Ouro Preto – Chafariz do Passo de Antônio Dias
O Chafariz do Passo de Antônio Dias, em Ouro Preto-MG, foi tombado por sua importância cultural.
IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
Nome atribuído: Chafariz do Passo de Antônio Dias
Outros Nomes: Chafariz do Ouvidor
Localização: Largo do Dirceu – Ouro Preto – MG
Número do Processo: 430-T-1950
Livro do Tombo Belas Artes: Inscr. nº 372, de 19/06/1950
Descrição: É assim chamado por situar-se em frente ao Passo, à R. Bernardo de Vasconcelos, antiga R. Direita de Antônio Dias. O Chafariz do Passo é um dos mais antigos de Ouro Preto, embora se desconheçam detalhes de sua construção. Certamente a iniciativa partiu do Senado da Câmara de Vila Rica, não tendo sido identificada documentalmente a autoria do projeto. Entretanto, o “Registro das Condições” do chamado Chafariz da Glória, construído na mesma época (1752/53) estabelecia que sua construção obedecesse integralmente ao risco feito para o Chafariz de Antônio Dias. Com base na vinculação de risco entre os dois projetos, pode-se inferir que as normas gerais de construção e a especificação do material empregado tenham sido idênticas ou semelhantes às estabelecidas para o Chafariz da Glória. Contudo, foram localizadas algumas referências relativas a restaurações e trabalhos de conservação. Em 1852, foram concluídos serviços de conserto do encanamento de água que abastecia o chafariz. Quase um século depois, ou seja, em 1936, foram executadas novas obras de abastecimento de água e, no mesmo ano, concluíram-se as obras gerais de restauração realizadas pela Inspetoria de Monumentos Nacionais, sob direção do engenheiro Epaminondas de Macedo. Nos planos da SPHAN (atual IPHAN) de 1954, estavam previstas obras e colocação de água em todos os chafarizes da cidade, medida que certamente incluiu o Chafariz do Passo de Antônio Dias.
Trata-se de um dos chafarizes de meados do século XVIII mais interessantes pela sua graciosa arquitetura. É constituído por um frontispício de alvenaria, ladeado de molduras de pedra talhada. Na parte superior, apresenta um frontão em arco interrompido, onde se vê um painel provido de dístico latino, cuja inscrição encontra-se danificada, coroado por um ornato simples, sob um pedestal com volutas. No centro fica uma grande concha encimando um painel complexo de cantaria onde aparece a data de 1752 e três carrancas com suas respectivas bicas. Abaixo deste painel encontra-se uma pia retangular com três bacias. Em torno do chafariz, o piso é em laje de pedra.
Texto extraído de: Fundação João Pinheiro. Dossiê de restauração. Plano de Conservação, Valorização e Desenvolvimento de Ouro Preto e Mariana. 1973/75.
Fonte: Iphan.

