Cataguases – Prédio de Espólio de Affonso Villas Bouçada
O Prédio de Espólio de Affonso Villas Bouçada foi tombado pela Prefeitura Municipal de Cataguases-MG. Abriga o Museu Chácara Dona Catarina.
Prefeitura Municipal de Cataguases-MG
Nome atribuído: Prédio de propriedade de Espólio de Affonso Villas Bouçada
Localização: Chácara D. Catarina – Cataguases-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 1211/1986
Uso Atual: Museu Chácara Dona Catarina
Descrição: O antigo povoado de Meia Pataca deu origem à cidade conhecida agora como Cataguases, fundada pelo francês Guido Thomaz Marlière, em 26 de maio de 1826. A palavra “Cataguases” é indígena, e sua tradução mais aceita é a de Diogo de Vasconcelos e Napoleão Reys: “gente boa”, sendo sua forma original “catu-auá”. Para outros tradutores, como João Mendes e Nogueira Itagiba, o termo significa “terras de lagoas tortas” e “povo que mora no país das matas”. O vocábulo servia para denominar uma tribo indígena que, no século XVII, vivia em regiões onde existia o medo pelo branco invasor.
O município localiza-se na mesorregião da Zona da Mata mineira a 320 km de Belo Horizonte. Sua população é estimada em 74.609 habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na economia, a cidade é conhecida por suas indústrias, destacando-se as de tecelagem, reciclagem, mineradora, metalúrgica, entre outras.
Em Cataguases, existem inúmeras obras artísticas e arquitetônicas tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). A cidade também oferece construções marcantes do final do século XIX, paisagens naturais, museus e centros culturais. Um dos pontos de destaque do município é o Museu Chácara Dona Catarina.
A casa foi residência do Coronel João Duarte Ferreira, um dos fundadores da Companhia Força e Luz Cataguazes/Leopoldina; o casarão estava abandonado até 1998 e foi totalmente restaurado, tendo seu entorno reurbanizado. Hoje em dia, a Chácara Dona Catarina é dedicada à cultura, apresentando concertos, saraus, mostras literárias e exposições de arte contemporânea, popular e clássica.
Fonte: RMC.
Histórico do município: A primitiva povoação de Meia Pataca, hoje cidade de Cataguases e sede do município do mesmo nome, foi fundada pelo françês Guido Tomaz Marlière, Coronel-comandante das Divisões Militares do Rio Doce, Diretor – Geral dos Índios e Inspetor da Estrada de Minas aos Campos e Goitacazes, em terreno doado pelo Sargento das ordenanças, Henrique José de Azevedo e por outros moradores do sítio, conhecido, então, por “Porto dos Diamantes”. O fato deu-se a 26 de maio de 1826, havendo no local 38 “fogos” (lares) de brancos e várias aldeias de índios coroados, coropós e puris. Sobre a denominação de “Porto dos Diamantes”, a mais antiga, admite-se tenha ela vindo do fato de, em 1809 ou 1810, ali terem aportado muitas dignidades eclesiásticas, atraídas pela fama de ser abundante a produção de diamantes no local, fenômeno, aliás, não confirmado.
Quanto ao outro topônimo, “Meia Pataca”,o Dicionário Geográfico do Brasil, de Moreira Pinto, afirma que, por volta de 1800, vários aventureiros, explorando a região Sudeste de Minas, acharam um “rio”, do qual extraíram meia pataca de ouro, dando ao curso d’água a denominação que, mais tarde, foi também adotada para a povoação erguida em sua margem. Os fatos confirmaram a existência de ouro num afluentes desse ribeirão, denominado córrego das Lavras. Pela Lei provincial nº 209, de 7 de abril de 1841, o novo arraial foi elevado à categoria de curato de Santa Rita do Meia Pataca e anexado à freguesia ou paróquia de São Januário de Ubá.
Nessa época, veio ali se estabelecer com sua família, em um latifúndio de 3 000 alqueires, o Major Joaquim Vieira da Silva Pinto. Em 1851, pela Lei provincial nº 534, de 10 de outubro, foi elevado o curato à categoria de freguesia, à qual enexaram-se os curatos de São Francisco de Assis do Capivara e Nossa Senhora da Conceição do Laranjal, os dois, insignificantes povoados, com benefícios eclesiásticos. Em 1871, pela Lei nº 2 180, de 25 de novembro, foi declarada em seu artigo 1º a criação do município, composto das Freguesias de Meia Pataca, Laranjal e Empoçado, desmembradas, respectivamente, dos municípios de Leopoldina, Santo Antônio do Muriaé e Ubá e mais a freguesia do Capivara, desmembrada do município de Muriaé. A sede do município seria o arraial “Meia Pataca”, que passaria a denominar-se Cataguases. O vocábulo “Cataguases” é indígena e sua tradução mais aceita é a de Diogo de Vasconcelos e Napoleão Reys, que o traduzem por “Gente Boa”, sendo sua forma original “catu-auá”. João Mendes traduz a palavra por “terra das lagoas tortas” e Nogueira Itagiba afirma que a tradução correta seria “povo que mora no país das matas”. O que é certo, no entanto, é que o vocábulo servia, originalmente, para denominar uma tribo indígena que, ao expirar o século XVII, vivia numa região e temor impunha ao branco invasor. Por isso ou por outras razões, todo o sertão aurífero foi, de começo, denominado sertão dos Catu-auá, ou como dizem os brancos, Cataguases, nome que se generalizou para todo o sertão ao norte da Mantiqueira, sem limites apontados, para o interior do continente. Esta denominação, que foi a primeira usada, de modo genérico para o território de toda a Minas Gerais, persistiu até 1721, quando se deu a nomeação do primeiro Governador do território.
D. Lourenço de Almeida, figurando já, então, a denominação de Capitania das Minas Gerais. No entanto, a escolha do nome Cataguases para a antiga povoação do Meia Pataca deveu-se exclusivamente a uma razão sentimental, ditada por José Vieira, filho do Major Joaquim da Silva Pinto, a cujos esforços o local devia os maiores impulsos ao seu progresso; realmente, quando o Major Joaquim Vieira aportara com sua família no latifúndio, seu filho José Vieira, que nascera na fazenda do Bom Retiro, a 20 de agosto de 1829, contava aproximadamente 13 anos; quando da criação do município, o evento deu-se quase que exclusivamente por exemplo e prestígio deste então Coronel José Vieira que sugeriu e batalhou pelo nome de Cataguases , a mesma denominação de um riacho que banhava a fazenda do Bom Retiro, onde passara ele sua meninice, antes de vir para o latifúndio do Meia Pataca.
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Elevado à categoria de vila com a denominação de Cataguazes, pela lei da Assembléia mineira nº 2180, de 25-11-1875, desmembrado dos municípios de Leopoldina, Muriaé (ex-São Paulo do Muriaé) e Ubá. Sede no distrito de Santa Rita de Meia Pataca. Aparece constituído de 3 distritos: Cataguazes, Santo Antônio do Muriaé e Espírito Santo do Empossado este ultimo desmembrado de Leopoldina. Instalado em 08-09-1877. Elevada à categoria de cidade com a denominação de Cataguazes, pela lei provincial n.° 2 766. de 13-09-1881. Pela lei provincial nº 3442, de 28-09-1887, e lei estadual nº 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Santana de Cataguazes e anexado ao município de Cataguaszs. Pela lei provincial nº 3589, de 28-08-1888, Cataguazes adquiriu do município de Pomba o distrito de Porto de Santo Antônio. Pelo decreto estadual nº 150, de 21-07-1890, e lei estadual nº 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Vista Alegre e anexado ao município de Cataguazes. E, ainda pelo mesmo decreto estadual acima citado o distrito de Santo Antônio do Muriaé tomou o nome de Miriaí. Pelo decreto estadual nº 374, de 13-02-1891, Cataguazes adquiriu do município de Leopoldina o distrito de Laranjal. Pelo decreto estadual nº 405, de 06-03-1891, e lei estadual nº 2 de 07-09-1891, é criado o distrito de Itamarati e anexado ao município de Cataguazes.
Fonte: Prefeitura Municipal.
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