Bias Fortes – Festa Quilombola da Comunidade Colônia do Paiol


A Festa Quilombola da Comunidade Colônia do Paiol, em Bias Fortes, foi registrada pela Prefeitura Municipal por sua importância cultural para a cidade.

Prefeitura Municipal de Bias Fortes-MG
Nome atribuído: Festa Quilombola da Comunidade Colônia do Paiol em Bias Fortes (Celebração)
Outros Nomes: Festa de Nossa Senhora do Rosário Comunidade Quilombola
Localização: Colônia do Paiol – Bias Fortes-MG
Decreto de Registro: Decreto n° 476/2010
Livro de Registro das Celebrações

Descrição: Teve primitivamente a denominação de Quilombo, por haver sido em tempos remotos guarida de muitos negros chamados quilombolas. Esse nome perdurou por longos anos; mais tarde, porém, foi mudado para União, em virtude do Decreto Municipal 148 de 20/05/1896, que regulamentou a Lei 5 de 15/02/1896 do conselho distrital. Atualmente recebeu o nome de Bias Fortes, prestando homenagem à memória do grande democrata barbacenense, Dr. Crispim Jacques Bias Fortes.

Colônia do Paiol: Esta localidade surgiu há vários anos. Não existe uma data precisa quanto ao seu surgimento. Começuu a se formar numa área de terra doada pelo fazendeiro José Ribeiro Nunes a nove escravos alforriados, dentre eles, um conhecido por Justiniano Franco, cujos descendentes em grande número, ainda hoje vivem nesta localidade.
Conta-se que o acesso a comunidade era apenas por trilhas. As casas denominadas choças, eram cobertas por capim e suas paredes feitas de pau-a-pique e rebocadas por tabatingas (barro amassado com os pés). Algumas tinham apenas um cômodo.
Com o trabalho de seus moradores, a comunidade foi se desenvolvendo.
Eram um povo de fé, pois caminhava por entre as trilhas para prestarem seu culto à Deus, na igreja matriz da cidade.
Sobreviviam com o trabalho prestado nas fazendas, onde conseguiam unicamente o necessário para a manutenção de suas familias.
A Igreja Católica, através de seus padres, sempre deu um grande apoio à comunidade, procurando levar a mensagem do Evangelho e expandindo o reino de Deus com a colaboração de pessoas da localidade, dentre as quais Marinho Justiniano Franco, um homem que era por todos respeitado. Hoje a comunidade une seus esforços em prol da construção de uma capela, que espera poder inaugurar em breve.
Em termos de melhoramento social foi construída uma escola, que atende cerca de 140 crianças de nossa comunidade. Temos também um posto de saúde em pleno funcionamento. É importante citarmos que neste mandato foram executadas várias obras como rede de esgoto, campo de futebol e pavimentação asfáltica de nossas ruas. Um dos pontos gratificantes é a união e a força de todos os moradores da comunidade, principalmente a participação dos jovens. Sempre que podem participam, pois, por falta de fonte de trabalho, os homens são impelidos a deixarem suas residências, para trabalharem fora, chegando as vezes a ficar um mês fora do convívio familiar.
Fonte: Prefeitura Municipal.

MAIS INFORMAÇÕES:
Prefeitura Municipal
Guilherme Goretti Rodrigues


3 comments

  1. Afonso A de Sá |

    Gostaria de saber, como eram os nomes das nove famílias, para quem José Ribeiro Nunes doou tais terras, da Comunidade Remanescentw de Quilombolaa de Colônia do Paiol/ Bias Fortes. MG

    1. Carolina Morais |

      Olá! Estou fazendo uma pesquisa e achei um texto intitulado “Os arquivos locais e as comunidades negras – o Arquivo Municipal de Barbacena e o Quilombo do Paiol (Bias Fortes/MG)”. A autora é Elione Silva Guimarães. Nesse texto ela acha em arquivos de Barbacena alguns dados dessas famílias de escravos e tem seus nomes. É possível achar esse texto na internet em pdf.

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