Elói Mendes – Caixa d’água


Imagem: Prefeitura Municipal

A Caixa d’água foi tombada pela Prefeitura Municipal de Elói Mendes-MG por sua importância cultural para a cidade.

Prefeitura Municipal de Elói Mendes-MG
Nome atribuído: Caixa d’água
Outros Nomes: Caixa d’água da praça do Triângulo
Localização: Praça do Triângulo (segundo a inscrição no livro do tombo); Praça Joaquim Jardineiro (segundo o decreto) – Centro – Elói Mendes-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 962/2006 Deliberação 001/2001

Descrição: Existem registros de ocupação do local em 1830. “Largo do Furú”, assim chamado pelos escravos. No século XX, foi construído o teatro na Vila do Pontal, onde passou a ser conhecido como “Largo do Theatro” tendo o nome oficial de Praça Marechal Hermes. Posteriormente o Teatro foi demolido e construída a caixa d’água, que teve sua construção iniciada em 1929 e concluída em 1930. É um dos cartões postais e símbolo do progresso de Elói Mendes, com seus 25 metros de altura e capacidade de 500 mil litros. Sua construção foi solicitada devido ao deficiente serviço de abastecimento tendo em vista que a cidade não possuía uma perfeita distribuição de água, já que os mananciais que a abasteciam não eram suficientes. A caixa d’água foi um marco na história de Elói Mendes pela sua importância e imponência na época. Hoje faz parte da história da cidade e continua abastecendo grande parte do município. Em 1929 o local passou de Praça 14 de Julho à Praça Antônio Carlos. Entre os canteiros de flores e árvores tinha um espelho d’água alimentado por quatro chafarizes de ferro. Em 1963 a praça recebeu calçamento, e em 1977 passou a chamar-se Praça do Triângulo. Depois em 2005, “Praça Joaquim Jardineiro” e novamente no ano de 2010 o local voltou ao nome de “Praça do Triângulo”, onde passou por restauração, colocados bancos de madeira e uma estátua, em cimento, de uma mulher com um jarro de água. O Bem Imóvel “Caixa D’Água/Praça do Triângulo”, está tombada pelo Decreto Nº 962, de 06 de março de 2006, e sujeito à proteção especial, de acordo com a Lei Municipal.
Fonte: Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais.

Histórico do município: Entre muitas pessoas que se deslocaram para a região, veio o casal Domingos Rodrigues Coimbra e dona Francisca do Espírito Santo.
Próximo ao Ribeirão da Mutuca foi, um dia, levantada a Fazenda do Morro Preto, de propriedade deste casal casal, procedentes de Jacareí, no extremo do Estado. De Jacareí, aliás, vieram outros casais para Mutuca e todos dedicaram à agricultura. Dona Francisca do Espírito Santo ficou viúva com quatro filhos. Logo depois da morte do marido, a viúva católica muito devota, fez erguer em sua Fazenda uma capela, porque as igrejas eram extremamente distantes, por volta de 1800, e que foi dedicada ao Divino Espírito Santo. (No adro desse templo foi também ela sepultada, no ano de 1813). A mencionada Fazenda era distante da atual localidade cerca de seis quilômetros. Foi D. Frei Cipriano de S. José, Bispo de Mariana, quem permitiu a ereção da Capela. Estando S. Exa. em visita Pastoral em Campanha, corria o mês de agosto de 1800, houve por bem despachar a competente provisão. E os moradores dispuseram-se em levantá-la o quanto antes. Campanha, em cuja jurisdição estavam essas terras, era de difícil acesso para aquela época e a freguesia do Espírito Santo das Catanduvas (Varginha) igualmente.
“Quando se incrementou o povoado do nosso sertão, sobretudo na metade do século XVIII, os sesmeiros, com suas famílias, em pleno deserto” como costumavam dizer, em seus documentos, sentiam a necessidade de assistência espiritual. Surgiam, assim, as ermidas, a capela, a aplicação. O fazendeiro, às vezes construía uma ermida em sua fazenda. A ermida era umas capelas particulares, cuja licença deveria ser renovada periodicamente, junto ao Bispo. Já a capela era pública, e para sua construção, deveria ser requerida licença ao bispo, que exigia, antes de a conceder, doação de um patrimônio (Waldemar de Almeida Barbosa. Dicionário da terra e da gente de minas, publicação do arquivo público mineiro, edição de a 985, pág. 23).
Assim, em 1807, com a autorização da paróquia de Campanha, começou a ser construída a capela do Divino Espírito Santo, onde hoje se encontra a Igreja Matriz de Elói Mendes. Mesmo antes do término das obras, em volta da capela, eram sepultados os mortos do pequeno arraial da Mutuca, que ia formando-se nesta colina. Monsenhor Lefort conta que em 1792, foi enterrado em Campanha um morador da Mutuca.
Com as terras do patrimônio doadas pelos fazendeiros tenente João Batista Coelho e Joaquim Marques Padilha, o povoado começa a se desenvolver. Em setembro de 1828, foi o arraial elevado a Distrito de Paz, subordinado a Varginha.
A boa qualidade da terra atrai moradores, sendo o Distrito de Paz elevado à Paróquia a 01 de junho de 1850, pelo art. 1 da lei nº 471, e à freguesia, unida ao termo de Campanha, pela lei nº 769 de 02 de maio de 1856, sendo a Paróquia desmembrada de Varginha, (só a Paróquia Canônica) com o nome de Espírito Santo da Mutuca. Tendo como primeiro vigário o Padre Luiz da Costa Pereira, a pequena capela foi se ampliando e já distinguia pelo ano de 1870, duas tímidas torres entre as indecisas ruas do povoado. O arraial passa a ser um amontoado de casas em torno e nas proximidades da Capela formando assim o largo.
Fonte: Prefeitura Municipal.

FOTOS:

MAIS INFORMAÇÕES:
Prefeitura Municipal
Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais


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