Natal – Antigo Quartel General


Imagem: Costa, Amaral

O Antigo Quartel General, em Natal, foi tombado pela Fundação José Augusto por sua importância cultural para o Estado do Rio Grande do Norte.

Governo do Rio Grande do Norte
FJA – Fundação José Augusto
Nome Atribuído: Antigo QG – Memorial Câmara Cascudo
Localização: : Praça André de Albuquerque, n° 30 – Cidade Alta. – Natal-RN
Data de Tombamento: 30/08/1989
Uso Atual: Memorial Câmara Cascudo

Descrição: A edificação foi construída nas primeiras décadas do século XIX, em estilo neoclássico, bastante usado durante a época em prédios governamentais. Inicialmente, era menor, tendo sido ampliado lateralmente no início do século XX, ganhando mais uma porta e duas janelas, respeitando-se a feição original. Como foi pintado por longo tempo na cor ocre e por ter abrigado o Real Erário, e depois a Tesouraria da Fazenda, ficou conhecido como “Vaca Amarela”, pois nele diversas pessoas “mamavam” nas tetas do governo. O prédio foi tombado pelo Governo Estadual em 1989. Nele, funciona desde 1987 um memorial em homenagem a Câmara Cascudo, com objetos ligados ao folclore e à cultura popular, temáticas estudadas pelo folclorista potiguar.
Fonte: Costa, Amaral.

Information – Câmara Cascudo Memorial: The construction was built in the first decades of the nineteenth century, in the neoclassical style, widely used during the era in government buildings. Initially, it was smaller, having been expanded laterally in the early twentieth century, getting one more door and two windows, respecting the original feature. As it was painted for a long time in ocher and by having housed the Royal Treasury, and then the Treasury of Finance, became known as “Yellow Cow” because several people in it “sucked” on the teats of government. The building was preserved by the State Government in 1989. A memorial in honor of Câmara Cascudo works since 1987, with objects related to folklore and popular culture, subjects studied by the potiguar folklorist.
Source: Costa, Amaral.

Histórico do município: Tudo começou com as Capitanias Hereditárias quando o Rei de Portugal Dom João III, em 1530, dividiu o Brasil em lotes. As terras que hoje compreendem ao Rio Grande do Norte couberam a João de Barros e Aires da Cunha. A primeira expedição portuguesa aconteceu cinco anos depois com o objetivo de colonizar as terras. Antes disso, os franceses já aportavam por aqui para contrabandear o pau-brasil. E esse foi o principal motivo do fracasso da primeira tentativa de colonização. Os índios potiguares ajudavam os franceses a combater os colonizadores, impedindo, a fixação dos portugueses em terras potiguares.
Passados 62 anos, em 25 de dezembro de 1597, uma nova expedição portuguesa, desta vez comandada por Mascarenhas Homem e Jerônimo de Albuquerque, chegou para expulsar os franceses e reconquistar a capitania. Como estratégia de defesa, contra o ataque dos índios e dos corsários franceses, doze dias depois os portugueses começam a construir um forte que foi chamado de Fortaleza dos Reis Magos, por ter sido iniciada no dia dos Santos Reis. O forte foi projetado pelo Padre Gaspar de Samperes, o mesmo arquiteto que projetou a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Apresentação.
Concluído o forte, logo se formou um povoado que, segundo alguns historiadores, foi chamado de Cidade dos Reis. Depois, Cidade do Natal. O nome da cidade é explicado em duas versões: refere-se ao dia que a esquadra entrou na barra do Potengi ou a data da demarcação do sítio, realizada por Jerônimo de Albuquerque no dia 25 de dezembro de 1599.
Com o domínio holandês, em 1633, a rotina do povoado foi totalmente mudada. Durante 21 anos, o forte passou a se chamar Forte de Kenlen e Natal Nova Amsterdã. Com a saída dos holandeses, a cidade volta à normalidade. Nos primeiros 100 anos de sua existência, Natal apresentou crescimento lento. Porém, no final do século XIX, a cidade já possuía uma população de mais de 16 mil habitantes.
Fonte: Prefeitura Municipal.

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Costa, Amaral


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