Ubá – Corporação Musical e Cultural 22 de Maio
A Corporação Musical e Cultural 22 de Maio foi registrada pela Prefeitura Municipal de Ubá-MG por sua importância cultural para a cidade.
Prefeitura Municipal de Ubá-MG
Nome atribuído: Corporação Musical e Cultural 22 de Maio
Localização: – Ubá-MG
Descrição: A Sociedade Musical 22 de Maio foi fundada na data em que lhe deu o nome: 22 de maio de 1898, por um grupo de músicos, tendo à frente o maestro João Ernesto – 1º Regente da Banda, acompanhado por: João Hipólito, pai do músico Verjo Hipólito, também considerado um dos fundadores da banda. Também são considerados fundadores da Banda 22 de Maio: Eduardo Marcato – pistonista e avô de Gesualdo Muzzitano – ; Teófilo Carneiro, Domiciano Carneiro (Neném Carneiro); José Miotto, Francisco Lauria, José Lino dos Santos (Zezé César), Francisco Augusto dos Santos ? Major Tito Santos – , entre outros.
Sua primeira Sede Social foi em uma casa velha onde hoje está edificado o prédio do Colégio Sacrè Couer de Marie, na Praça São Januário. Em 12 de fevereiro de 1921, o já presidente da Sociedade Musical 22 de Maio, adquiriu um terreno localizado à Rua da União, edificando um prédio com dois pavimentos, onda a parte superior seria a sede própria da Banda e a parte térrea, para uso residencial, com o objetivo de alugar o imóvel para gerar renda própria para manutenção da entidade. Posteriormente, os dois pavimentos foram alugados para residência e uma nova sede, com um pavimento, foi construída ao lado da sede já existente.
Em 1947, o ex-Prefeito Municipal, Dr. José Augusto de Resende, através do Decreto Municipal no 129, de 09 de junho de 1947, homenageou a Banda 22 de Maio, pondo o seu nome à rua onde a mesma tem a sua sede própria no número 73, pelos serviços prestados ao município.
Passaram por esta Sociedade Musical vultos de renome da sociedade ubaense e de Minas Gerais. Muitos integrantes da “22 de Maio” Foram enfileirar-se às Corporações Musicais da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, Exército, Aeronáutica e Marinha.
O primeiro Maestro da Sociedade Musical 22 de Maio foi o músico João Ernesto, que fixo residência em Ubá e foi admitido como Sócio em 05 de maio de 1907. João Ernesto faleceu em 05 de outubro de 1914.
Em consequência do falecimento do maestro João Ernesto, José Gonçalves Sollero, farmacêutico e maestro diplomado assumiu a regência da Banda, sendo considerado sócio-fundador. Mas houve um impedimento, quando por perseguição política, foi transferido para Teófilo Otoni, durante os anos de 1933 a 1935. Nessa ocasião, foi substituído pelo professor João Cordeiro, que comandou a Banda por algum tempo. Retornando à Ubá, o Maestro Sollero voltou a assumir a Regência da 22 de Maio, permanecendo no comando até seu falecimento, ocorrido em 22 de abril de 1967.
O Maestro José Sollero deixou muitas peças musicais, entre elas, destacam-se: “Dobrado o Doutor”, em homenagem ao Senador Levindo Coelho; a marcha fúnebre “In Pace”; em homenagem ao Cônego João Severino Abreu e Silva; e o Hino da Cidade de Teófilo Otoni.
Assume então a Regência o Professor Yolando de Oliveira (Sr. Nenzinho), que permaneceu no comando da entidade até seu falecimento, ocorrido no dia 13 de setembro de 1972.
Posteriormente, o comando da Banda 22 de Maio passa pelas mãos do ubaense Gesualdo Muzzitano, funcionário da Prefeitura Municipal, que muito contribuiu para o crescimento da entidade musical. A tradição do Mês de Maria (com as coroações à Nossa Senhora); os desfiles cívico pelo Dia da Pátria e as Retretas na Praça São Januário tiveram a presença dos músicos da 22 de Maio, incentivados pelo “Maestro Gessú”.
Junto com o maestro Gesualdo Muzzitano, também ingressa na Banda o Sr. Sebastião Valoz David, que assume a Presidência da Sociedade Musical e Cultura 22 de Maio, em 1972, permanecendo até os dias atuais.
Com o falecimento do Maestro Gessú, em 1991, assume o comando da Banda 22 de Maio o músico clarinetista Lauro Fouraux Paiva, em 1980. Culto e paciente, e com esforço denotado, o professor Lauro conseguiu ampliar os quadros de jovens músicos, na faixa dos 09 aos 16 anos, dando um grande impulso à Banda, voltando a ser aquela “Gloriosa Banda 22 de Maio”, sempre aplaudida e querida pelo povo da Cidade Carinho e também participando de Encontros de Bandas, promovido pela Secretaria de Cultura do Estado de Minas Gerais e pelas Prefeituras Municipais.
