Couto de Magalhães de Minas – Festa do Rosário com Grupo Folclórico de Marujada


Imagem: Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais

A Festa do Rosário com Grupo Folclórico de Marujada foi registrada pela Prefeitura Municipal de Couto de Magalhães de Minas-MG por sua importância cultural para a cidade.

Prefeitura Municipal de Couto de Magalhães de Minas-MG
Nome atribuído: Festa do Rosário com Grupo Folclórico de Marujada (Celebrações)
Localização: Couto de Magalhães de Minas-MG
Decreto de Tombamento: I. 01/2014
Livro de Registro das Celebrações

Descrição: Dois Séculos de Fé, Tradição e Cultura. O Reinado de Nossa Senhora do Rosário de Couto de Magalhães de Minas – A Festa do Rosário, – celebração religiosa realizada anualmente, em data móvel no mês de setembro, está em atividade ininterrupta no município há mais de dois séculos. A vitalidade da celebração do Reinado do Rosário em Couto de Magalhães deve-se especialmente á afirmação e a atividade do Grupo Folclórico da Marujada que organiza e acompanha a realização da festa.A Celebração do Reinado de Nossa Senhora do Rosário, bem como a preservação do Grupo Folclórico da Marujada, são as mais importantes manifestações culturais de Couto de Magalhães de Minas. É uma tradição mantida desde o tempo dos escravos e que se compõe de cortejo do reinado e a dança do grupo de Marujada que passam o dia a cantar e dançar pelas ruas da cidade, onde seus gajeiros vêem trajando seu belíssimo fardamento composto por calça e camisa social brancas sobreposto por saiote e murça coloridos, de capacetes arredondados enfeitados de espelhos e longas fitas de inúmeras cores; os calafates, calafatinhos e as demais figuras do centro do grupo trajam fardamento de cor única porém adornado de penas, espelhos e fitas.
Fonte: Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais.

Histórico do município: O Arraial Rio Manso surgiu ligado à exploração de diamantes, na Comarca de Serro Frio. O povoamento aconteceu no início do século XVIII, como Povoado de Tijuco, quando foram encontrados ouro e diamante às margens do Rio Manso.
Alguns moradores mais antigos contam que Sebastião Leme do Prado foi quem explorou a região e assentou acampamento próximo às margens de um rio cristalino, que recebeu o nome de Rio Manso. O antigo Rio Manso com o passar dos anos, consolida-se como núcleo urbano, e em dezembro de 1962 passa a ser município desmembrado de Diamantina, recebendo o nome de Couto de Magalhães. O nome da cidade é uma homenagem ao político, escritor e cientista, nascido em Diamantina, General José Vieira Couto de Magalhães.
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Atravessar a cidade de Couto de Magalhães é reviver a memória das tropas. Seus caminhos serviram para muitos percursos rumo a Diamantina e toda a região mineradora. O conjunto de serras que formam o maciço do Espinhaço servia como guia para as famosas “pedras brancas”, os diamantes, a riqueza mais cobiçada pelo homem do século XVIII. A sua localização, próxima a Diamantina e no sentido do nordeste de Minas, possibilitou que este fosse um dos locais mais procurados para pousos de tropas, fortalecendo assim o comércio, embora o declínio da mineração atingisse toda a economia local.
Um segundo momento da história deste povoado foi iniciado com a decadência da mineração. O lugar possui terras férteis, das melhores da região para cultivo. Investiu-se então, no plantio de árvores frutíferas, chegando a atingir escalas altas na produção de variados frutos.
Dos tempos do período colonial, é possível observar, ao percorrer a cidade, um conjunto urbano com diversas técnicas construtivas nas fachadas residenciais. Os vestígios dessas técnicas, como o pau-a-pique, o adobe e os muros de pedras, relembram estruturas de trabalho construídas pelos escravos. As formas de ocupação e modos de viver, que construíram lentamente o acervo cultural material e imaterial da região, convivem com novos valores.
O contexto em que fora erguido o conjunto urbano não tem datação precisa. Os primeiros edifícios, hoje tombados pelo Patrimônio Estadual, foram a Matriz de Nossa Senhora da Conceição, que possui como um de seus destaques a pintura do forro da capela-mor com a Virgem da Conceição, querubins e guirlandas, e a Capela do Bom Jesus de Matozinhos, com retábulos pintados e esculpidos ao estilo rococó.
O casario dos séculos XVIII e XIX que ainda permanecem, concentram-se na Av. Diamantina, antiga Rua Direita, onde existia o Pouso dos tropeiros.
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Povoado anteriormente habitado, em sua grande maioria, por escravos trazidos para a exploração do diamante, ouro e atividades diversas, como, por exemplo, a fabricação de fubá. Em uma fazenda próxima, encontram-se três moinhos em funcionamento, um ao lado do outro, datados das últimas décadas do século XVIII.
Fonte: Prefeitura Municipal.

MAIS INFORMAÇÕES:
Prefeitura Municipal
Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais


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