Arcos – Capela de São Julião


Imagem: Prefeitura Municipal

A Capela de São Julião foi tombada pela Prefeitura Municipal de Arcos-MG por sua importância cultural para a cidade.

Prefeitura Municipal de Arcos-MG
Nome atribuído: Capela situada à estrada Arcos/ Paineiras – São Julião
Outros Nomes: Capela de São Julião
Localização: Estrada Arcos – Paineiras / São Julião – Arcos-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 2353/2002

Descrição: A Capela de São Julião, localizada na zona rural de Arcos, na comunidade das Paineiras, foi tombada em 27/03/2002. Decreto de tombamento nº: 2353/2002. A Capela está situada em meio à vegetação, cercada por um muro, sem referências da data de construção. Na fachada, a inscrição 1.748 pode sugerir a data de construção de uma primeira capela, mas não foram encontradas referências históricas quanto a esse fato. De fachada simples, com apenas uma grande porta principal, sua arquitetura remete às primeiras capelas construídas em Minas Gerais. Para a comunidade, a igreja é ainda um espaço privilegiado de memória histórica. Enquanto memória e cultura, a Capela de São Julião é o patrimônio dos moradores do povoado e expressão significativa da tradição viva durante décadas. A capela faz parte da Paróquia Nossa Senhora do Carmo.
Fonte: Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais.

Histórico do município: Diversas Lendas correm a respeito da origem e do nome de Arcos, sendo considerada mais autêntica e fiel a seguinte: em tempos idos, que não se pode precisar, perlongando o córrego à margem do qual se estende a cidade, existia um caminho que servia à penetração dos intrépidos bandeirantes com destino a Goiás. Uma tarde, certa comitiva de regresso de prolongada viagem, chegando aquelas paragens resolveu pernoitar. Isto resolvido, desceram as cargas dos lombos das alimárias e armaram suas tendas. Ao deitarem as cargas em terra, as cintas metálicas que guarneciam uma barrica, desprenderam-se desfazendo o tonel.
Atirados os arcos ou guarnições para o lado, foi a madeira utilizada para o lume. No dia seguinte, a caravana abandona o lugar continuando a jornada interrompida. Após várias horas de viagem, surge caminhando em sentido oposto, outra bandeira que se dirigia para os confins das Minas Gerais. Depois de trocarem cumprimentos, o Chefe da expedição que demandava o interior, perguntou ao que retornava, onde havia pousado à última noite. Este, em resposta disse: à margem de um córrego, onde deixamos alguns arcos. A mesma pergunta foi repetida algumas vezes entre os desbravadores e, dentro em pouco, era o lugar conhecido como Córrego dos Arcos ou simplesmente Arcos.
Nesse local foi construído, pouco depois, um rancho para abrigo das comitivas e mais tarde foram feitas algumas construções. Em breves anos transformou-se em povoado, o qual foi estendendose para suleste, à margem do Córrego dos Arcos.
A primeira missa na nova povoação foi celebrada no domingo, dia 11 de abril de 1828, pelo Padre Cícero Felipe, em frente à casa da fazenda pertencente ao Sr. Capitão Antônio Ribeiro de Morais, um dos primeiros habitantes da localidade.
Em 9 de fevereiro de 1842, foi iniciada a construção da capela. Neste mesmo ano, quando era presidente da província de Minas Bernardo Jacinto da Veiga, foi criado o distrito e, pela Lei n.º980, de 4 de junho de 1859, foi elevado a freguesia, contando nessa época com 50 habitações o núcleo da povoação.
O patrimônio para a mitra diocesana foi doado pelos senhores Manoel ribeiro de Moraes e Alferes Antônio Joaquim da Silva, em 11 de Julho de 1846, sendo intitulada “Nossa Senhora do
Carmo dos Arcos”.
A matriz de Arcos teve iniciada a sua construção em 5 de março 1881, e acabada em 1909.
Até 1908, muito pouco desenvolvimento alcançou o arraial. Daí para cá, com a chegada dos trilhos da Rede Mineira de Viação (na época Estrada de Ferro de Goiás), o povoado, como que despertado da inércia em que jazia, tomou um grande impulso e entrou numa fase maravilhosa de progresso.
Fonte: IBGE.

MAIS INFORMAÇÕES:
Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais
IBGE


Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *