Caetanópolis – Festa de Folia de Reis


A Festa de Folia de Reis foi registrada pela Prefeitura Municipal de Caetanópolis-MG por sua importância cultural para a cidade.

Prefeitura Municipal de Caeté-MG
Nome atribuído: Festa de Folia de Reis (Celebração)
Localização: Sede do município – Caetanópolis-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 1688/2012
Livro de Registro das Celebrações

Descrição: As festividades religiosas marcam o calendário do município, com diversas festas durante o ano.
Grupos de Pastorinhas e Folias de Reis se manifestam em dezembro percorrendo as casas, cantando e louvando ao menino Jesus. Em janeiro realiza-se o Encontro Folclórico de Folia de Reis e Pastorinhas de Caetanópolis e região.
A Banda de Música “Euterpe Santa Luzia” anima as festividades da cidade.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Descrição: Também denominadas ternos ou companhias, as folias são manifestações culturais-religiosas cujos grupos se estruturam a partir de sua devoção aos santos como: Reis Magos, Divino Espírito Santo, São Sebastião, São Benedito, Nossa Senhora da Conceição, entre outros. Geralmente, são formados por cantadores e tocadores, podendo apresentar personagens, como reis, palhaços e bastiões, que visitam casas de devotos distribuindo bênçãos e recolhendo donativos para variados fins. Apresentam características regionais e as indumentárias variam de grupo para grupo, podem ser encontrados foliões que utilizam trajes militares, vestes de palhaço, máscaras ou roupas comuns. Os instrumentos que conduzem os cantos são as violas, violão, cavaquinho, pandeiro, bumbos, sanfona e caixas. Possuem como principal elemento simbólico a bandeira e organizam-se a partir de ritos, como o giro ou jornada, encontros, festas e cumprimento de promessas.
A tradição, de origem ibérica, faz parte das celebrações mais antigas e difundidas no estado de Minas Gerais e no Brasil, e, ao longo dos anos, foi se tornando um componente de considerável importância na construção do imaginário, identidade e memória individual e coletiva dos mineiros. As Folias reúnem em torno de si diversas práticas culturais, saberes, formas de expressão, ritos e celebrações, representando uma parte importante do patrimônio cultural mineiro.
Fonte: Iepha.

Histórico do município: O povoamento iniciou-se no século XVIII, com a instalação de fazendas de criação. O nome primitivo foi Cedro, o mesmo nome dado ao córrego. Na década de 1870 inicia-se o processo de industrialização com a implantação da fábrica do Cedro, fundada pelos irmãos Bernardo, Caetano e Antônio Cândido, filhos de um grande fazendeiro: Major Mascarenhas.
Antônio Gonçalves da Silva Mascarenhas, seu nome completo, foi um caldeireiro que viveu na fazenda da Vereda, em Sabará, de propriedade de seu padrinho, o Visconde de Caeté. Montando alambiques de fazenda em fazenda, mudou-se para a fazenda Capim Branco, no arraial de Bom Jesus do Matosinhos. Lá, em 1824, casou-se com Policena Moreira da Silva, filha do proprietário. Depois, resolveu montar um armazém em Taboleiro Grande, hoje a cidade de Paraopeba. Como o negócio teve prosperidade, em 1836, já com 6 filhos adquiriu a fazenda de São Sebastião, iniciando a vida de fazendeiro. Ao todo, o casal teve 13 filhos, entre eles Antônio Cândido, Bernardo e Caetano Mascarenhas.
Em 1868, estes três irmãos decidem montar uma fábrica de tecidos e adquirem a fazenda da Ponte em 1870, situada nas proximidades de Taboleiro Grande, no local onde hoje está Caetanópolis. Em 12 de agosto de 1872 foi inaugurada a fábrica do Cedro, com 18 teares vindos dos Estados Unidos, sendo esta a primeira fábrica têxtil de Minas e a segunda do Brasil a funcionar sem interrupções.
Com a implantação da fábrica, inicia-se a história de Caetanópolis, a partir da vila operária que se desenvolveu com o passar do tempo.
Em 1906, foi construída a primeira linha telefônica de longa extensão do estado com 24 Km, ligando a antiga localidade do Cedro à Estação de Tabocas, da Estrada de Ferro Central do Brasil. A primeira escola foi o pátio da fábrica, dirigida por D. Maria Emília Martins Pereira, empossada em 1909.
Em maio de 1911, alguns moradores tiveram a ideia de fundar um grêmio literário com o nome de Grêmio Literário e Recreativo Cedrense, que foi inaugurado em 7 de setembro de 1912, no prédio da Praça Aníbal Pinto Mascarenhas (depois utilizado para armazém, cinema e hoje abriga a Casa de Cultura).
Em 1912 foi fundada a Igreja Matriz de Santo Antônio.
Em 1939 com a doação de cem contos de réis, feita por Dona Catarina Diniz Mascarenhas ao Dr. Guilherme, surge o hospital Dr. Pacífico Mascarenhas, referência na região até hoje.
Fonte: Prefeitura Municipal.

BENS RELACIONADOS:
Folia De Reis Do São Bento
Folia de Santos Reis de Gameleira
Grupo de Folias de Reis do Chiquinho
Grupo de Folias de Reis do Zé Marimbondo
Pastorinha Boa Vista
Pastorinha Santo Reis

MAIS INFORMAÇÕES:
Prefeitura Municipal
Iepha


Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *