Buritis – Festa de Nossa Senhora da Pena


A Festa de Nossa Senhora da Pena foi registrada pela Prefeitura Municipal de Buritis-MG por sua importância cultural para a cidade.

Prefeitura Municipal de Buritis-MG
Nome atribuído: Festa de Nossa Senhora da Pena (Celebração)
Localização: Área central – Buritis-MG
Decreto de Registro: Decreto n° 448/2011
Livro de Registro das Celebrações

Descrição: Tudo começou em 1670 quando o bandeirante Lourenço Castanho Taquias atravessou a região no rastro de outro bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva, o “anhanguera“, sairia de Sabará em busca de ouro e de outras riquezas do centro oeste. A região era habitada por algumas tribos, que foram deslocadas do Maranhão pelos franceses, e em princípio não despertou o interesse do bandeirante, porque havia apenas mato, sem sinais de riqueza mineral.
Em 1716 as irmãs Joaquina e Luiza Aldonso vindas de Paracatu dos príncipes de São Romão, subiram o rio Urucuia á procura de ouro, mais ficaram encantadas com a beleza do lugar onde é hoje Buritis. Resolveram então fundar ali o porto de Sant’ Anna, em homenagem a santa que eram devotas. O porto serviria de referência para os navegadores que subiam o rio. Com ajuda dos índios que habitavam a região, elas construíram pequenas palhoças as margens de um córrego onde existiam um vasto Buritizal.
A região começou efetivamente a ser explorada por volta de 1730, quando também bandeirante José Rodrigues Fróis sobe o rio Urucuia navegando desde o São Francisco também em busca de alguma riqueza. Mais foi Januário Cardoso Sobrinho que iniciou a ocupação, ao dominar os índios caiapós e ocupar uma grande ilha no rio São Francisco, na barra do rio Urucuia. Em 23 de outubro de 1748 deveria se chamar ilha de São Romão, padroeira do dia, logo depois a caravana de Januário fundaria o arraial do Porto Salgado, que recebeu mais tarde o nome de Januária, em homenagem do fundador. Mais acima percorrendo o rio Urucuia em 1749, montaram outro povoado chamado de Sant’ Anna de Buritis, em homenagem a palmeira existente ao lado do córrego. Os primeiros ranchos de pau-a-pique (madeira e palha) surgiram ao lado de uma vereda (atual veredinha) às margens do rio Urucum, e na língua indígena queria dizer “ Rio de Águas Vermelhas”, mas com o tempo iria se transformando em Urucuia.
Com a chegada de outros bandeirantes, amigos de Januário Cardoso, Manoel Francisco Toledo, Domingos do Prado Oliveira, Salvador Cardoso Oliveira a região começou a ser ocupada por esses coronéis. Com a descoberta do ouro em Paracatu e em Goiás, a região passou a ser passagem para caravanas vindas do Nordeste, especialmente da Bahia. Alguns dos viajantes preferiram ficar por aqui e ocupar um pedaço de terra para cultivar. O rio Urucuia se transformou no percurso para o transporte de gêneros alimentícios vindos dos portos marítimos para o centro-oeste. O transporte final, quando o rio Urucuia não era mais navegável, era feito em lombo de burro. Sant’ Anna do Buriti é uma espécie de entreposto comercial entre Urucuia e o centro-oeste. Em 1805 era criada em Sant’ Anna do Buriti a Paróquia Nossa Senhora da Pena da pela arquidiocese de Paracatu. Em 1825 arraial Sant’ Anna do Buriti contava com 582 casas em uma população de cerca de 2,500 habitantes, o que elevou a condição de vila. Em 1825 pelo ouvidor de Paracatu, Antônio Paulino de Abreu. Como a região não tinha pedras as casas eram construídas em barro, palha e madeira, por isso não existem construções centenárias como em outras cidades históricas de Minas. Por volta de 1830 uma doença (hidropisia), também conhecida como barriga d’água, provocada por um micróbio da água do veredinha, atacou a população local e muitas das famílias preferiram deixar o lugarejo, daí o surgimento de vilas próximas. A vila de Sant’ Anna do Burity reduziu seu tamanho. Em 1840 aqui vieram muitos homens alfabetizados como o Coronel.
Somente 40 anos depois que a peste foi controlada e a vila voltou a crescer. A partir de 1860 começaram a surgir as casas de adobe (tijolo cru), cobertas de telhas de argila, produzidas na própria região. Enquanto a peste provocava a decadência da cidade, outras regiões próximas se prosperavam, em parte com quem fugia de Sant’ Anna do Burity, como era o caso de Barra da Vaca, hoje Arinos a 70 km a baixo, e Morrinhos a 90 km. Também Formoso pegava a rebarba da decadência de Burity. A situação ficou tão feia para a vila que a paróquia foi transferida para Morrinhos e depois para São Romão. Com a decadência também de Morrinhos, Arinos, que recebeu o nome em homenagem ao escritor Afonso Arinos, passou a ser o principal centro da região Urucuia. Nessa época de Sant’ Anna do Burity quase desapareceu.
Fonte: Prefeitura Municipal.

MAIS INFORMAÇÕES:
Prefeitura Municipal


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