Diamantina – Conjunto Arquitetônico e Paisagístico de Biribiri
Biribiri, em Diamantina-MG, é um povoado situado há 13 km de Diamantina, que surgiu em função da fábrica têxtil que ali se instalara em 1876.
IEPHA – Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico
Nome atribuído: Conjunto Arquitetônico e Paisagístico de Biribiri
Localização: Diamantina-MG
Resolução de Tombamento: 11/11/1998
Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico
Livro do Tombo de Belas Artes
Livro do Tombo Histórico, das Obras de Arte Históricas e dos Documentos Paleográficos ou Bibliográficos
Descrição: Região conhecida pela descoberta do ouro e pedras preciosas, a exploração passou a ser monopolizada e controlada pela coroa. Em fins do século XVIII, com a decadência do ouro tem início as atividades agrícola e industrial. Biribiri é um povoado situado há 13 km de Diamantina, que surgiu em função da fábrica têxtil que ali se instalara em 1876. A fábrica à época da sua inauguração, contava com 63 operários, sendo 36 moças, 18 meninos e 9 homens que trabalhavam 45 teares. O conjunto é formado por edificações em taipa, cobertas por telhados em capa e bica, sendo algumas em adobe e alvenaria de tijolo com cobertura em telhas francesas.
Fonte: Iepha.
Descrição: Foi uma das primeiras comunidades fabris do estado de Minas Gerais funcionou de 1876 a 1973, e ainda mantém preservadas algumas edificações e a memória têxtil. A vila teve seu tombamento homologado em nível estadual como um Conjunto Arquitetônico e Paisagístico, pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais, IEPHA/MG no ano de 1998.
A propriedade privada das edificações permitiu que ocorresse em 2013 a venda das casas de forma fracionada. Como medida de prevenção, foi elaborado pelo IEPHA um Plano de Diretrizes de Preservação – conjunto arquitetônico e paisagístico de Biribiri, no intuito de informar aos novos ocupantes da vila sobre políticas de preservação e de conservação do conjunto que edifica a vila de Biribiri. Este trabalho investiga não só a história da Vila como também as razões das suas transformações e relações funcionais, turísticas, culturais e econômicas. […] percebeu-se que a burocracia exigida tornou morosas as atuações e respostas dos órgãos patrimoniais. A maioria dos proprietários haviam iniciado as reformas dos imóveis, sem respeitar as normas e diretrizes do IEPHA, apresentando uma nova situação que dificultou ao instituto do patrimônio propor ações de base para efetiva atuação.
Segundo o IEPHA a divisão do conjunto em unidades independentes, nunca foi vislumbrada, dado tratar-se até então de um conjunto coeso, de propriedade única, que se encontra inserida em zona rural, preocupação essa motivada pelos riscos de descaracterização da integridade do conjunto. Todos os proprietários […] relataram ter interesse em manter as características arquitetônicas no espaço da vila, porém, iniciaram as restaurações precipitadamente, sem respaldo patrimonial legal, situação esta incomum de expansão imobiliária em área de tombamento patrimonial. Contudo o conjunto arquitetônico de Biribiri, por intermédio das ações naturais provocadas pelo desuso ao longo do tempo, estava em estado precário e a Estamparia S.A. relatou não ter condições de mantê-lo.
Fonte: Kamila Brant de Araújo Maurício.
FOTOS:
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MAIS INFORMAÇÕES:
Iepha
Iepha – Guia vol.1
Iepha – Guia vol.2
Kamila Brant de Araújo Maurício





















