Pombal – Centro Histórico


Imagem: Google Street View

O Centro Histórico de Pombal, foi tombado por sua importância histórica e cultural para o Estado.

IPHAEP – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba
Nome Atribuído: Centro Histórico de Pombal
Localização: Pombal-PB
Decreto de Tombamento: Decreto n° 22.913 de, 04/04/2002

Descrição: Em 1650, passados 150 anos do descobrimento do Brasil, o sertão das Piranhas era habitado por índios, filiando-se ao tronco Cariris e Tarairiús as tribos: Icós e Curemas, Panatys, Ariús, Pegas, Janduís e Tapuias, todas valentes e ferozes.
Em fevereiro de 1665, foi concedida pelo Conde de Óbidos, Governador Geral, com sede na Bahia, concessão de doações de terras em nome da família Oliveira Ledo, para povoamento dos sertões paraibano. Foram eles os requerentes: Antônio de Oliveira Ledo, Custódio de Oliveira Ledo, Constantino de Oliveira Ledo, Luiz Albernaz, Francisco de Oliveira, Maria Barbosa Barradas e o alferes Sebastião Barbosa de Almeida.
No dia 3 de novembro de 1694, Teodósio de Oliveira Ledo foi nomeado para o posto de Capitão-Mor das Piranhas, Cariris e Piancós, em substituição a seu irmão, Constantino de Oliveira Ledo, que falecera naquele referido ano. A patente de nomeação foi assinada pelo governador, Dom João de Lencastro.

Em 1696, o Capitão-Mor Teodósio de Oliveira Ledo, se encontra no sertão das Piranhas, em luta com os indígenas, na tentativa de fundar um Arraial e desenvolver a agropecuária local. No ano seguinte, viajou do sertão das Piranhas à capital da Província da Paraíba para pedir ao Governador armas, munições, soldados e mantimentos, no sentido de conter e expulsar os índios da região, para fundação de um Arraial. Atendido, regressou Teodósio a povoação nos primeiros dias de janeiro de 1698, tendo ali chegado em julho do mesmo ano.
Em 27 de julho de 1698 no sertão das Piranhas, no lugar denominado povoação do Piancó, Teodósio de Oliveira Ledo fundou o Arraial de Nossa Senhora do Bom Sucesso do Piancó, que viria a ser mais tarde Vila e depois Cidade de Pombal. No dia 6 de agosto, o Capitão-Mor Oliveira Ledo, escreve ao Governador Manoel Soares de Albergaria, dando notícia do ‘bom sucesso’ que teve na entrada ao sertão das Piranhas e frente as hostilidades indígenas.

A carta régia de 13 de janeiro de 1701 autorizou a construção da primeira Igreja no Arraial de Nossa Senhora do Bom Sucesso do Piancó. Infelizmente, essa primitiva Igreja, de taipa e coberta de palha, não resistiu ao tempo e foi completamente demolida.
Em 1711, El – Rei autoriza o Governador, João da Maia Gama, a criação do Julgado do Piancó (Pombal), o primeiro marco de organização judiciária no sertão da Paraíba, assim, foi nomeado Juiz Ordinário o coronel Manoel Araújo de Carvalho, além de Escrivão e Tabelião. Com a criação do Julgado, muitas providencias foram tomadas em benefício da população, inclusive se obrigava a recolher a ele os vadios para trabalharem, se promovia o castigo dos delinquentes etc.

No dia 24 de janeiro de 1721, teve início no Arraial, a construção da segunda igreja, com o nome de Nossa Senhora do Bom Sucesso, que mais tarde viria a ser denominada de Igreja de Nossa Senhora do Rosário.
Em abril de 1732, faleceu o Capitão-Mor Teodósio, já velho e cego.
Em 1776, a Vila Nova de Pombal recebe essa denominação em homenagem à cidade de Pombal em Portugal.
Em 1784, Catolé do Rocha já era povoação e termo da Vila de Pombal, quando foi lavrado um Auto de Vereação do Senado da Câmara (que se parecia com as atuais Câmaras Municipais, mas ‘Senado da Câmara’ era a designação utilizada somente nas cidades mais importantes), sob a presidência de Pedro Soares Barbosa, juiz ordinário.
Em 1788, uma ordem da Rainha de Portugal ordena que sejam restituídos ao capitão-mor da Vila Nova de Pombal, na Comarca da Parahyba do Norte, Francisco de Arruda Câmara, os bens que este ali possuía e que lhe tinham sido tirados pelo padre Antônio Luis Pereira.

