Belo Vale – Estação Ferroviária


Imagem: Prefeitura Municipal

A Estação Ferroviária foi tombada pela Prefeitura Municipal de Belo Vale-MG por seu valor histórico e arquitetônico.

Prefeitura Municipal de Belo Vale-MG
Nome atribuído: Estação Ferroviária de Belo Vale (área não informada)
Outros Nomes: Conjunto Arquitetônico da Estação Ferroviária de Belo Vale
Localização: Bairro da Estação – Belo Vale-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 11/2006
Livro do Tombo Histórico: Inscrição n° 1

Descrição: O bem cultural situado no município de Belo Vale, distrito sede, bemcomo os bens inseridos no perímetro de tombamento da Estação Ferroviária de Belo Vale, com suas características de arquitetura do final da década de 190, do século XX, especificamente da arquitetura ferroviária, por seu valor histórico e arquitetônico, estão tombados pelo decreto n° 11/2006.
Fonte: Livro do Tombo.

Descrição: A Estação Ferroviária foi inaugurada em 20 de Junho de 1917. Uma Construção de inspiração Inglesa. Os trens transportavam variados produtos; frutas, legumes , aves, porcos, minerios, pedras e grandes boiadas. Em meados de 1970 e 1980, funcionou na plataforma de embarque um café, o café da “Dona Quinha”. Aproximadamente nesas mesma época foi instalado a COFERPA – Cooperativa de Consumo dos Ferroviarios do Ramal de Paraopeba com objetivo de auxiliar os ferroviarios na aquisição de bens, de consumo basicos que funcionava numa sala ociosa do predio e foi ativa ate 1991, quando as atividades da estação ja eram praticamente inexistentes.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Descrição: Um dos primeiros arraiais de Minas Gerais, fundado por bandeirantes, em 1681, Belo Vale foi povoado graças à descoberta de ouro nas Roças de Matias Cardoso (atual Roças Novas), em 1700. Em 1735, graças à descoberta de ouro na Serra do Mascate, no dia 26 de julho ergueu-se uma igreja em homenagem a Sant’ana, quando o arraial passou a se chamar Santana do Paraopeba.

Entre os anos de 1760 a 1780 foi construída a Fazenda Boa Esperança, residência do Barão do Paraopeba, proprietário das terras na localidade. Na fazenda, detinha em torno de 1.000 escravos que trabalhavam na mineração de ouro na Serra do Mascate. Em torno de 1760, a aridez das terras de Santana do Paraopeba fez com que os fazendeiros procurassem lugares melhores para a lavoura e a pastagem. Adentraram pelo Rio Paraopeba e deram início, num vale, um povoado chamado de São Gonçalo, erguendo uma igreja em homenagem ao santo em 1764.

Com a construção de uma pequena ponte de madeira, mudou-se o nome do povoado para São Gonçalo da Ponte. Em 1839 este é elevado a distrito. Em 1914 começaram as obras do ramal do Paraopeba da Estrada de Ferro Central do Brasil. Também em 1914 o nome do distrito é alterado passando a se chamar Belo Vale. Inaugurada em 1917 a estação ferroviária, o arraial começa a se desenvolver. No ano de 1926 é construída a ponte Melo Viana, obra majestosa para época, toda feita de cimento (na época o cimento era importado da Europa).

Em 1938 o então interventor de Minas Gerais Benedito Valadares institui o município de Belo Vale se emancipando de Bonfim. Também passaram a incorporar o município de Belo Vale os distritos de Santana do Paraopeba, Moeda e Coco. Em 1953, os distritos de Moeda e Coco se emanciparam de Belo Vale com a criação do município de Moeda. No mesmo ano foi criada a Comarca em Belo Vale. Depois de pertencer à comarca de Congonhas, há poucos anos foi refeita a comarca de Belo Vale, que abrange os municípios de Belo Vale e Moeda.
Fonte: Prefeitura Municipal.

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