Natal – Antiga Base de Hidroaviões


Imagem: Patrick

A Antiga Base de Hidroaviões, em Natal, foi tombada pela Fundação José Augusto por sua importância cultural para o Estado do Rio Grande do Norte.

Governo do Rio Grande do Norte
FJA – Fundação José Augusto
Nome Atribuído: Antiga base de Hidroaviões – Rampa
Localização: Natal-RN
Data de Tombamento: 17/02/1990
Uso Atual: Fundação Rampa

Descrição: A Rampa é um conjunto de edificações construídas entre as décadas de 30 e 40, nos arredores de Natal, capital do Rio Grande do Norte, que ajudaram e fizeram parte direta da história da aviação mundial. Apesar de ter recebido figuras importantes como o piloto norte-americano, Charles Lindbergh – o primeiro a cruzar o oceano Atlântico numa aeronave em 1927 – a Rampa ganhou notorieadade no início dos anos 40, quando os primeiros hidroaviões começaram a utilizar o local como base militar.

Contudo, as primeiras aeronaves a pousar regularmente no rio Potengi, em Natal, foram as da empresa Nyrba Air Lines (New York / Rio de Janeiro / Buenos Aires), em janeiro de 1930, vindas dos Estados Unidos. Os aviões ficavam atracados em flutuadores montados próximos às margens do rio. Neste mesmo ano, a empresa é substituída pela Pan America Air Lines, a Pan Am. Anos depois, estima-se que em 1934, a Panair – subsidiária Pan Am no Brasil – melhora a estrutura de flutuadores, evoluindo para uma atracação fixa, erguida num terreno cedido pelo Governo do Estado do Rio Grande do Norte.
O local da construção era conhecido como montagem por estar numa área de apoio para a construção do Porto de Natal e montagem de embarcações. Primeiro, fizeram uma pequena estação, entre a rua e o rio, com um píer de concreto que ainda resiste nos dias de hoje. Este local servia como sala de embarque e desembarque, com o letreiro Panair na fachada.
Na mesma época, os alemães também utilizaram o local, inicialmente, como ponto de apoio para aviões de transporte e postagem, e com o desenvolvimento da aviação e Natal sendo considerado cada vez mais um ponto estratégico, empresas como a Lufthansa e o Syndicato Condor também passaram a operar regularmente na Rampa.

Na década de 40, a Rampa atinge o seu auge com a chegada dos primeiros hidroaviões militares Catalinas do esquadrão VP-52 da US Navy, em 11 de dezembro de 1941, coincidentemente, cinco dias após ao ataque japonês a base norte-americana de Pearl Harbor. Este fato colocaria os Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. Entretanto, antes disso, no dia 6 de dezembro deste mesmo ano, um Boieng 314 Clipper já havia passado por Natal, inaugurando a rota Miame/EUA a Barthurst, na Gâmbia, África.
Em Natal, no ano de 1942, o governo americano inicia as obras de sua Base Naval de Hidroaviões, utilizando o espaço da Pan Am e o ocupado pelos alemães na década de 30 e que, atualmente, faz parte do 17º Grupo de Artilharia de Campanha do Exército Brasileiro (17º GAC). A obra compreendiam um hangar de nariz, cinema, vários prédios de alojamentos, enfermaria, comando, entre outros similares aos existentes no Parnamirim Field. Embora o rompimento de relações com os países do Eixo só tenha ocorrido em 28 de Janeiro e a decretação do “Estado de Guerra” em 22 de agosto de 1942, o Governo Brasileiro permitiu que um esquadrão ocupasse, a partir de dezembro de 1941, a área até bem pouco utilizada pela companhia alemã e sua coligada brasileira.

Havia uma RAMPA de duas seções, construídas no período de 1941 a 1942; uma de concreto e outra de pranchas de madeira apoiadas em base de pedra. Ao todo, o investimento custou aos cofres americanos U$ 842.397,00.
A Rampa tinha capacidade para operação hidroaviões de bombardeiros médio de patrulha ou outras aeronaves de peso equivalente, com área de estacionamento pavimentada e destinada a receber hidroaviões que eram empregados para patrulha marítima. A energia elétrica para iluminação da área, luzes da rampa, luzes de mastro, era fornecida pela cidade de Natal, mas, em casos de interrupção de energia, existiam disponíveis dois geradores, que atuavam como unidade de emergência.

