Manhuaçu – Residência Villa Sylvia


Imagem: Prefeitura Municipal

A Residência Villa Sylvia foi tombada pela Prefeitura Municipal de Manhuaçu-MG por sua importância cultural para a cidade.

Prefeitura Municipal de Manhuaçu-MG
Nome atribuído: Residência Villa Sylvia
Localização: R. Nudant Pizelli Souza, nº 265 – Centro – Manhuaçu-MG
Decreto de Tombamento: Deliberação 192/2018
Dossiê de Tombamento

Descrição: Localizada à rua Nudant Pizelli Souza, 265, centro, a Villa Sylvia configura-se como edificação de destaque pra a compreensão da ocupação de Manhuaçu, possuindo traços da arquitetura eclética brasileira. Esses traços são reforçados pela construção em estilo palacete da edificação, marca que configura o rompimento entre a arquitetura colonial e as primeiras arquiteturas de república realizadas no país. Vale destacar também que, apesar do distanciamento que ocorria na arquitetura brasileira, a edificação tem em seu idealizador uma pessoa ligada a cultura portuguesa, devido ao fato de ele ser um migrante do país, evento que influenciou os elementos internos da edificação e a escolha pela coluna redonda para sustentação da varanda do segundo pavimento do corpo original, marca presente na arquitetura rural portuguesa e do início da ocupação brasileira.
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O terreno no qual a Villa Sylvia se insere possui aclive frontal, sendo elevado com relação à via pública, fator que colabora para o destaque a apreciação da edificação. A inserção da Villa Sylvia no lote respeita afastamento em todas as suas faces, recebendo na face frontal, lateral direita e posterior áreas ajardinadas. Vale destacar, os jardins executados no afastamento frontal, possuindo trabalho paisagístico e plantas de diferentes portes e espécimes.
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As fachadas da Villa Sylvia são definidas pelas suas aberturas e pela marcação de seus pilares estruturais, recebendo trabalho em massa para marcá-los. No caso dos vãos, ocorrem três tipos de janela: a primeira é a que ocorre no corpo original, sendo feita em folha quádrupla, com as duas de fora em veneziana de madeira, pintadas em marrom, e as duas internas também pintadas em marrom, mas sendo em caixilho com fechamento em vidro liso.
O segundo modelo ocorre na sala de estar, sendo em alumínio com fechamento em vidro transparente, derivada de substituição da janela que ali ocorria. O terceiro modelo é o que ocorre na cozinha, banheiro e sala do anexo do segundo pavimento, sendo em ferro no modelo em basculante, também com fechamento em vidro liso transparente. Das janelas, somente as que são executadas em madeira do corpo original recebem enquadramento em massa, recebendo em uma das que compõe a fachada frontal trabalho na parte superior com a pintura do nome “Villa Sylvia”.
Fonte: Dossiê de Tombamento.

Histórico do município: Historiadores compreendem que o significado do nome Manhuaçu, na linguagem Tupi, significa ‘rio grande’ ou ‘lugar de muita água’.
Com o fim do ciclo do ouro na região, a maior riqueza do município tornou-se o café. A cidade é referência nacional no cultivo do grão e o tem como principal cultura aliado à sua economia. Atualmente, o município se consolida como polo econômico de prestação de serviços e oferece a melhor infraestrutura hoteleira para turismo da região Vertente do Caparaó.
Conforme o último censo do IBGE, a população do município é de 80.580 habitantes (em 2000, havia 67.123 pessoas), com território de 627,281 km². Distante 290 km da capital Belo Horizonte, a cidade possui altitude de 635 m e ponto culminante de 1730 m. O município está inserido na bacia do rio Doce, sendo banhado pelo rio Manhuaçu.
Além da sede, o município é composto pelos distritos de Dom Corrêa, São Sebastião do Sacramento, Vilanova, Realeza, Ponte do Silva, São Pedro do Avaí, Palmeiras do Manhuaçu e Santo Amaro de Minas, com as vilas de Palmeirinhas, Vila Formosa e Bom Jesus de Realeza.
A freguesia de Manhuaçu foi criada em 1875 e instituída em 1878, enquanto o município foi criado em 5 de novembro de 1877. Sua sede inicialmente foi em São Simão (hoje Simonésia) e transferida para a Vila de São Lourenço em 1881.
Após perder as eleições de modo considerado fraudulento, o Coronel Serafim Tibúrcio e seu companheiro Coronel Antônio de Miranda Sette pegaram em armas, em 1896, proclamando a República de Manhuaçu, inclusive emitindo títulos de crédito em nome da Fábrica de Pilação de Café e nomeando autoridades. Com o apoio das forças federais, o levante foi derrubado e os revoltosos fugiram pelo vale do Manhuaçu, fundando pequenos povoados como Alegria de Simonésia e até alguns no Estado do Espírito Santo.
Manhuassu teve sua grafia alterada para Manhuaçu, pela nº 336, de 27 de Dezembro de 1948.
Fonte: Prefeitura Municipal.

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