Delfim Moreira – Imagem de Nossa Senhora da Soledade
A Imagem de Nossa Senhora da Soledade foi tombada pela Prefeitura Municipal de Delfim Moreira-MG por sua importância cultural para a cidade.
Prefeitura Municipal de Delfim Moreira-MG
Nome atribuído: Imagem de Nossa Senhora da Soledade
Outros Nomes: Imagem de Nossa Senhora da Soledade
Localização: Igreja Matriz de Delfim Moreira – Praça Getúlio Vargas, s/n – Centro – Delfim Moreira-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 3224/2007
Histórico do município: Quando os aventureiros paulistas desbravavam as Minas Gerais em sua ânsia pelo ouro, descobriram as Minas de Nossa Senhora da Soledade do Itagybá, no local onde hoje se construiu a cidade de Delfim Moreira. A ambição transformou aventureiros em épicos desbravadores, que nos deixaram inúmeros povoados. Entre esses bravos e arrojados povoadores, estava o bandeirante descobridor das Minas do Itagybá, o Sargento-mor Miguel Garcia Velho, que partindo de Taubaté e transpondo a Mantiqueira, seguiu pelos vales da Bocaina, transpôs a Serra dos Marins e o planalto do Capivari. Na companhia de alguns índios, achou no Córrego Alegre, nas águas do rio Tabuão, indícios do cobiçado metal. Caminhando em direção ao norte, chegou a uma ravina, onde se deparou com uma cachoeira que os índios batizaram de Ita-y-abae, que na língua Tupi significa “lugar de onde o rio das pedras cai de cima”, em outros termos, cachoeira do rio das pedras. Neste local, Miguel Garcia Velho minerou por algum tempo, dando início ao povoado do primitivo Delfim Moreira. O garimpo nas minas de Soledade de Itagybá foi efêmero. As catas e grupiaras eram faisqueiras pobres que logo se esgotaram. Os bandeirantes se retiraram, e aqueles que ficaram no povoado trataram de se arranjar com a agricultura e a pecuária.
Os povoados mineiros foram se constituindo rapidamente. Começavam por um rancho de tropas, onde os mineradores iam fazer suas compras em mãos dos comboieiros que levavam da Bahia, do Rio de Janeiro ou de São Paulo, as mercadorias para consumo. Em redor desses ranchos, fixavam-se casas de venda, e como era certa a afluência de gente, sobretudo aos domingos, os religiosos iam ali ter, celebrando missas, fazendo batizados e casamentos, iniciando-se assim as capelas. No princípio, um cruzeiro em cujo pé, tosca coberta de palha, abrigava o rústico altar; logo depois a capelinha de taipa que prontamente se transformava em templo definitivo. Assim se formou o arraial de Nossa Senhora da Soledade de Itagybá, que em seu início pertencia à comarca Eclesiástica de Guaratinguetá do bispado de São Paulo. Então, no dia 23 de abril de 1752, dia em que a Igreja celebra a fuga de Nossa Senhora para o Egito, atendendo a provisão concedida pelo Bispo de São Paulo Frei Antônio da Madre de Deus Galvão ao Capitão Manoel Correa da Fonseca, morador do arraial da Soledade do Itagybá. Foi celebrada a primeira missa no dito arraial pelo reverendo Antônio da Silveira Cardoso. Em 08 de setembro de 1753, o arraial do Descoberto do Itagybá é elevado à condição de Curato. A 08 de setembro de 1762, o Curato do Descoberto do Itagybá é elevado à condição de Freguesia, passando a se chamar Freguesia de Nossa Senhora da Soledade do Itagybá.
Fonte: Prefeitura Municipal.
MAIS INFORMAÇÕES:
Prefeitura Municipal
Memória Arquitetura
