Rio Branco – SBORBA – Sociedade Beneficente Operária de Rio Branco
A SBORBA foi fundada em 7 de julho de 1948 por pedreiros, carpinteiros, ferreiros, mecânicos e demais trabalhadores avulsos que prestavam serviços em obras do Governo.
DPHC – Departamento de Patrimônio Histórico e Cultural
Nome atribuído: SBORBA – Sociedade Beneficente Operária de Rio Branco
Localização: R. Rio Grande do Sul, n° 1.294 – Rio Branco-AC
Abertura de Processo de Tombamento: Resolução do Conselho Estadual de Patrimônio Histórico n° 01/2009 – DOE 06/02/2009
Descrição: A Sborba foi fundada em 7 de julho de 1948 por pedreiros, carpinteiros, ferreiros, mecânicos e demais trabalhadores avulsos que prestavam serviços em obras do Governo. Em 2008, completou 60 anos de existência. O prédio ficará sob cuidados da Fundação Elias Mansour.
Fonte: Governo Estadual.
Descrição: No prédio que hoje mede cerca de 300 metros quadrados e foi construído no final da década de 1940, foram realizados serviços de revitalização da fachada original, onde se destaca em alto relevo o nome Sborba; recuperação do forro original e do salão de dança, da bilheteria, do mezanino e do bar.
A Sborba é bastante representativa para a história do Acre por suas manifestações. Seu último sócio-fundador ainda vivo é o ex-guarda territorial Fernando Francisco de Souza, de 84 anos, que lembra que o primeiro prédio funcionou por dois anos na rua Pernambuco, mudando-se em 1950 para a sede definitiva na rua Rio Grande do Sul. “É grande minha emoção. Quero apenas agradecer e desejar feliz ano novo para o governador e todos do Acre”, disse o policial que presidiu e durante anos viveu para ajudar a manter o clube.
“Teve uma época que chegou muito ´arigó´em Rio Branco e eles não tinham um lugar para seu lazer”, diz fazendo referência à elitização dos clubes Tentamen e Rio Branco. Arigós eram trabalhadores braçais migrantes, assim apelidados em toda a região Norte.
Estudiosos da relação capital e trabalho na Amazônia põem a Sborba como uma organização mutual, de ajuda mútua entre trabalhadores – uma instituição pré-sindical. Numa primeira fase, um clube de encontro e lazer e, em seguida, uma obra beneficente que além de auxílios em casos de doença e morte mantinha cursos de alfabetização e qualificação para os operários.
Em sua melhor fase, as festas eram constantes e grandiosas. “Todo 7 de Setembro tinha uma festa”, relembrou Fernando Souza contemplando, apoiado em uma bengala, o prédio sexagenário que integra o Centro Histórico de Rio Branco e por si só relata e retrata a riqueza de uma época no Acre.
Fonte: Governo Estadual.
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