A história da centenária Sociedade Musical 22 de Maio é marcada por momentos de glória, com grandes apresentações, destacando-se em Encontro de Bandas. Mas houve também um período difícil para a entidade, obrigando-a a permanecer por um período de recesso, por falto de músicos, no período de 1969 a 1972. Com este impedimento de três anos, o então presidente Wellington Hipólito, impossibilitado de continuar no comando por motivos de saúde, transferiu a presidência da Banda para Alberto Guilhermino que, com o apoio de Gesualdo Muzzitano, reabriu as portas da Banda.
A Banda 22 de Maio comemorou seu Centenário em 1998, com o apoio de uma Comissão Especial do Centenário, sob a presidência do então Vereador Dr. Miguel Poggiali Gasparoni e com o apoio do Prefeito Dr. Narciso Paulo Michelli. O Centenário da Banda 22 de Maio teve seu momento alto na Praça Guido Marlière, quando aqui estiveram 22 corporações musicias de várias regiões do Estado. Ao formar um “Bandão”, foi executado o Hino Nacional Brasileiro, sob a Regência do Maestro Marum Alexander. Entre outras composições, foi executada a internacional ?Aquarela do Brasil?, do ilustre compositor ubaense Ari Barroso. A Comissão Especial do Centenário da Banda 22 de Maio foi composta por: Dr. Miguel Poggiali Gasparoni (Presidente); Maria de Loreto Camiloto Rocha presidente do Conselho do Patrimônio Cultural de Ubá); Mauro Paulino; Janderson Perpétuo; Marta Trajano, Ilah Andrade Carrera; Glorinha Mendes, entre outros membros.
Em suas apresentações, a “Banda 22 de Maio” já foi aplaudida por ilustres homens públicos, como os Governadores Mineiros: Francelino Pereira, Aureliano Chaves e Ozanam Coelho.
Em 2008, a Sociedade Musical 22 de Maio comemora os 110 anos de fundação. O Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural de Ubá ? órgão ligado à Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Turismo/ PMU – marcou a data histórica, recomendando ao Poder Público Municipal o Reconhecimento da Banda 22 de Maio como “Patrimônio Cultural do Município de Ubá”.
No dia 25 de maio, na Praça Guido Marlière, durante Encontro Regional de Bandas de Músicas, onde participaram 19 corporações musicais, o Prefeito Municipal de Ubá, Dirceu dos Santos Ribeiro, assinou o DECRETO no 4739 (de: 25/05/2008), homologando a Deliberação no 01/2008, do Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural de Ubá – CPC/Ubá -, que aprovou o RECONHECIMENTO da Sociedade Musical e Cultura 22 de Maio como “PATRIMÔNIO CULTURAL imaterial do Município de Ubá”.
Fonte: Prefeitura Municipal.
Histórico do município: A palavra Ubá, em tupi-guarani, significa canoa de uma só peça escavada em tronco de árvore. É também o nome popular da gramínea “Gynerun Sagittatum”, da folha estreita, longilínea e flexível, em forma de cano, utilizada pelos índios na confecção de flechas de caça e combate, e encontradas em toda a extensão das margens do ribeirão que corta a cidade. O nome do Rio Ubá se deu justamente pela existência dessas gramíneas.
A colonização da bacia do Rio Pomba deu-se, inicialmente, a partir da decadência das atividades de mineração. Em fins do século XVIII e início do século XIX, várias famílias deixaram Mariana, Ouro Preto, Guarapiranga e outros centros de extração à procura de terras férteis e propícias à agricultura, onde pudessem desenvolver atividades de renda mais estável e segura.
As regiões banhadas pelo Rio Turvo, Chopotó, Pomba e outros, eram assediadas devido à ocorrência de florestas que prestaram à extração de madeira e que até então eram habitadas pelos índios (chopós, croatos e puris) e aventureiros. Esses, fundaram fazendas, que prosperaram e deram início à formação de núcleos de população, hoje, cidades florescentes, entre as quais, a cidade de Ubá.
Em novembro de 1767, o Padre Manoel de Jesus Maria foi encarregado de catequizar os índios, preparando as bases para a entrada dos donos de sesmarias, a partir de 1797, iniciando assim a organização de um grande aldeamento central.
No período de 1797 à 1798, foram doadas as primeiras sesmarias, localizadas em terras desocupadas e situadas nas cabeceiras, encostas e margens do Rio Ubá. Nesta época, Bernardo Antônio de Lorena, do conselho de sua majestade, rei D. João VI, era governador da capitania de Minas Gerais.