As instalações para combustíveis compreendiam dois tanques subterrâneos, de aço, com 6.000 galões de capacidade cada um; outros dois tanques de 4.800 galões e ainda dez tanque de 5.000. O combustível que ficava estocado no Campo de Tanques das Dunas era transferido para a Base de Hidroaviões por meio de uma linha especial de transferência.
A construção dessa Base tornou-se imperiosa com intuito de assegurar as operações dos aviões de patrulha da Marinha dos Estados Unidos, empenhados na guerra anti-submarina e nas operações de salvamento mo mar, ao longo da costa do nordeste do Brasil. A autorização para construção e ocupação da Base de Hidroaviões de Natal, constou do Decreto-Lei Nº 3.462 promulgado pelo Governo Brasileiro.
Para o esforço de guerra, a Rampa foi uma base de quase nenhuma importância com alguns esquadrões operando por tempo limitado. No período imediato ao fim da guerra, devido à construção de aeroportos em quase todos os lugares do mundo, o hidroavião comercial de transporte de passageiros foi extinto, portanto, o local perdeu a função pela qual foi construído.
Após a guerra, a Marinha a entregou ao Exército Americano que não tendo uso para tal entregou aos brasileiros em 1946. A parte da base naval americana ficou para o Exército Brasileiro e as instalações específicas para aviões ficaram para a FAB. Como a FAB também não tinha serventia para tal, foi instalado lá o Cassino dos Oficiais. Sem serventia a partir de meados dos anos 90, o local ficou fechado sob a responsabilidade da União, até o dia 13 de julho de 2009, quando o estado do Rio Grande do Norte tomou posse do espaço, que aguarda recuperação para abrigar o futuro memorial do aviador.
A Fundação Rampa (FRAMPA) apoia a iniciativa e defende a preservação do espaço que dá nome a entidade.

*Algumas informações deste texto foram obtidas no livro “A história da aviação no Rio Grande do Norte”, do escritor Paulo Pinheiro Viveiros.
Fonte: Site da instituição.

Histórico do município: Tudo começou com as Capitanias Hereditárias quando o Rei de Portugal Dom João III, em 1530, dividiu o Brasil em lotes. As terras que hoje compreendem ao Rio Grande do Norte couberam a João de Barros e Aires da Cunha. A primeira expedição portuguesa aconteceu cinco anos depois com o objetivo de colonizar as terras. Antes disso, os franceses já aportavam por aqui para contrabandear o pau-brasil. E esse foi o principal motivo do fracasso da primeira tentativa de colonização. Os índios potiguares ajudavam os franceses a combater os colonizadores, impedindo, a fixação dos portugueses em terras potiguares.
Passados 62 anos, em 25 de dezembro de 1597, uma nova expedição portuguesa, desta vez comandada por Mascarenhas Homem e Jerônimo de Albuquerque, chegou para expulsar os franceses e reconquistar a capitania. Como estratégia de defesa, contra o ataque dos índios e dos corsários franceses, doze dias depois os portugueses começam a construir um forte que foi chamado de Fortaleza dos Reis Magos, por ter sido iniciada no dia dos Santos Reis. O forte foi projetado pelo Padre Gaspar de Samperes, o mesmo arquiteto que projetou a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Apresentação.
Concluído o forte, logo se formou um povoado que, segundo alguns historiadores, foi chamado de Cidade dos Reis. Depois, Cidade do Natal. O nome da cidade é explicado em duas versões: refere-se ao dia que a esquadra entrou na barra do Potengi ou a data da demarcação do sítio, realizada por Jerônimo de Albuquerque no dia 25 de dezembro de 1599.
Com o domínio holandês, em 1633, a rotina do povoado foi totalmente mudada. Durante 21 anos, o forte passou a se chamar Forte de Kenlen e Natal Nova Amsterdã. Com a saída dos holandeses, a cidade volta à normalidade. Nos primeiros 100 anos de sua existência, Natal apresentou crescimento lento. Porém, no final do século XIX, a cidade já possuía uma população de mais de 16 mil habitantes.
Fonte: Prefeitura Municipal.

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