Elói Mendes – Igreja Matriz do Divino Espírito Santo


Imagem: Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais

A Igreja Matriz do Divino Espírito Santo foi tombada pela Prefeitura Municipal de Elói Mendes-MG por sua importância cultural para a cidade.

Prefeitura Municipal de Elói Mendes-MG
Nome atribuído: Igreja Matriz do Divino Espírito Santo (séc. XX)
Outros Nomes: Prédio da Igreja Matriz
Localização: Praça da Matriz, s/n – Centro – Elói Mendes-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 962/2006

Descrição: No dia 24 de dezembro de 1933 ocorreu a inauguração da Igreja Matriz do Divino Espírito Santo, sendo Monsenhor José Umbelino de Melo Reis, o Vigário da Paróquia de Elói Mendes. Dia 04 de agosto de 1939, metade da Igreja Matriz foi destruída pelo incêndio, e sendo reconstruída ganhou novas cores, abandonando alguns aspectos característicos da primeira edificação. Muitas foram as reformas e remodelações por que passou. Em 1978, 1998, e em 2006 na comemoração dos 150 anos da Paróquia. No seu Jubileu de Diamantes, passou por restauração. E, em 2015 ocorreu a substituição dos ladrilhos hidráulicos do piso por placas de granito polido. O Bem Imóvel “Igreja Matriz do Divino Espírito Santo”, está tombada pelo Decreto Nº 962, de 06 de março de 2006, e sujeito à proteção especial, de acordo com a Lei Municipal.
Fonte: Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais.

Histórico do município: Entre muitas pessoas que se deslocaram para a região, veio o casal Domingos Rodrigues Coimbra e dona Francisca do Espírito Santo.
Próximo ao Ribeirão da Mutuca foi, um dia, levantada a Fazenda do Morro Preto, de propriedade deste casal casal, procedentes de Jacareí, no extremo do Estado. De Jacareí, aliás, vieram outros casais para Mutuca e todos dedicaram à agricultura. Dona Francisca do Espírito Santo ficou viúva com quatro filhos. Logo depois da morte do marido, a viúva católica muito devota, fez erguer em sua Fazenda uma capela, porque as igrejas eram extremamente distantes, por volta de 1800, e que foi dedicada ao Divino Espírito Santo. (No adro desse templo foi também ela sepultada, no ano de 1813). A mencionada Fazenda era distante da atual localidade cerca de seis quilômetros. Foi D. Frei Cipriano de S. José, Bispo de Mariana, quem permitiu a ereção da Capela. Estando S. Exa. em visita Pastoral em Campanha, corria o mês de agosto de 1800, houve por bem despachar a competente provisão. E os moradores dispuseram-se em levantá-la o quanto antes. Campanha, em cuja jurisdição estavam essas terras, era de difícil acesso para aquela época e a freguesia do Espírito Santo das Catanduvas (Varginha) igualmente.
“Quando se incrementou o povoado do nosso sertão, sobretudo na metade do século XVIII, os sesmeiros, com suas famílias, em pleno deserto” como costumavam dizer, em seus documentos, sentiam a necessidade de assistência espiritual. Surgiam, assim, as ermidas, a capela, a aplicação. O fazendeiro, às vezes construía uma ermida em sua fazenda. A ermida era umas capelas particulares, cuja licença deveria ser renovada periodicamente, junto ao Bispo. Já a capela era pública, e para sua construção, deveria ser requerida licença ao bispo, que exigia, antes de a conceder, doação de um patrimônio (Waldemar de Almeida Barbosa. Dicionário da terra e da gente de minas, publicação do arquivo público mineiro, edição de a 985, pág. 23).
Assim, em 1807, com a autorização da paróquia de Campanha, começou a ser construída a capela do Divino Espírito Santo, onde hoje se encontra a Igreja Matriz de Elói Mendes. Mesmo antes do término das obras, em volta da capela, eram sepultados os mortos do pequeno arraial da Mutuca, que ia formando-se nesta colina. Monsenhor Lefort conta que em 1792, foi enterrado em Campanha um morador da Mutuca.
Com as terras do patrimônio doadas pelos fazendeiros tenente João Batista Coelho e Joaquim Marques Padilha, o povoado começa a se desenvolver. Em setembro de 1828, foi o arraial elevado a Distrito de Paz, subordinado a Varginha.
A boa qualidade da terra atrai moradores, sendo o Distrito de Paz elevado à Paróquia a 01 de junho de 1850, pelo art. 1 da lei nº 471, e à freguesia, unida ao termo de Campanha, pela lei nº 769 de 02 de maio de 1856, sendo a Paróquia desmembrada de Varginha, (só a Paróquia Canônica) com o nome de Espírito Santo da Mutuca. Tendo como primeiro vigário o Padre Luiz da Costa Pereira, a pequena capela foi se ampliando e já distinguia pelo ano de 1870, duas tímidas torres entre as indecisas ruas do povoado. O arraial passa a ser um amontoado de casas em torno e nas proximidades da Capela formando assim o largo.
Fonte: Prefeitura Municipal.

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