A Rainha de Portugal, em provisão de 08 de outubro e 11 de dezembro de 1792, reconhecia como médico, o sábio Manoel de Arruda Câmara, formado na Universidade de Montpelier na França, uma das mais antigas do mundo, fundada em 1220. Junto com seu irmão Francisco Arruda Câmara, homônimo do pai, foram os primeiros pombalenses a receberem os títulos de doutor.
Em 1817 o padre José Ferreira Nobre, vigário da freguesia de Pombal, um ativista dos ideais libertários, é preso com outros 10 revolucionários pombalenses, os quais foram enviados para os cárceres de Pernambuco e Bahia, fazendo o percurso a pé ou montados em burros e alguns acorrentados.

No dia 15 de julho de 1829 foi criada a agência do Correio Público, regulamentada através da Diretoria Geral dos Correios do Império.
Em 1831, Pombal era sede da terceira Comarca das três existentes no Estado, compreendendo Patos, Piancó, Sousa e outras.
Em 1847, é iniciada a construção da Cadeia Velha que até hoje mantém sua arquitetura original, sendo considerada depois da sua conclusão, a maior e a mais segura do sertão paraibano.
Em 1860, é iniciada a construção do Cemitério Público, à custa de recursos particulares, hoje, denominado de Cemitério de Nossa Senhora do Carmo.
Em 1872, é iniciada a construção da terceira Igreja de Pombal, a qual é concluída em 1897, com o nome de Matriz de Nossa Senhora do Bom Sucesso, passando a velha Igreja de 1721 à denominação de Igreja Nossa Senhora do Rosário.

No dia 19 de julho de 1895, foi nomeado prefeito, o coronel João Leite Ferreira Primo, o primeiro político que recebeu o título de Prefeito Municipal de Pombal. No primeiro domingo de outubro ocorreu a primeira Festa do Rosário de Pombal, em uma solenidade simples.
Em 1908 chegou a Paraíba, procedente do Ceará, via Cajazeiras, São João do Rio do Peixe e Sousa, a primeira linha do telégrafo, passando a Agência do Correio a operar com aparelho de código Morse.
No dia 6 de fevereiro de 1914, é criada a Diocese de Cajazeiras, a qual passa a pertencer a paróquia de Pombal.
Em 1919 é iniciada a construção do Mercado Público, no centro da cidade, o qual só foi concluído no ano de 1942.
Somente em 1927 é inaugurada a Estação da Luz, gerada a óleo diesel. A chegada da energia elétrica foi bastante celebrada, apesar do funcionamento ser restrito das 18:00 às 21:00 horas.
Foi concluído em 1932 o primeiro prédio educacional do Município, denominado de Grupo Escolar João da Matta, localizado próximo da Cadeia Velha. Nesse mesmo ano a estrada de ferro é concluída e o trem chega à Pombal, depois, ligando a cidade a Fortaleza, João Pessoa, Natal e Recife.

Em 1938 foram iniciadas, pelo prefeito Sá Cavalcanti, as construções: Açougue Público, Praça Getúlio Vargas, Coluna da Hora, Coreto e Praça do Bar Centenário; concluídas em 1940.
Em 1939 o trabalho de construção da Ponte do Areal, sobre o Rio Piranhas, chega ao seu final. Em 1972 foi concluído o alargamento da referida ponte, dando condições de passar dois veículos ao mesmo tempo.
Fonte: IBGE.

Descrição: O primeiro Grupo Escolar de Pombal, construído pelo Interventor Antenor Navarro na seca de 1932, foi denominado João da Mata em homenagem ao advogado e político, João da Mata Correia Lima, que morreu  prematuramente vítima de um acidente de automóvel. Os carros, em exposição, faziam parte da visita do Governador Argemiro de Figueiredo à nossa cidade, no ano de 1938.

Os antepassados tiveram a ideia de registrar a passagem do século XVIII para o século XIX, buscando um monumento duradouro que servisse de referencial para as futuras gerações. Surgiram várias ideias, muitas sugestões, sendo eleita aquela que possibilitou se erguer um Cruzeiro na frente da Igreja de Nossa Senhora do Rosário. O exemplo deu certo porque cem anos depois, na passagem do século XIX e o alvorecer do século XX, foi construído o segundo Cruzeiro, ao nascente da cidade, hoje próximo do sistema de tratamento de água da Cagepa. No ano de 2001, com objetivo de comemorar a passagem do século XX para o século XXI, foi erguido o terceiro Cruzeiro na entrada da cidade, ao lado da casa grande da fazenda ”Altinho de Dona Neca”.

A ex-Rua do Comércio, hoje, denominada de Rua Coronel João Leite, é uma das mais antigas de Pombal. Se destacava a casa de Seu Mizinho Formiga com suas linhas arquitetônicas, únicas, foi demolida para construção de uma nova residência em estilo completamente diferente da original.
Fonte: Prefeitura Municipal.


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