Goiânia – Fachada da Igreja Catedral Metropolitana


Imagem: Google Street View

A Fachada da Igreja Catedral Metropolitana em Goiânia-GO foi tombada por sua importância cultural para a cidade.

Gerência de Patrimônio Artístico e Cultural de Goiânia-GO
Nome Atribuído: Fachada da Igreja Catedral Metropolitana de Goiânia
Localização: Praça D. Emanuel – R. 20, esquina com R. 10 – Setor Central – Goiânia-GO
Resolução de Tombamento: Lei n° 6.962, de 21 de maio de 1991
Publicação do Tombamento: n° 960, de 07 de junho de 1991

Descrição: Catedral de Goiânia, fachada recentemente reformada juntamente com a sua área interna, motivada pelos representantes da Igreja, tendo como um dos responsáveis técnico o artista plástico Wilson Jorge. O Conselho considerou o pedido e solicitou documentação para o registro, a qual ainda não foi encaminhada pela Igreja.
Fonte: Iphan-GO.

Descrição: O Decreto da criação da Paróquia de Nossa Senhora Auxiliadora de Goiânia, foi expedido pela Cúria Arquidiocesana de Santa’Ana de Goiás, em 22 de dezembro de 1937, sendo nomeados respectivamente vigário e coadjutor os Revmos. Cônego Abel Ribeiro (primeiro vigário) e padre Francisco de Sales Peclat, cujas provisões se datam de 22 de dezembro de 1937.

A Matriz, a primeira de Goiânia, que também é o primeiro templo religioso da nova capital do estado, recebeu cerimônia da bênção no dia 24 de dezembro de 1937 e teve novenário e missa presidida pelo padre Peclat. A Comissão Organizadora dos festejos foi presidida pela Exma. Sra. Gersina Borges Teixeira. Seus primeiros dirigentes foram o cônego Abel Ribeiro e o padre Peclat.

No dia 18 de maio de 1947 o arcebispo de Goiás escolheu e nomeou os membros da comissão que assumiriam a tarefa de obter os recursos financeiros para a construção da Catedral. Além do arcebispo Dom Emanuel, participou dessa reunião também o seu auxiliar, Dom Abel Ribeiro Camelo. A comissão foi nomeada de Pro ErigendaEcclesia. Como presidente foi escolhida a a Sra. Ambrosina, esposa do então governador de Goiás, Jerônimo Coimbra Bueno, e vice-presidente, a Sra. América do Sul Roriz.

A planta da Catedral foi escolhida pelo próprio arcebispo. O projeto é de autoria do arquiteto salesiano padre Consolini. A princípio, seria a Matriz da Paróquia São João Bosco, dos Padres Salesianos, em São João del-Rei (MG).

O estilo da Catedral de Goiânia é o moderno-eclético, com influência de alguns estilos europeus da arte sacra moderna, como o neorromântico, neobasilical, neogótico. Alguns chegam a entrever nas alterações que sofreu a planta original, o desejo de colocar na obra alguma coisa do estilo art déco, usado nos prédios da Praça Cívica, como marca de Goiânia, embora o estilo não tenha exercido nenhuma influência na arte sacra. Há quem associe a torre da Catedral a características das primeiras construções da capital.

No início das obras, o arcebispo queria localizar a igreja bem na ponta da quadra, voltada para a Rua 20. Ele desejava que os lotes que davam para a Rua 19 não fossem atingidos pela construção. Mas o então governador Coimbra Bueno, que era perito no assunto, convenceu-o a localizar a igreja no centro da quadra, tornando-a a mais destacada das construções vizinhas. A obra ficou alguns anos só nos alicerces e, em 1949, durante o paroquiato do padre José Quintiliano, teve início o levantamento das paredes, o que foi noticiado no jornal O Popular.

Fonte: Site da instituição.

