Couto de Magalhães de Minas – Conjunto de Moinhos da Fazenda Felícia


Imagem: Prefeitura Municipal

O Conjunto de Moinhos da Fazenda Felícia é um artefato antigo, muito importante na fabricação do fubá desde as últimas décadas do séc. XVIII.

Prefeitura Municipal de Couto de Magalhães de Minas-MG
Nome atribuído: Conjunto de Moinhos da Fazenda Felícia (4 moinhos) – 3,06ha
Localização: Couto de Magalhães de Minas-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 008/2003

Descrição: Com a implantação da agricultura e aliada a grande bacia hidrográfica do Rio Jequitinhonha, surgem os moinhos d’água para o processamento de milho. Esses moinhos, conforme relatos orais, foram por muito tempo parte da paisagem rural. Normalmente eram agrupados em conjunto, aproveitando as quedas d’água.
No início dos primeiro anos do século XX, os moinhos eram comparados aos engenhos de rapadura. “…o movimento maior era no fubá e rapadura.
Somente no Povoado de Amendoim tinha vinte e dois engenhos rodando fazendo rapadura, assim como os moinhos d’água fazendo fubá toda semana. Levando fubá para Diamantina”.
Um desses conjuntos, que chegou a ser composto por quinze moinhos, pertence à Fazenda Felício, nos arredores da sede do município. Hoje só existem somente quatro moinhos, que tem Tombamento Municipal. Na área rural ainda observa-se alguns desses moinhos, mas isoladamente.
Uma característica dos moinhos é que seus proprietários não são os donos dos terrenos onde eles localizam. Como para o funcionamento dos moinhos é aproveitada a queda natural d’água dos rios são arrendadas pequenas áreas de terreno para suas instalações.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Descrição: Os moinhos d’água da Fazenda Felícia e o moinho d’água da Gangorra são artefatos antigos, muito importantes na fabricação do fubá desde as últimas décadas do século XVIII e contribuiu muito para o desenvolvimento do comércio local desde o antigo Arraial do Rio Manso. Os antigos moinhos d’água retratam o apogeu da agricultura do milho do município, o que justifica a grande quantidade de moinhos d’água em meados do século XIX utilizados no processamento do milho e produção do fubá.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Histórico do município: O Arraial Rio Manso surgiu ligado à exploração de diamantes, na Comarca de Serro Frio. O povoamento aconteceu no início do século XVIII, como Povoado de Tijuco, quando foram encontrados ouro e diamante às margens do Rio Manso.
Alguns moradores mais antigos contam que Sebastião Leme do Prado foi quem explorou a região e assentou acampamento próximo às margens de um rio cristalino, que recebeu o nome de Rio Manso. O antigo Rio Manso com o passar dos anos, consolida-se como núcleo urbano, e em dezembro de 1962 passa a ser município desmembrado de Diamantina, recebendo o nome de Couto de Magalhães. O nome da cidade é uma homenagem ao político, escritor e cientista, nascido em Diamantina, General José Vieira Couto de Magalhães.
[…]
Atravessar a cidade de Couto de Magalhães é reviver a memória das tropas. Seus caminhos serviram para muitos percursos rumo a Diamantina e toda a região mineradora. O conjunto de serras que formam o maciço do Espinhaço servia como guia para as famosas “pedras brancas”, os diamantes, a riqueza mais cobiçada pelo homem do século XVIII. A sua localização, próxima a Diamantina e no sentido do nordeste de Minas, possibilitou que este fosse um dos locais mais procurados para pousos de tropas, fortalecendo assim o comércio, embora o declínio da mineração atingisse toda a economia local.
Um segundo momento da história deste povoado foi iniciado com a decadência da mineração. O lugar possui terras férteis, das melhores da região para cultivo. Investiu-se então, no plantio de árvores frutíferas, chegando a atingir escalas altas na produção de variados frutos.
Dos tempos do período colonial, é possível observar, ao percorrer a cidade, um conjunto urbano com diversas técnicas construtivas nas fachadas residenciais. Os vestígios dessas técnicas, como o pau-a-pique, o adobe e os muros de pedras, relembram estruturas de trabalho construídas pelos escravos. As formas de ocupação e modos de viver, que construíram lentamente o acervo cultural material e imaterial da região, convivem com novos valores.
O contexto em que fora erguido o conjunto urbano não tem datação precisa. Os primeiros edifícios, hoje tombados pelo Patrimônio Estadual, foram a Matriz de Nossa Senhora da Conceição, que possui como um de seus destaques a pintura do forro da capela-mor com a Virgem da Conceição, querubins e guirlandas, e a Capela do Bom Jesus de Matozinhos, com retábulos pintados e esculpidos ao estilo rococó.
O casario dos séculos XVIII e XIX que ainda permanecem, concentram-se na Av. Diamantina, antiga Rua Direita, onde existia o Pouso dos tropeiros.
[…]
Povoado anteriormente habitado, em sua grande maioria, por escravos trazidos para a exploração do diamante, ouro e atividades diversas, como, por exemplo, a fabricação de fubá. Em uma fazenda próxima, encontram-se três moinhos em funcionamento, um ao lado do outro, datados das últimas décadas do século XVIII.
Fonte: Prefeitura Municipal.

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Comentários

  1. ari francisco fiadi |

    Em 1964,adquiri a fazenda Desbarranque,em Couto Magalhães de Minas,antiga Rio Manso, a1.000kls.
    de São Paulo, instalei uma pequena draga,no diamantifero,rio Jequitinhonha.Rio abaixo divisa com
    as terras da Mineração Maria Nunes,com grandes maquinas de separação de ouro e diamante.
    Na minha area,bem depois a Andrade Gutierrez,la se instalou.O que recebi da comissão dos garimpeiros,10%,não só paguei a fazenda,como sobrou algum. Lá fiz grandes amigos e curti muitas
    viagens,sempre de Kombi,apesar de ter Simca Chambord,pois só ela atravessa os riachos,para lá
    chegar.Tendo se passado quase 60 anos,lembro ainda,dessas viagens tão agradaveis.
    Ari Fiadi

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