Contagem – Casa dos Cacos de Louça


Imagem: Google Street View

A Casa dos Cacos de Louça foi construída e customizada com mosaicos de louça e cerâmica pelo geólogo Carlos Luís de Almeida entre 1963 e 1989.

Prefeitura Municipal de Contagem-MG
Nome atribuído: Imóvel onde se localiza a Casa dos Cacos de louça
Outros Nomes: Casa dos Cacos
Localização: R. Inês Glansmann de Almeida, nº 132 – Bairro Bernardo Monteiro – Contagem-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 10.445/2000

Descrição: Representação simbólica das várias identidades de Contagem, é a única em sua tipologia no Brasil. Construção considerada única do gênero no Brasil e equiparada à Capela de Ossos, na Igreja de São Francisco, em Évora (Portugal), e as criações do arquiteto espanhol Gaudí.
Foi construída e customizada com mosaicos de louça e cerâmica pelo geólogo Carlos Luís de Almeida a partir de 1963 até sua morte, em 1989.
Toda a casa, além de enfeites e alegorias, é feita de cacos vindos das mais diversas procedências. As peças formam mosaicos nas paredes do imóvel e esculturas de cachorros, cabras e uma curiosa elefanta “Fifi”. No banheiro da casa, a toalha é feita de cacos. Nos quartos e sala, cama, televisão e rádio são revestidos. Na sala de jantar, a mesa e o telefone são cobertos com pedaços de vidros de várias cores.
Consta que alguns cacos seriam do Palácio do Planalto (presente da mulher do ex-presidente Ernesto Geisel ao artista). Outro assíduo fornecedor de cacos teria sido o proprietário do extinto Café Pérola, na Praça 7, em Belo Horizonte. Consta, ainda, que, quando vivo, o artista conseguiu divulgar as imagens da casa na imprensa, especialmente em programas de televisão, como o do Chacrinha.
Ao visitar a casa, em 1976, o ex-presidente Juscelino Kubitschek, escreveu: “Meu caro amigo Carlos, ao visitar a sua Casa de Cacos, quando aí passei, galvanizou-me o coração sentimental e a alma tornou-se imensamente inefável pela elevada beleza inaudita que veio estuar-me e encantar-me, deixando-me profundamente sensibilizado”.
A Casa dos Cacos foi adquirida pela Prefeitura de Contagem em 1991 e tombada conforme decreto 10.445, de 14 de abril de 2000.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Histórico do município: A história de Contagem apresenta versões diversificadas sobre sua origem. Uma dessas versões, fala da existência de uma família com o sobrenome ‘Abóboras’ que teria construído a igreja em torno da qual o município viria a surgir. Essa versão, e outras similares, não contam documentação suficiente para serem comprovadas. Assim, a versão mais aceita refere-se aos chamados registros, criados pela Coroa Portuguesa.
Em 1701, a Coroa portuguesa mandou instalar um posto fiscal às margens do Ribeirão das Abóboras, nas terras da sesmaria do capitão João de Souza Souto Maior, com o objetivo de fazer a contagem do gado que vinha da região do Rio São Francisco em direção à região das minas (Ouro Preto e Mariana).
Como acontecia em todos os pontos que ofereciam boas oportunidades de lucro, a partir de 1716, no entorno do posto de registro, uma grande diversidade de pessoas foi dando vida à população: senhores de escravos; proprietários de datas minerais à procura de braços e do gado para alimentação; patrulheiros; funcionários do Registro; delatores do transvio; religiosos, taberneiros, desocupados e vadios. E nas redondezas, ainda se assentavam pessoas que encontravam faixas de terras devolutas. Ali se comercializava vários tipos de gêneros, como gado, cavalos e potros; barras de ouro; ouro em pó para ser trocado por dinheiro ou com os guias, para casa de fundição de Sabará.
Entretanto, esse comércio era precário. Consta que o volume de ouro em pó estocado no Registro das Abóboras era pequeno em relação aos volumes estocados em outros postos fiscais da Capitania, na Comarca de Sabará.
Assim, o povoado que surgiu em torno do entreposto não se expandiu como núcleo urbano, atrofiando-se com o fechamento do posto, ocorrido por volta do ano de 1759. O local do posto, que ficou conhecido como Casa do Registro, é atualmente a Casa da Cultura.
Mas, nas proximidades daquele posto, em terras de domínio público, desenvolveu-se outro povoado em torno de uma capelinha erguida em devoção ao Santo protetor dos viajantes, São Gonçalo do Amarante, ou Sam Gonçalo, em 1725.
A construção de capelas e igrejas dedicadas a São Gonçalo era comum na época. Esse santo goza de grande prestígio entre a população portuguesa e a devoção a ele acompanhou o processo de colonização. De fato, na Capitania das Minas Gerais existia um grande número de povoações com o nome de São Gonçalo. São exemplos: São Gonçalo do Rio das Pedras, São Gonçalo da Ponte, São Gonçalo do Amarante, São Gonçalo do Brejo das Almas, São Gonçalo do Rio Abaixo, São Gonçalo do rio Peixe, São Gonçalo do Rio Preto, entre outras.
Por serem tão numerosas, tornava-se necessário explicar qual seria qual, por um atributo do lugar. Por isso, Sam Gonçallo do Ribeirão das Abóboras, pelo fato de o povoado estar próximo a esse ribeirão e, como nas imediações havia ainda o registro fiscal, falava-se também Sam Gonçallo da Contage. Finalmente, para não ser confundido com outros registros ou contages da Capitania, vingou o nome Arraial de São Gonçalo da Contagem das Abóboras, ou apenas Contage das Abóboras.
Este período caracteriza-se pelo arruamento tortuoso, grandes lotes com casas no alinhamento e profundos quintais arborizados com mangueiras e jabuticabeiras, por vezes fazendo divisa, ao fundo, com cursos de água; legando-nos um pequeno número de edificações que resistiram ao tempo e à especulação imobiliária, formando o que hoje se chama de sítio histórico.
Esse arraial formou o núcleo original da formação de Contagem e corresponde à região da Sede Municipal. Daquela São Gonçallo, permaneceram parte da primitiva arborização, algumas edificações e objetos de arte sacra.
Fonte: IBGE.

FOTOS:

MAIS INFORMAÇÕES:
IBGE
Prefeitura Municipal


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