Cristina – Malha Urbana da Cidade


A Malha Urbana da Cidade foi tombada pela Prefeitura Municipal de Cristina-MG por sua importância cultural para a cidade.

Prefeitura Municipal de Cristina-MG
Nome atribuído: Malha urbana da cidade (7,8823 ha)
Outros Nomes: Malha urbana de Cristina (logradouros públicos pavimentados com paralelepípedos graníticos) (7,8ha)
Localização: Cristina-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 594/2002

Descrição: Composta pelas atuais R. s (Marechal Deodoro da Fonseca, R. Branco, Vila Scarpa, R. Gabriel Rezende Ferraz, R. Olegário Maciel, entorno do terminal rodoviário, R. Dr. José Resende Ferraz, R. Cel. Barbosa, R. Visconde do Rio Branco, Av. Presidente Getúlio Vargas, R. Cel. Batista Pinto, R. D. Tonica, R. José Joaquim de Carvalho, R. Aureliano Ribeiro, R. Dr. Ibrahim Pinto da Fonseca, Praça Francisco da Silva Gorgulho, R. João de Azevedo, R. João Pessoa, Rua do Fórum (entre o prédio do Fórum e a Matriz do Divino Espírito Santo), Largo da Matriz, R. Carneiro de Rezende, Praça do Chafariz, R. Gov. Valadares, R. Aires de Azevedo, R. Ana Ribeiro Pereira, R. Conselheiro Joaquim Delfino Ribero da Luz, R. Cel. Sivestre Ferraz, Travessa Silvestre Ferraz, R. Ana Umberlina, Praça Dona Maria Aires, R. Alzira Ferraz, R. Comendador João Carneiro, R. Dr. José Junqueira, R. Fauto Ferraz, R. Cel. Albertino Ferraz, R. João Fonseca.
Fonte: Processo de Tombamento.

Histórico do município: O Sul de Minas Gerais foi efetivamente desbravado somente na segunda metade do século XVIII, quando começou a se esgotar o ouro de localidades como Sabará, Ouro Preto, Mariana, Congonhas e São João Del Rey, dentre outras. Mineradores partiram daquela região, procurando o metal nos sertões sul mineiros, que serviam de caminho do interior para o litoral. Outros os seguiram, atraídos pela possibilidade de se apossarem das vastidões de terras ainda desabitadas e pela fertilidade de seu solo.
Dessa maneira foi povoado o Sertão da Pedra Branca, localizado em uma das ramificações da Serra da Mantiqueira. O local era habitado somente por um pequeno número de índios da tribo dos Puris.
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Da sesmaria de “Comquibios” (variação do termo latino cum quibus) e de parte da sesmaria do Urutu, teve origem a cidade de Cristina.
Em 22 de maio de 1798, Domingos Rodrigues Simões, casado com Inês Monteiro de Alvarenga, recebeu a carta de doação da sesmaria de “Comquibios”, situada às margens dos rios Lambari e do Bode. No ano seguinte, Domingos, juntamente com seu filho Manoel Antônio Simões e com o Manoel Cardoso de Menezes (da sesmaria do Urutu), fizeram nova solicitação de doação de terras no mesmo local. Aí alojados, derrubaram as matas e edificaram benfeitorias, constituindo suas fazendas.
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Ordenado em Mariana no ano de 1773, Padre Luz veio para o Sul de Minas em 1799, quando assumiu a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Pouso Alto. Isso, depois de dedicar-se à mineração em várias localidades mineiras. Somente por volta de 1810 estabeleceu-se em sua fazenda, localizada em uma das áreas mais altas da região. Trazendo consigo dois sobrinhos, estes constituíram alguns dos primeiros troncos familiares locais, tornando-se ricos e poderosos proprietários de terras.
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Em 1817 já havia uma pequena povoação na sesmaria de “Comquibios”, quando alguns moradores solicitaram à Diocese de Mariana licença para construírem uma capela, tendo como orago o Divino Espírito Santo. Por volta de 1820, o pequeno templo já estava edificado.
O primitivo arraial conservou a denominação de Cumquibus, sendo conhecido também como Capela do Espírito Santo. O nome latino exprime riqueza, não sendo possível uma explicação totalmente correta para ele. No dizer popular, seriam muitos os ricos que aqui residiam, certamente, nunca clara alusão à família Luz.
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Tornou-se freguesia e paróquia em 7 de abril de 1841, através da Lei Provincial nr. 209. Somente a partir daí é que recebeu oficialmente o nome de Espírito Santo dos Cumquibus. O primeiro vigário nomeado foi o Padre Antônio Caetano Ribeiro.
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O topônimo foi permutado pela designação Cristina, seguindo determinação da Lei nr. 485, de 19 de junho de 1850, que criou o município e elevou a povoação à categoria de vila, sendo instalados oficialmente em 20 de janeiro de 1852. Foi eleito Presidente da primeira Câmara Municipal (cargo equivalente atualmente ao de Prefeito) o Comendador João Carneiro Santiago.
Com a alteração do nome, prestava-se uma homenagem a Imperatriz do Brasil, Tereza Cristina Maria de Bourbon, esposa de Dom Pedro II. O articulador da mudança foi o cristinense Joaquim Delfino Ribeiro da Luz, mais tarde nomeado Conselheiro do Império, que viria a se destacar no cenário político nacional até à Proclamação da República. Amigo íntimo de Dom Pedro, ocupou vários cargos de relevo, inclusive os ministérios da Justiça e da Guerra.
Fonte: Prefeitura Municipal.

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