Couto de Magalhães de Minas – Acervo Sacro da Capela de São Gonçalo
O Acervo Sacro da Capela de São Gonçalo foi tombado pela Prefeitura Municipal de Couto de Magalhães de Minas-MG por sua importância cultural para a cidade.
Prefeitura Municipal de Couto de Magalhães de Minas-MG
Nome atribuído: Acervo sacro da Capela de S. Gonçalo
Outros Nomes: Acervo sacro da Capela de São Gonçalo no povoado de Canjica
Localização: Povoado de São Gonçalo da Canjica – Couto de Magalhães de Minas-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 008/2003
Descrição: De acordo com as informações dos moradores, na construção da Capela não foi usada nenhuma mão de obra especializada, sendo erguida pelos próprios moradores com os seus conhecimentos da época com uma linguagem arquitetônica peculiar, tornando-a muito específica.
A Capela tem como inovação São Gonçalo, que tem uma imaginária esculpida e,m madeira com mesmo nome no seu interior. Existe uma lenda contada pelos moradores como ela surgiu no povoado: “… que ela aparecia próximo onde é o cemitério e quando alguém pegava e levava para casa ela sempre voltava para o mesmo lugar. Foi então que umas velhas escravas construíram um altarzinho de barro para colocar a imagem. Com o passar do tempo construíram esta Capela para São Gonçalo”.
Hoje existe na Capela outras imagens também antigas, em madeiras, sem nenhuma referência: Nossa Senhora da Conceição, São Sebastião, São Francisco de Assis e Nossa Senhora das Dores, bem como outras de faturas mais recentes de gesso. No acervo da Igreja consta também crucifixos de madeira, castiçais, material litúrgico e processual e quadros.
Fonte: Prefeitura Municipal.
Histórico do município: O Arraial Rio Manso surgiu ligado à exploração de diamantes, na Comarca de Serro Frio. O povoamento aconteceu no início do século XVIII, como Povoado de Tijuco, quando foram encontrados ouro e diamante às margens do Rio Manso.
Alguns moradores mais antigos contam que Sebastião Leme do Prado foi quem explorou a região e assentou acampamento próximo às margens de um rio cristalino, que recebeu o nome de Rio Manso. O antigo Rio Manso com o passar dos anos, consolida-se como núcleo urbano, e em dezembro de 1962 passa a ser município desmembrado de Diamantina, recebendo o nome de Couto de Magalhães. O nome da cidade é uma homenagem ao político, escritor e cientista, nascido em Diamantina, General José Vieira Couto de Magalhães.
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Atravessar a cidade de Couto de Magalhães é reviver a memória das tropas. Seus caminhos serviram para muitos percursos rumo a Diamantina e toda a região mineradora. O conjunto de serras que formam o maciço do Espinhaço servia como guia para as famosas “pedras brancas”, os diamantes, a riqueza mais cobiçada pelo homem do século XVIII. A sua localização, próxima a Diamantina e no sentido do nordeste de Minas, possibilitou que este fosse um dos locais mais procurados para pousos de tropas, fortalecendo assim o comércio, embora o declínio da mineração atingisse toda a economia local.
Um segundo momento da história deste povoado foi iniciado com a decadência da mineração. O lugar possui terras férteis, das melhores da região para cultivo. Investiu-se então, no plantio de árvores frutíferas, chegando a atingir escalas altas na produção de variados frutos.
Dos tempos do período colonial, é possível observar, ao percorrer a cidade, um conjunto urbano com diversas técnicas construtivas nas fachadas residenciais. Os vestígios dessas técnicas, como o pau-a-pique, o adobe e os muros de pedras, relembram estruturas de trabalho construídas pelos escravos. As formas de ocupação e modos de viver, que construíram lentamente o acervo cultural material e imaterial da região, convivem com novos valores.
O contexto em que fora erguido o conjunto urbano não tem datação precisa. Os primeiros edifícios, hoje tombados pelo Patrimônio Estadual, foram a Matriz de Nossa Senhora da Conceição, que possui como um de seus destaques a pintura do forro da capela-mor com a Virgem da Conceição, querubins e guirlandas, e a Capela do Bom Jesus de Matozinhos, com retábulos pintados e esculpidos ao estilo rococó.
O casario dos séculos XVIII e XIX que ainda permanecem, concentram-se na Av. Diamantina, antiga Rua Direita, onde existia o Pouso dos tropeiros.
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Povoado anteriormente habitado, em sua grande maioria, por escravos trazidos para a exploração do diamante, ouro e atividades diversas, como, por exemplo, a fabricação de fubá. Em uma fazenda próxima, encontram-se três moinhos em funcionamento, um ao lado do outro, datados das últimas décadas do século XVIII.
Fonte: Prefeitura Municipal.
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