Imagem: Condephaat

O Samba Paulista foi registrado pelo estado de São Paulo por sua importância cultural para o estado.

CONDEPHAAT – Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico
Nome atribuído:
 Samba Paulista
Localização: Estado de São Paulo, cidades de Campinas, Capivari, Mauá, Piracicaba, Pirapora de Bom Jesus, Quadra, Santana do Parnaíba, Tietê e Vinhedo
Resolução de Registro: Resolução SC n° 55, 2017

Descrição: Há diferentes tipos de samba ao longo da costa brasileira, dependendo dos grupos étnicos de escravos que para cá foram trazidos e da natureza das tradições locais que aqui encontram. A maioria proveniente da região de Angola/Congo. O samba começou a manisfestar-se na Bahia, e veio se espalhando pelo Brasil junto à diáspora africana.
O samba da então capital federal, Rio de Janeiro, deu vida e identidade para o samba no Brasil; atendeu aos anseios políticos das primeiras décadas, representando os ideais nacionalistas; correspondeu aos interesses econômicos, pois se tornara um produto rentável e ainda ia ao encontro de uma elite que já havia sido seduzida pelo samba. No entanto, a massificação gerada pelo rádio, televisão e a indústria fonográfica, impôs ao território nacional o modelo de samba e posteriormente das escolas de samba do Rio de Janeiro, obscurecendo as diversas facetas com que o samba se manifesta no país, inclusive em São Paulo, cidade que havia sido escolhida no plano nacional como a locomotiva econômica, ligada ao progresso, que não combinava com os batuques feitos por negros, assim como não combinava a imagem do sambista, o malandro, com aquela que seria conhecida como capital do trabalho.
Fonte: Condephaat.

Atualidade: Encontramos os seguintes grupos em atividade (2017): Samba de Lenço “Mestre Antônio Carlos Ferraz” (Piracicaba), Samba de Roda de Pirapora (Pirapora de Bom Jesus), Samba de Roda Dona Aurora (Vinhedo), Vovô da Serra do Japi (Santana do Parnaíba), Samba de Bumbo de Cururuquara (Santana do Parnaíba), Filhos da Quadra (Quadra), Grito da Noite (Santana do Parnaíba), Urucungos, Puítas e Quijengues (Campinas), Batuque de Umbigada (Piracicaba, Tietê e Capivari), 14 Sambas (Piracicaba), Samba Lenço (Mauá).
Nos últimos anos, o Samba Paulista, sob as diversas denominações acima citadas, tem sido alvo de estudos e seus grupos têm se organizado e realizado diversas ações de intercâmbio. Citamos entre elas os ciclos de palestras e debates realizados no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc, em 2014 e 2015, cujos áudios constam da bibliografia (em audiografia); o ciclo de debates, apresentações artísticas e oficina de confecção de bumbos, de roupas e de projetos culturais realizados em 2017, no Sesc Piracicaba, intitulado Festa do Samba Rural Paulista. O evento contou com a última participação da sambista Dona Esther, falecida alguns dias depois da festa, matriarca do Samba de Pirapora.
Os organizadores do encontro, da Diadorim Cultura Popular, agraciados com o ProAC em 2017 e apresentaram o resultado de suas ações no XIII Enecult, (Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura). O evento gerou um documentário chamado Continuar Festejando – Samba Rural Paulista e traz um panorama do samba paulista extremamente atual, onde figuram todos os grupos que se consideram tradicionais na manifestação do Samba de Bumbo, ou Samba Rural Paulista, e suas variações: Samba de Roda, Samba de Lenço e Samba Caipira – além de representantes do Jongo e do Batuque de Umbigada.
A pesquisa e a coleta dos materiais sobre o Samba Paulista foram efetuadas pela pesquisadora e mestre em musicologia Flávia Prando.
Fonte: Condephaat.

MAIS INFORMAÇÕES:
Mario Condephaat


Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *