Alegre. Ao longo do leito dos rios Sapucaí e Verde e outros caminhos, os viajantes fixavam-se fundando outras vilas e cidades tratando da lavoura e da criação de gado.
Em 12 de novembro de 1812, D. João VI aprova a ereção de uma capela que seria consagrada e dedicada a N. S. do Monte do Carmo e em 1813 o capitão Francisco Soares Figueiredo e Joaquim José de Moraes (o primeiro veio de Campanha), iniciaram um movimento do qual resultou a construção dessa capela e do arraial a sua volta.
Em 1818, um visitante de nome Antônio Marques Rodrigues, constata a inadequação do terreno em que foi edificada a capela, e deixa uma recomendação por escrito sobre o péssimo estado de conservação da mesma, uma vez que ela era construída de adobe, argamassa de terra, sapé e capim que lhe davam vida efêmera, além do fato de estar inserida em uma área que não possibilitava a expansão futura do arraial que surgia em volta da capela. Esse fato serviu de estopim para a formação de um movimento de grande envergadura que começou a lutar não só para a construção de uma nova capela como pela mudança do local a ser implantada em conjunto com o arraial.
Constatada a inadequação do terreno, foi construída uma nova capela a três quilômetros da antiga em local plano e mais espaçoso. Assim, formou-se o novo arraial, que é hoje sede do município de Cambuí.
Por meio de provisão de 15 de outubro de 1834, a Cúria Metropolitana do Bispado de São Paulo, representada pelo Vistador Diocesano Padre Senador José Bento Ferreira de Melo, concorda com a mudança do arraial e da Capela de Nossa Senhora do Monte do Carmo de Cambuí, sendo esta elevada a categoria de Curato e se tornando independente da Freguesia de Jaguary. O novo local, denominado Campo Largo (hoje praça Justiniano), foi concebido com planejamento, o que é notado pelo traçado regular e ortogonal das ruas na área central.
A transferência do arraial se deu com uma grande festa, com cânticos de hinos e preces.
A procissão foi acompanhada de carros de boi para o transporte das relíquias eclesiásticas (imagens dos santos e alfaias) da antiga capela (no Camboy Velho) para a nova.
A localidade ficou marcada também por uma sublevação em sete de setembro de 1833. Aproveitando as comemorações do aniversário da Independência, os habitantes de Jaguary, atualmente Camanducaia, e suas respectivas freguesias, entre elas Cambuí, declararam independência frente a Vila de Pouso Alegre. Este movimento tinha por objetivo elevar a antiga Jaguary a categoria de vila e com a denominação de Vila Carolina. Esse movimento, que foi prontamente reprimido, contou com a participação de Juizes de Pazes de distritos pertencentes a Pouso Alegre, como Antônio de Oliveira e Manuel Antonio da Silva, que trabalhavam respectivamente em Cambuí e Capivari. Todos os dois foram parentes do fundador do município de Cambuí, o Capitão Francisco Soares de Figueiredo. Posteriormente, o distrito de Jaguary foi transformado em Vila em 1840.Segundo o texto que está no site da prefeitura municipal de Cambuí, o fato acima relatado ocorreu no local conhecido como Cambuí -Velho, onde fora
edificada a primeira Capela.
Pela Lei Pronvincial nº571, de 01 de julho de 1850, Art. 1º§7º, sancionada pelo Dr. Alexandre Joaquim de Sequeira, Presidente da Província de Minas Gerais, o Curato de Cambuí, pertencente ao município de Jaguary, foi elevado à categoria de Paróquia. O primeiro pároco foi o Pe. Feliciano José Teixeira, no período de 1850 a 1854. A partir dessa lei a paróquia desmembrou-se de Jaguary, sendo subordinada diretamente a Cúria Diocesana de São Paulo.
Fonte: Prefeitura Municipal.
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