Natal – Residência de Luis Câmara Cascudo


Imagem: Costa, Amaral

A Residência de Luis Câmara Cascudo, em Natal, foi tombada pela Fundação José Augusto por sua importância cultural para o Estado do Rio Grande do Norte.

Governo do Rio Grande do Norte
FJA – Fundação José Augusto
Nome Atribuído: Residência de Luis Câmara Cascudo
Localização: Av. Câmara Cascudo, n° 377 – Cidade Alta – Natal-RN
Data de Tombamento: 17/02/1990
Uso Atual: Instituto Ludovicus

Descrição: Nessa edificação, o historiador e folclorista potiguar Câmara Cascudo morou por mais de 40 anos. Construída em 1900, foi residência de seu sogro desde 1910, sendo ainda propriedade da família. No local funciona hoje o Instituto Ludovicus, em homenagem ao seu ilustre morador. No interior da casa, observam-se objetos pertencentes a Câmara Cascudo, móveis e utensílios da época em que lá morava. O destaque é a biblioteca de Cascudo, chamada por ele de “A Babilônia”, onde o mesmo recebeu ilustres visitantes, como Gilberto Freyre, Juscelino Kubitschek, Assis Chateaubriand e Ari Barroso. Nas paredes, ainda se podem ver assinaturas desses e de outros visitantes, atendendo a um pedido de Cascudo. No local, funciona ainda uma loja com souvenirs e livros.
Fonte: Costa, Amaral.

Information – The house of Câmara Cascudo (Ludovicus Institute): In this building, the historian and folklorist Câmara Cascudo (born in the Rio Grande do Norte State) lived for over 40 years. Constructed in 1900, it was the residence of his father in law since 1910 and it is still owned by the family. On the site, there is Ludovicus Institute now, in homage to its distinguished inhabitant. Inside the house, there are objects belonging to Câmara Cascudo, as well as furniture and fixtures of the time when he lived there. The highlight is the library of Cascudo, named “The Babylon”, where he used to receive distinguished visitors such as Gilberto Freyre, Juscelino Kubitschek, Assis Chateaubriand, and Ari Barroso. On the walls, you can still see these and other visitors’ signatures, responding to a request of Cascudo. On the site, there is also a shop with souvenirs and books.
Source: Costa, Amaral.

Histórico do município: Tudo começou com as Capitanias Hereditárias quando o Rei de Portugal Dom João III, em 1530, dividiu o Brasil em lotes. As terras que hoje compreendem ao Rio Grande do Norte couberam a João de Barros e Aires da Cunha. A primeira expedição portuguesa aconteceu cinco anos depois com o objetivo de colonizar as terras. Antes disso, os franceses já aportavam por aqui para contrabandear o pau-brasil. E esse foi o principal motivo do fracasso da primeira tentativa de colonização. Os índios potiguares ajudavam os franceses a combater os colonizadores, impedindo, a fixação dos portugueses em terras potiguares.
Passados 62 anos, em 25 de dezembro de 1597, uma nova expedição portuguesa, desta vez comandada por Mascarenhas Homem e Jerônimo de Albuquerque, chegou para expulsar os franceses e reconquistar a capitania. Como estratégia de defesa, contra o ataque dos índios e dos corsários franceses, doze dias depois os portugueses começam a construir um forte que foi chamado de Fortaleza dos Reis Magos, por ter sido iniciada no dia dos Santos Reis. O forte foi projetado pelo Padre Gaspar de Samperes, o mesmo arquiteto que projetou a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Apresentação.
Concluído o forte, logo se formou um povoado que, segundo alguns historiadores, foi chamado de Cidade dos Reis. Depois, Cidade do Natal. O nome da cidade é explicado em duas versões: refere-se ao dia que a esquadra entrou na barra do Potengi ou a data da demarcação do sítio, realizada por Jerônimo de Albuquerque no dia 25 de dezembro de 1599.
Com o domínio holandês, em 1633, a rotina do povoado foi totalmente mudada. Durante 21 anos, o forte passou a se chamar Forte de Kenlen e Natal Nova Amsterdã. Com a saída dos holandeses, a cidade volta à normalidade. Nos primeiros 100 anos de sua existência, Natal apresentou crescimento lento. Porém, no final do século XIX, a cidade já possuía uma população de mais de 16 mil habitantes.
Fonte: Prefeitura Municipal.

MAIS INFORMAÇÕES:
Costa, Amaral


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