Histórico do município: Desde a proclamação da República, em 1889, a transferência da capital goiana da cidade de Goiás, criada no século XVIII, já era discutida. A Constituição de 1891, no entanto, manteve a capital na antiga região aurífera. Com o fim do período do ouro, a velha Goiás, antiga Vila Boa, começou a perder a hegemonia econômica e cidades envolvidas com a criação de gado e agricultura, localizadas mais ao Sul do Estado, passaram a ter mais importância do que a capital.

Com a revolução de 1930, movimento armado, liderado pelos estados de Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Sul, Getúlio Vargas tornou-se chefe do Governo Provisório, revogou a Constituição de 1891 e passou a governar por decretos. Getúlio nomeou interventores para todos os governos estaduais. Em Goiás, foi nomeado o médico Pedro Ludovico Teixeira, que havia lutado na revolução de 1930.

Pedro Ludovico se opôs a oligarquia política da época e decidiu que era hora de mudar a capital de Goiás. Para Pedro, era preciso impulsionar a ocupação do Estado, direcionando os excedentes populacionais para espaços demográficos vazios na tentativa de aumentar a produção econômica. Na visão do interventor goiano, a mudança da capital era uma das alternativas que permitiria a ligação do Centro-Oeste ao sul do País.

Em 1932, Pedro Ludovico instituiu uma comissão, presidida por D. Emanuel Gomes de Oliveira, que deveria discutir e escolher o melhor local para a construção da nova capital. A resistência da forte oposição a Pedro Ludovico considerava dispendiosa e desnecessária a mudança da Capital, mas o interventor, bem como a cúpula dos revolucionários de 1930, consideravam a construção de uma nova cidade como investimento e não gastos desnecessários.

Em janeiro de 1933, a comissão instituída por Pedro Ludovico procedeu a realização de estudos das condições topográficas, hidrológicas e climáticas das localidades de Bonfim (atual Silvânia), Pires do Rio de Ubatan (atual vila de Erigeneu Teixeira, em Orizona) e Campinas (atual bairro de Campinas). O relatório final apresentado a Pedro Ludovico indicou uma fazenda localizada nas proximidades do povoado de Campinas como o local ideal para construção da nova capital.

O decreto estadual nº 3359, de 18 de maio de 1933, determinou a escolha da região às margens do córrego Botafogo, compreendida pelas fazendas Crimeia, Vaca Brava e Botafogo, no então município de Campinas, para a edificação da nova capital de Goiás. Em 24 de outubro de 1933, em local definido pelo engenheiro, arquiteto, urbanista e paisagista Attilio Corrêa Lima, responsável pelo projeto urbanístico da nova capital, Pedro Ludovico lançou a pedra fundamental de Goiânia. A data foi escolhida para homenagear os três anos da revolução de 1930.

De acordo com relatos históricos, o nome sugerido para a nova capital de Goiás teria sido “Petrônia”, em homenagem ao seu fundador Pedro Ludovico. O jornal O Social havia realizado um concurso cultural com seus leitores para o batismo da nova cidade. Dois nomes concorreram: Petrônia e Goiânia. O primeiro foi escolhido por 68 leitores do jornal, enquanto Goiânia obteve menos de 10 votos. Pedro Ludovico, no entanto, por razões que ele nunca revelou a ninguém, preferiu Goiânia e em decreto de 2 de agosto de 1935 formalizou o nome da nova capital.

Construída inicialmente para 50 mil habitantes, Goiânia experimentou um crescimento moderado até 1955. Entretanto, devido a uma série de fatores, como a chegada da estrada de ferro, em 1951, a retomada da política de interiorização de Getúlio Vargas, de 1951 a 1954, a inauguração da Usina do Rochedo, em 1955, e construção de Brasília, de 1954 a 1960, cerca de 150 mil pessoas já habitavam a nova capital em 1965. Apenas da década de 1960, Goiânia ganhou cerca de 125 novos bairros e tudo isso exigia mais infraestrutura, energia, transporte e escolas.
Fonte: Prefeitura Municipal.

MAIS INFORMAÇÕES:
Iphan-GO

 


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