Delfim Moreira – Antiga Estação Ferroviária


Imagem: Prefeitura Municipal

A Antiga Estação Ferroviária de Delfim Moreira-MG é um exemplo de arquitetura da primeira metade do século XX.

Prefeitura Municipal de Delfim Moreira-MG
Nome atribuído: Edifício da Antiga Estação Ferroviária de Delfim Moreira
Outros Nomes: Antiga Estação Ferroviária
Localização: R. Paulino Faria, s/n – Bairro Mantiqueira – Delfim Moreira-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 3285/2008
Uso Atual: Museu Histórico e Cultural
Dossiê de Tombamento

Descrição: A antiga Estação Ferroviária de Delfim Moreira, localizada à Rua Paulino Faria, s/n, é um exemplo de arquitetura da primeira metade do século XX, período em que o município de Delfim Moreira (ainda um distrito de Itajubá) iniciava sua participação na produção e exportação do marmelo. Os trilhos de trem e a estação ferroviária tiveram um papel fundamental na consolidação da atividade na região.
O edifício representa o momento de maior prosperidade econômica do antigo povoado, além de recriar, no imaginário dos habitantes mais antigos, as transformações sociais e culturais decorrentes da implantação de um novo meio de transporte, rápido e eficiente, que alterou as noções de tempo e espaço.
A estação Ferroviária foi o portal de entrada daqueles que chegavam àquela localidade. Serviu ainda, de inspiração para a denominação do distrito, na ocasião de sua emancipação político-administrativa, em 1.938. Por todas essas razões, o prédio traduz parte da história local e revela sua importância para a preservação da identidade deste município. O transporte de cargas, assim como o embarque e desembarque de passageiros na estação, perdurou desde o ano da construção da estação até o ano de 1.961. O edifício permaneceu vazio até a década de 70. Nos últimos anos, seu espaço passou a abrigar repartições do Poder Executivo e Legislativo, testemunhando importantes decisões políticas que influenciaram a vida de toda a população municipal. Nesse sentido, o imóvel conquistou um papel central na vida de inúmeras gerações, se tornando um bem de considerável valor histórico-cultural, representativo do patrimônio de Delfim Moreira.
O tombamento da edificação mostra o reconhecimento municipal da função identitária deste bem e garante a sua salvaguarda por várias gerações. Além disso, auxilia a proposição de uso cultural do prédio, com a proposta de criação de um centro cultural, agregando o Museu histórico-cultural.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Histórico do município: Quando os aventureiros paulistas desbravavam as Minas Gerais em sua ânsia pelo ouro, descobriram as Minas de Nossa Senhora da Soledade do Itagybá, no local onde hoje se construiu a cidade de Delfim Moreira. A ambição transformou aventureiros em épicos desbravadores, que nos deixaram inúmeros povoados. Entre esses bravos e arrojados povoadores, estava o bandeirante descobridor das Minas do Itagybá, o Sargento-mor Miguel Garcia Velho, que partindo de Taubaté e transpondo a Mantiqueira, seguiu pelos vales da Bocaina, transpôs a Serra dos Marins e o planalto do Capivari. Na companhia de alguns índios, achou no Córrego Alegre, nas águas do rio Tabuão, indícios do cobiçado metal. Caminhando em direção ao norte, chegou a uma ravina, onde se deparou com uma cachoeira que os índios batizaram de Ita-y-abae, que na língua Tupi significa “lugar de onde o rio das pedras cai de cima”, em outros termos, cachoeira do rio das pedras. Neste local, Miguel Garcia Velho minerou por algum tempo, dando início ao povoado do primitivo Delfim Moreira. O garimpo nas minas de Soledade de Itagybá foi efêmero. As catas e grupiaras eram faisqueiras pobres que logo se esgotaram. Os bandeirantes se retiraram, e aqueles que ficaram no povoado trataram de se arranjar com a agricultura e a pecuária.
Os povoados mineiros foram se constituindo rapidamente. Começavam por um rancho de tropas, onde os mineradores iam fazer suas compras em mãos dos comboieiros que levavam da Bahia, do Rio de Janeiro ou de São Paulo, as mercadorias para consumo. Em redor desses ranchos, fixavam-se casas de venda, e como era certa a afluência de gente, sobretudo aos domingos, os religiosos iam ali ter, celebrando missas, fazendo batizados e casamentos, iniciando-se assim as capelas. No princípio, um cruzeiro em cujo pé, tosca coberta de palha, abrigava o rústico altar; logo depois a capelinha de taipa que prontamente se transformava em templo definitivo. Assim se formou o arraial de Nossa Senhora da Soledade de Itagybá, que em seu início pertencia à comarca Eclesiástica de Guaratinguetá do bispado de São Paulo. Então, no dia 23 de abril de 1752, dia em que a Igreja celebra a fuga de Nossa Senhora para o Egito, atendendo a provisão concedida pelo Bispo de São Paulo Frei Antônio da Madre de Deus Galvão ao Capitão Manoel Correa da Fonseca, morador do arraial da Soledade do Itagybá. Foi celebrada a primeira missa no dito arraial pelo reverendo Antônio da Silveira Cardoso. Em 08 de setembro de 1753, o arraial do Descoberto do Itagybá é elevado à condição de Curato. A 08 de setembro de 1762, o Curato do Descoberto do Itagybá é elevado à condição de Freguesia, passando a se chamar Freguesia de Nossa Senhora da Soledade do Itagybá.
Fonte: Prefeitura Municipal.

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