Conceição do Mato Dentro – Capela de Santana
A Capela de Santana foi construída no arraial do Vintém e que recebeu a benção inaugural em 14 de julho de 1744.
Prefeitura Municipal de Conceição do Mato Dentro-MG
Nome atribuído: Capela de Santana
Localização: Largo de Santana, s/n – Conceição do Mato Dentro-MG
Decreto de Tombamento: Resolução 003/2004
Descrição: Pouco se sabe sobre a época e iniciativa de construção da Capela de Santana. Consta apenas que foi construída no arraial do Vintém, em terreno doado por Gabriel Ponce de Leon e que recebeu a benção inaugural em 14 de julho de 1744. Com a decadência local da mineração, a capela ficou praticamente abandonada e veio a ser reconstruída entre 1880 e 1886, mantendo a volumetria original do templo.
Conservando-se do período colonial, o arcabouço do edifício, as imagens de Santana e São Benedito e o sino da época de sua construção, mas todo o sistema de vãos e a decoração interna foram alterados por elemento de gosto neoclássico.
A edificação possui compartimento único e apresenta frontão triangular decorado com telhas de bica, bem característica da região de Diamantina. Acima do mesmo se eleva pequena torre em forma de octógono irregular, com cobertura de telhas e um pequeno crucifixo no alto. A decoração da fachada principal é completa com óculo, janelas laterais rasgadas e porta almofadada com sobreverga em frontão triangular denticulado.
Conta, ainda, com um retábulo-mor constituído de dois conjuntos de colunas lisas, com pinturas marmorizadas nos seus enquadramentos e em disposição reentrantes. São encimadas por capitéis e cimalhas decorados com frisos e dentículos. O seu coroamento é em arcos em continuidade das colunas e com o mesmo tipo de pintura, decorado com medalhão na parte superior.
A entrada do camarim é decorada em arabescos, sua base também apresenta tratamento semelhante, com enquadramentos com pintura marmorizada e ainda um sacrário em forma de curva e saliente e decoração simples com representação de um crucifixo e em cima por concha. Entre as duas colunas das laterais do altar, observamos peanhas, uma de cada lado. O tronco do altar é composto em quatro partes, todas em forma de trapezoidal.
Situada no alto da colina da Santana, o prédio é referência na área central. No seu entorno foram formados os bairros Santana, Cruzeiro e Vintém. A singeleza da igreja de Santana atrai os turistas que chegam à cidade, movimentada também pelo artesanato em couro no entorno da igreja.
Fonte: Prefeitura Municipal.
Histórico do município: A exemplo de tantas cidades mineiras, a história de Conceição do Mato Dentro está ligada à corrida do ouro, no início do século XVIII. Segundo registros, foi entre os penhascos da Serra da Ferrugem e os espigões do Campo Grande e Cotocorí, local onde os bandeirantes se entrincheiraram contra os primeiros habitantes, os ferozes índios botocudos, em que se encontravam as mais ricas lavras auríferas de toda a Região Nordestina da Capitania.
Desde o alto do córrego Vintém até as planícies da Bandeirinha, o metal brotava, como que por milagre, das entranhas da terra. Foi nas areias do minguado córrego Cuiabá que Gabriel Ponce de Leon encontrou, em uma única bateada, cerca de 20 oitavas de ouro. Sem dúvida, era o Eldorado. Começava, então, uma corrida por todos os ribeirões em busca do precioso metal e, consequentemente, da tão sonhada fortuna.
Contudo, relatos dão conta de que a primeira expedição para Conceição do Mato Dentro teria chegado à região em meados do século XVI (1573), comandada por Fernandes Tourinho. Entretanto, foi em janeiro de 1701 que um grupo de bandeirantes, partindo de Sabará sob o comando do Coronel Antônio Soares Ferreira atingiu, ao fim da jornada, a região conhecida como Ivituruí, ou Serro Frio. Entre os sertanistas, Gaspar Soares, Manoel Corrêa de Paiva e Gabriel Ponce de Leon.
Em 1702, Gabriel Ponce de Leon, ao se deparar com a riqueza da região, ergueu uma pequena capela em homenagem a Nossa Senhora da Conceição, iniciando o processo de povoamento em função da descoberta de ouro nas margens do Ribeirão Santo Antônio e seus afluentes. Durante todo o século XVIII, o arraial teve sua economia voltada para a mineração. Após o término das lavras, o local passou a viver da agricultura de subsistência e da pecuária extensiva. Mais tarde, já no século XIX, John Pohl, quando passou pelo local, deixou o seguinte relato em seu livro Viagem pelo Interior do Brasil:
“este arraial, que está entre as maiores povoações da Capitania, distingue-se dos demais pela sua situação bela e salubre. A outrora abundante produção de ouro deu lugar à fundação deste, cujos grandes edifícios dão testemunho suficiente da antiga abastança dos habitantes. Mas, observa-se, com clareza, a decadência de hoje… O número de edifícios pode elevar-se a 200. Muitos deles assobradados. As igrejas, em número de 4, são todas bem edificadas. Os habitantes que, antes, viviam da extração do ouro, vivem, hoje, geralmente, de suas plantações.”
Fonte: Prefeitura Municipal.
FOTOS:
- Fonte: Prefeitura Municipal / Foto: Acervo Histórico Celso Cirino
- Fonte: Prefeitura Municipal / Foto: Acervo Histórico Celso Cirino
- Fonte: Prefeitura Municipal / Foto: Acervo Histórico Celso Cirino
- Fonte: Prefeitura Municipal / Foto: Acervo Histórico Celso Cirino
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