Delfim Moreira – Sopa de Marmelo


A Sopa de Marmelo foi registrada pela Prefeitura Municipal de Delfim Moreira-MG por sua importância cultural para a cidade.

Prefeitura Municipal de Delfim Moreira-MG
Nome atribuído: Sopa de Marmelo
Outros Nomes: Modo de Fazer a Sopa de Marmelo
Localização: Delfim Moreira-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 3429/2010

Descrição: A sopa de Marmelo faz parte do patrimônio cultural da cidade de Delfim Moreira. Ao longo do século XX, o cultivo de marmelo na região e consequente fartura possibilitaram o desenvolvimento de diversas receitas entre os moradores da cidade.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Modo de Preparo:
– Ferver 1 a 3 Litros de água com 3 colheres de açúcar;
– Lavar 6 a 7 marmelos maduros até sair os pequenos pelos que cobrem sua superfície e descascá-los;
– As frutas devem ser cortadas ao meio para retirar a semente, em seguida picá-Ias;
– Enquanto todos os marmelos são repartidos, os pedaços precisam ser armazenados em urna bacia com água levemente salobra para não escurecer;
– As frutas picadas devem ser lavadas novamente antes de serem colocadas na panela de água fervente;
– Colocar água para ferver, acrescentar o açúcar e depois o marmelo;
– Quando a água assumir a característica de um caldo ralo, acrescentar a farinha de milho para se chegar à consistência de um mingau, a canela em pau e o cravo;
– Ao atingir o ponto, desligar o fogo;
– Picar uma porção de queijo curado para forrar o prato individual ou colocar na travessa da sopa, nesse caso deve-se mantê-Ia tampada por alguns minutos;
– A sopa é servida com pitadas de canela ou cravo.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Histórico do município: Após o efêmero ciclo do Ouro, a economia de Delfim Moreira passou a ser basicamente de subsistência. Plantavam-se o fumo e o milho, juntamente com a criação de suínos e de gado. No início do século XIX, o Senhor Barão da Bocaina introduz em suas propriedades do Córrego Alegre e São Francisco dos Campos uma plantação de marmelo com finalidades comerciais.
O marmelo já era há muito tempo utilizado como planta de jardim e como cercas divisórias. Com o aumento da produção, os proprietários de marmeleiros viram-se obrigados a procurar um mercado que consumisse a produção. Em 1916, os Senhores Paulino Gonçalves de Faria e Francisco José Alves viajaram para o Rio de Janeiro, onde travaram negociações com a fábrica Colombo, e assim teve início a exportação de frutas para a capital da República, na época, a cidade do Rio de Janeiro. Entre 1916 e 1919, foi instalada a primeira fábrica de doces, pelo senhor Antonio Ferraz, proprietário na época da Fazenda Alegria. Em 1918, o senhor Eleardo Braga Mostero (cidadão do Rio de Janeiro), juntamente com os senhores Paulino Gonçalves de Faria, Francisco José Alves, Evaristo Coura, Joaquim da Silva, Clementino Batista da Cunha e muitos outros, iniciaram a construção da Cia de Melhoramentos de Soledade de Itajubá, que foi vendida mais tarde para o senhor Manoel José Lebrão, da fábrica Colombo do Rio de Janeiro.
Foram instaladas: em 1924, a Doces Mantiqueira Ltda; em 1930, a Fábrica Vitória; em 1933, a Fábrica de Doces Estrela do Sul; em 1933, a Fábrica Peixe; em 1945, a Fábrica Paulino Faria; em 1947, a CICA; em 1948, a Matarazzo; em 1952, a fábrica Sertaneja; em 1953 a Bonetti e Abdias Ltda, a Fábrica Maravilha e a Delmor Ltda; e em 1956, a Fábrica Independência Ltda.
Difícil e penoso era fazer as mercadorias chegarem nos centros consumidores aqui produzidos. No final do século XIX, fizeram os primeiros projetos para a construção de uma via férrea que ligaria Soledade de Itajubá a Itajubá. Finalmente em 1919, deu-se início à construção do ramal que ligaria o Itajubá Velho ao Itajubá Novo. Em 1926, foi inaugurada a estação deste ramal, que recebeu o nome de Delfim Moreira. Em 28 de março de 1957, realizou-se a última viagem do trem que ligava Itajubá a Delfim Moreira. Em maio de 1959, principiou-se a retirada dos trilhos desse ramal.
Fonte: Prefeitura Municipal.

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