Dourados – Seringueira da Rua dos Missionários


A Seringueira da Rua dos Missionários foi tombada pela Prefeitura Municipal de Dourados-MS por sua importância cultural para a cidade.

Prefeitura Municipal de Dourados-MS
CPHCA – Conselho de Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental de Dourados-MS

Nome Atribuído: Seringueira da Rua dos Missionários
Localização: Rua dos Missionários, esquina c/ R.
Joaquim Alves Taveira – Jardim Caramurú – Dourados-MS
Decreto de Tombamento: Lei nº 3.336, de 04/01/2010

Nome científico: Hevea brasiliensis

Nome popular: Seringueira; seringa; seringa-verdadeira; cau-chu; arvore-da-borracha; seringueira-preta (AC), serinqueira-branca; seringueira-rosada.

Ciclo de vida: longo

Classe: Dicotiledônea

Família: Euphorbiaceae

Ocorrência: Região amazônica, na margem de rios e lugares inundáveis da mata tropical úmida. Existem na floresta amazônica mais 11 espécies de seringueira, todas do gênero Hevea e muito parecidas com essa. Plantas Semidecidua, Heliófita ou esciófita, característica da floresta tropical amazônica de várzeas inundáveis e menor frequência na floresta de terra firme. Ocorre preferencialmente em solos argilosos e férteis da beira de rios e várzeas.

Texto geral da espécie: Planta lactescente de 20-30 m de altura, com tronco de 30-60 cm de diâmetro. Folhas compostas trifolioladas, com folíolos membranáceos e glabros. Leve (densidade 0,45 g/cm³), mole, de baixa durabilidade natural e de alburno indistinto.

Utilidade: As amêndoas (sementes) fornecem óleo secativo muito usado na industria de tintas e vernizes.

Período de florescimento: floresce a partir de agosto, prolongando-se até inicio de novembro. A maturação dos frutos ocorre no período abril-maio.

Obtenção de sementes: Recolher as sementes no chão logo após sua queda espontânea. Um kg de sementes contem aproximadamente 260 unidades, cuja viabilidade é de menos de 90 dias.

Produção de mudas: A emergência ocorre em 20-40 dias e, a taxa de germinação geralmente é alta. Transplantar as mudas dos canteiros para embalagens individuais quando alcançarem 4-6 cm, as quais ficam prontas para plantio no campo em 4-6 meses; no caso de se preparar mudas enxertadas, essa é a época de ser plantada no viveiro de campo.
Fonte: Embrapa.

Histórico do município: Antes da colonização do homem branco o município de Dourados era habitado pelas tribos Terena e Kaiwa cuja presença dos descendentes é marcante até os dias atuais constituindo uma das maiores populações indígenas do Brasil.

Fundada em 10 de maio de 1.861, a Colônia Militar de Dourados, sob o comando de Antônio João Ribeiro, quando ocorreu a invasão paraguaia. Por este fato, a região tornou-se lendária.

No final do século XIX vieram para Mato Grosso, algumas famílias originárias dos Estados do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e São Paulo em busca de novas terras no oeste do país.

Dado o acentuado progresso verificado na região e pelas notícias sobre a fertilidade da terra, aluíram novos colonizadores em demanda da exploração dos extensos ervais nativos impulsionado pela ação da Companhia Mate Laranjeira S/A, que deteve o monopólio da exploração dos ervais em toda a região, entre os anos de 1882 e 1924, destacou-se também o desenvolvimento da cultura pastoril e da construção da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, entre 1904 a 1914.

Entre os colonizadores, se destacava Marcelino Pires, homem resoluto, dotado de uma coragem extrema e possuidor de grande ardor pelo trabalho da lavoura e pecuária. Marcelino Pires se dedicou com maior intensidade à criação de gado, ocupando vastíssima área de terras, onde se localiza atualmente a cidade de Dourados.
Em 20 de dezembro de 1935, com áreas desmembradas do município de Ponta Porã, através do Decreto nº 30 do então Governador do Estado, Sr. Mário Corrêa da Costa foi criado o município de Dourados.

A colônia agrícola de Dourados, criada em 1943, com uma área de 50.000 hectares, reservado em 1923 para a colonização, passou a integrar Dourados pelo Decreto de elevação à categoria de município em 1935 atraindo para a região tantas levas de imigrantes brasileiros e estrangeiros, principalmente japoneses, que se dedicaram notadamente ao cultivo de café.
Fonte: Prefeitura Municipal.

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