Em 1805, o capitão Mor Antônio Januário Carneiro, natural de Calambau e seu cunhado, comendador José Cesário de Faria Alvim, adquiriram várias sesmarias até então pertencentes ao Município de São João Batista do Presídio, hoje, Visconde do Rio Branco, trazendo suas famílias, escravos e rebanhos. Fundaram, assim, a atual cidade de Ubá.
Neste período, segundo acordo firmado entre o Vaticano e os reis católicos, quando fosse fundada uma povoação nos países colonizados, em primeiro lugar deveria ser construída um igreja como marco inicial.
Enquanto os primeiros donos das terras situadas às margens do Rio Ubá se preocupavam com suas fazendas, Antônio Januário Carneiro idealizou fundar uma povoação. Seu primeiro passo foi liderar um movimento para assinar a petição requerendo o alvará para a construção da igreja, a qual deveria ser provida de parâmetros para que pudesse ser consagrada ao seu orago (santo de invocação que dá nome à capela).
Para promover esta povoação, o capitão Mor trouxe todos os operários necessários para a construção da igreja, dando-lhes pequenas glendas de terras, moradia e alimentos, enquanto não pudesse ter abastecimento próprio pelo cultivo da terra. Foi também por seu intermédio, que dezenas de famílias vieram em princípio do século XIX, para o povoado que estava se formando, como os Vieira de Andrade, Faria Alvim, Ferreira Valente, Martins Pacheco e outros mais.
A capela foi construída sob a devoção de São Januário. Com o crescimento do arraial foi elevada à Paróquia de São Januário de Ubá em 07 de abril de 1841. O desenvolvimento do povoado se deu gradativamente ao redor da Paróquia e em direção à estrada que levaria à Guarapiranga, onde foram edificadas as primeiras residências em sapé. Esse povoado recebeu o nome de São Januário de Ubá. Devido ao desenvolvimento da paróquia e das atividades dos habitantes, principalmente a cultura do café, em 1854 o povoado recebeu o foro de Vila e, em 1857, foi elevada à categoria de cidade com o nome de Ubá.
Nesse período colonial, a terra tinha pouco valor, pois tudo estava por fazer e o produto primário era o grande objetivo da transformação, tornando a mão-de-obra do campo a principal fonte de renda. O escravo tornou-se peça fundamental para o desenvolvimento agrícola da região, chegando a valer nessa época, mais do que 30 alqueires de terra.
Somente após 1810, houve incentivo ao tráfico de escravos que, com sua capacidade de cultura à terra e seu adestramento nos trabalhos da Casa Grande, contribuíram bastante para a economia cafeeira de Ubá.
A chegada dos imigrantes italianos proporcionou um aumento nas diversas culturas, principalmente na fumageira. A imigração ocorreu em duas épocas distintas e procedências diferentes:
– A primeira fase correspondeu ao ingresso de imigrantes provenientes do sul da Itália que traziam como vantagem sua variadas profissões: artesãos, alfaiates, comerciantes, operários, ferreiros, caldeireiros e marceneiros. Contudo, não eram agricultores, mas colaboravam, e muito, para a melhoria da cidade de Ubá, que, na época, não contava com luz, calçamento, saneamento básico, como todas as demais cidades da Zona da Mata.
– A segunda fase correspondeu à chegada de imigrantes provenientes do norte da Itália, que chegaram aqui somente após a abolição da escravatura em 1888. Ao contrário dos primeiros, esses eram camponeses organizados e disciplinados que vieram substituir o trabalho escravo, dando a Ubá um novo impulso econômico.
Os imigrantes tiveram importantes participações na evolução do município sob os aspectos político, econômico e social, tendo sido um dos poucos municípios do estado, onde os italianos permaneceram após a crise agrícola no país, com a queda do preço do café. Nesta época, houve grande fuga dos colonos, principalmente italianos, que saíam do Estado de Minas Gerais em direção ao Estado de São Paulo.
Aproveitando a baixa geral dos imóveis, adquiriram grandes extensões de terra. Compravam fazendas e subdividiam-nas em várias propriedades, fato que gerou grande atração aos colonos vindos de outras regiões.
Fonte: Prefeitura Municipal.
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ESTOU MORANDO NESTA CIDADE, Á POUCO TEMPO. COMECEI ESTUDAR MUSICA, MAS, FUI OBRIGADO A INTERROMPER OS ESTUDOS EM POUCOS MESES, POIS, O MAESTRO DA CIDADE, FOI EMBORA, E ASSIM, ACABOU A BANDA DE MUSICA. TENHO UM TROMPETE. PRECISO PRATICAMENTE COMEÇAR TUDO DE NOVO. GOSTARIA DE INFORMAÇÕES, SOBRE MATRICULAS PARA INICIANTES.