Congonhas – Igreja São José


Imagem: Google Street View

A Igreja São José de Congonhas foi iniciada em 1817 e está localizada na Ladeira Histórica de Congonhas-MG.

Prefeitura Municipal de Congonhas-MG
Nome atribuído: Igreja São José de Congonhas
Localização: R. Bom Jesus, s/n – Congonhas-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 3.343/2002

Descrição: Igreja Matriz de São José (Finalizada no início do século XX). Localizada na Ladeira Histórica de Congonhas, a Igreja Matriz de São José Operário foi iniciada em 1817; entretanto suas obras foram terminadas somente no início do século XX. Com talha neoclássica, possui três altares primitivos e pinturas simples no teto da nave principal. Suas torres arredondadas (estilo da Igreja São Francisco de Assis, de Ouro Preto) difere das demais igrejas de Congonhas.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Descrição: O registro da idade da igreja está no marco localizado em uma porta lateral. Ele aponta 1817 como o ano da conclusão da obra. Esta igreja representa José na Sagrada Família que se encontra no principal eixo-histórico de Congonhas. Jesus está presente no Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos e Maria nas igrejas de N. Senhora da Conceição e N. Sra. do Rosário.
Erguida na Ladeira Bom Jesus em honra de São José, de projeto arquitetônico modesto, interior pobre, ela não contou com os benefícios do Ciclo do Ouro em Congonhas. Deixaram suas marcas nela os artistas Álvares Meneses, Geraldo Xavier e Rubens Ribeiro.
A igreja possui belo exterior, segundo o padre historiador Júlio Engrácia. Portada de pedra, desenhos trabalhados, frontão formado por volutas e outros elementos decorativos. Torres redondas. Seu interior possui colunas toscanas, pouco comuns nas igrejas mineiras, por entre as quais se vê o altar-mor com as imagens de Cristo Crucificado e de São José. A nave tem pequena dimensão, sem ornatos e pouco ventidada. O medalhão do arco central foi pintado em 1915, por Rubens Ribeiro. Bem talhada lâmpada do Santíssimo fica à esquerda do medalhão.
São dois os altares, com imagens de Cristo e de Maria Imaculada. Eles formam com a imagem de São José, do teto, a Sagrada Família de Nazaré. No vão central do altar-mor, a imagem de São José, a quem a igreja é dedicada, ocupa posição principal, acima do crucifixo do Senhor Jesus. Sobe a mesa deste altar, há uma imagem jacente do Senhor Morto. Os nichos laterais são ocupados por anjos de madeira, restaurados por Geraldo Xavier.
O forro estampa a pintura de Álvares Meneses, de 1880, com São José ensinando o Menino Jesus a rezar, a Senhora Sant’Ana com Maria sua filha e um Anjo mostrando um ostensório com a hóstia consagrada.
Anexa à igreja, existia uma escola para a educação de jovens, que já foi dirigida pelas Irmãs Marcelinas. Atualmente é destinada às atividades pastorais da igreja, que funciona com regularidade para o culto.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Melhorias: A Igreja Matriz de São José Operário iniciou um ciclo de intervenções realizadas nas igrejas da cidade, quando recebeu restauração completa, por intermédio do Programa Monumenta, no início dos anos 2000. Agora esta Paróquia solicitou a Prefeitura a pintura interna e externa deste templo católico, que será feita no início de 2018.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Histórico do município: Por volta de 1700, alguns portugueses povoaram a Vila Real de Queluz (hoje Conselheiro Lafaiete). Muitos se fixaram na Vila Real de Queluz e outros saíram em busca de ouro, fundando novos arraiais e organizando núcleos populacionais às margens do Rio Maranhão.
Há alguma controvérsia sobre a data da criação da Freguesia de Congonhas. Xavier da Veiga cita sua criação por Alvará Régio de 03 de abril de 1745. Entretanto, o Cônego Trindade menciona o ano de 1734 e, segundo ele, a Freguesia foi elevada à condição de Colativa por Alvará de 06 de novembro de 1749. O livro de Lotação das Freguesias do Arquivo Eclesiástico de Mariana registra informação mais detalhada e confiável: “Foi erigida por ordem de Sua Majestade em 1734 e depois, pelo Ordinário, em curato e, pelo Alvará de 13 de abril de 1745, foi mandada declarar natureza colativa, em lugar da Nossa Senhora da Conceição do Ribeirão do Carmo que, pela sua elevação à Cabeça da Diocese, passou a ser curato amovível a arbítrio do Prelado”.
Devido à quantidade de ouro encontrada, esse importante centro de mineração gerou fortunas para muitos homens que aqui se instalaram. Em 1746, numa lista secreta dos homens mais abastados da Capitania constaram dez nomes da Freguesia de Congonhas e todos eram mineiros. O historiador Augusto de Lima Júnior, na Revista de História e Arte, nº 01, afirmou que as lavras das Goiabeiras, Boa Esperança, Casa de Pedra, do Pires, da Forquilha e do Veeiro são indicadores de um passado de larga prosperidade, além do famoso Batateiro, assim chamado pelo tamanho avultado dos grandes granetes de ouro, que fizeram a riqueza de inúmeros mineradores.
Fonte: Prefeitura Municipal.

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