Araruna – Antiga Igreja Matriz


Imagem: Prefeitura Municipal

A Antiga Igreja Matriz, em Araruna-PB, foi tombada por sua importância cultural para o Estado da Paraíba.

IPHAEP – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba
Nome Atribuído: Igreja de Santo Antonio (Antiga Matriz)
Outros Nomes: Igrejinha de Santo Antonio
Localização: Praça Feliciano Soares – Centro – Araruna-PB
Decreto de Tombamento: Decreto n° 20.472, de 12/07/1999

Descrição: Marco inicial da fundação de Araruna, a antiga Capela de Nossa Senhora da Conceição, representa por si só um patrimônio de inestimável valor histórico e estético, com seu estilo arquitetônico barroco rural religioso do século XIX.

A antiga Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, atual Igrejinha de Santo Antonio, foi marco inicial da urbanização da cidade de Araruna. Foi nela depositada a fé de um homem, que por volta de 1845, havia feito promessa a Imaculada Conceição, padroeira da cidade, este homem era o Senhor Feliciano Soares do Nascimento, vindo de Jacu dos Órfãos no Rio Grande do Norte, fez uma promessa a santa, da qual se fosse concedida graça ergueria uma capela em sua homenagem no alto da Serra de Araruna, tarefa difícil devido ao isolamento do local a época.

Sobre esta construção parece ter havido inicialmente uma primeira capelinha que com o decorrer dos anos foi sendo ampliada e melhorada até adquirir a forma ostentada até hoje.

Foi com certeza o marco inicial da urbanização da cidade, pois foram em seu redor edificadas as primeiras casas, Araruna neste tempo não possuía plano diretor municipal, as casas não seguiam regras de alinhamento, apenas obedeciam às imposições da topografia do local. Em redor da então Matriz da Conceição, eram realizadas as feiras do município, a imponência da Igreja de Santo Antonio era tão forte, que nem mesmo a construção da nova Matriz foi capaz de lhe tirar a preferência da companhia do povo de Araruna, as pessoas teimavam em construir suas casas em direção em sentido norte/sul, em direção a atual Rua Perilo de Oliveira, onde se encontra o cemitério e em direção da saída a Cacimba de Dentro, fato este que deixava a matriz nova isolada, tendo a população que ascender tochas e cortarem mato para chegarem na nova igreja, que foi inaugurada no ano da emancipação política de Araruna (1876). Isolamento este que findou após a construção do Mercado Publico, atual Centro Cultural de Araruna.

A paisagem urbana mais remota de Araruna era o da Igrejinha junto ao cruzeiro, este que tinha de cada lado duas filas de casas (que até hoje se encontram), deixando no meio um largo, o famoso “Largo da Igrejinha”, que compôs a primeira rua do povoado, no lugar deste cruzeiro em 1966, foi construído um parque infantil, e mais tarde na década de 90 uma escola municipal, que descaracterizou de vez a visão mais definidora da geografia humana de Araruna. Este cruzeiro foi recuperado e atualmente está posto ao lado da matriz de Nossa Senhora da Conceição em frente à Praça João Pessoa.

O prédio foi restaurado e salvo da destruição causado pelas mazelas e corrosão do próprio tempo, quando que pelo Decreto nº 20.472, de julho de 1999, o governador do estado, o senhor José Targino Maranhão, homologou a Deliberação nº 0019/99 do Conselho de Proteção dos bens Históricos Culturais –CONPEC, declarando o Tombamento da Igreja de Santo Antonio, patrimônio do povo de Araruna e da Paraíba.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Histórico do município: A história de Araruna começa entre 1830 e 1840 quando Feliciano Soares do Nascimento erigiu uma capela em louvor a Nossa Senhora da Conceição. Em torno da capela surgiram as primeiras casas que deram origem ao povoado. Em 1854, pela Lei provincial nº 25, foi criada a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Serra de Araruna.
Sabe-se que o território de Araruna, era propriedade de um senhor residente em Bananeiras, chamado Estêvão José da Rocha, coronel da Guarda Nacional, popularmente conhecido por “Barão de Araruna”, título nobiliárquico concedido pelo imperador do Brasil, devido sua grande influência política no Agreste paraibano, onde foi proprietários de muitos lotes de terra no alto da Serra da Araruna durante os idos dos anos 1800.
A 10 de julho de 1876, o Presidente da Província da Parahyba do Norte, Barão de Mamanguape, sancionou a Lei nº 616, criando o município de Araruna. O ato solene de instalação do município só ocorreu a 11 de julho de 1877, quando tomaram posse os seguintes vereadores: Manoel Januário Bezerra Cavalcanti, presidente, Manoel d´Azevedo Belmont, João Themóteo Queiroz, Targino Pereira da Costa e Joaquim Cassiano Bezerra.
Desde as suas origens, o município de Araruna esteve sob os domínios políticos da família Bezerra Cavalcanti, entrelaçada com os Carneiro da Cunha, influentes na política não só de Bananeiras, a que estava ligada Araruna, como na política da província. A partir da primeira década do Século XX, a família Targino passou a dominar politicamente Araruna. Um domínio que, salvo um pequeno período no Estado Novo, vem se confirmando até os tempos atuais.
O desenvolvimento urbano de Araruna operou-se em três períodos distintos: o primeiro se deu entre a formação do povoado e 1908, quando se iniciou a construção do Mercado Público. O segundo se estende entre a construção do Velho Mercado até 1967, quando foi construído o Mercado Novo. O terceiro período começa com a inauguração do Mercado Novo e se estende até nossos dias.
A divisão administrativa do município tem sofrido várias modificações ao longo do tempo. Na divisão administrativa de 1901, figura com três distritos: Araruna, Tacima e Riachão. Na de 1933, aparece um único distrito: Araruna. Outra alteração aparece nas divisões territoriais de 31.12.1936 e 31.12.1937, onde volta a figurar com três distritos: Araruna, Tacima e Cacimba de Dentro.
Em 15 de novembro de 1938, em virtude do Decreto-lei estadual nº 1.164, recebeu foros de município. A comarca foi criada pelo Decreto-lei estadual nº 39, de 10 de abril de 1940.
Fonte: Prefeitura Municipal.

FOTOS:


Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *