Engenheiro Caldas – Igreja Matriz de Santa Bárbara


Imagem: Google Street View

A Igreja Matriz de Santa Bárbara foi tombada pela Prefeitura Municipal de Engenheiro Caldas-MG por sua importância cultural para a cidade.

Prefeitura Municipal de Engenheiro Caldas-MG
Nome atribuído: Igreja Matriz de Santa Bárbara
Localização: Praça da Matriz, nº 59 – Bairro Rosa Maria Lopes – Engenheiro Caldas-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 047/2009
Dossiê de Tombamento
Inventário

Descrição: A Igreja Matriz de Santa Bárbara é uma das primeiras construções da área, com influência da arquitetura eclética, erguida no final da década de 1950, numa região até então desocupada. A fachada frontal, a lateral direita e a lateral esquerda podem ser visualizadas da Avenida Vereador Sebastião Pernes de Miranda, sendo a volumetria da Igreja predominante em todo o entorno.
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A Igreja Matriz de Santa Bárbara é utilizada para cultos religiosos desde sua inauguração; possui características tipológicas das igrejas católicas construídas antes do advento do modernismo em Minas Gerais, com influências ecléticas, onde predomina a imponência da instituição sobre o contexto em que está inserida. Seu partido é retangular, lembrando uma basílica, de menores proporções, com dimensões laterais maiores que as frontais, estando implantada em adro e afastada nos fundos. O terreno é em aclive e o acesso principal ocorre através de degraus frontais, acima do nível do adro. A Igreja possui volumetria equivalente a cinco pavimentos, considerando-se a torre, sendo a edificação que mais se destaca no contexto urbano de Engenheiro Caldas.
Na porção frontal, há o vestíbulo, seguido pela nave, com o altar nos fundos e ao centro. De cada lado do altar existe um ambiente sendo, do lado direito, a sacristia e, do lado esquerdo, o  depósito. Sobre o vestíbulo há o coro, e sobre ele, a torre, em três níveis. A Igreja é circundada por passeio revestido por ladrilho, e o adro possui calçamento com piso intertravado de concreto sextavado. No adro existem palmeiras no sentido longitudinal da Igreja, que a emolduram na paisagem.
As fundações são de pedra e as paredes foram erguidas em alvenaria estrutural de tijolos maciços, com fiada dobrada. As paredes internas da nave e do altar possuem barrado revestido por mármore branco com 1,20 m de altura e alvenaria pintada de bege. No depósito, na sacristia e no coro as paredes são revestidas por argamassa pintada de bege e, na torre, a pintura é verde, tanto interna, quanto externamente.
O piso da nave e do altar é revestido por ladrilho hidráulico, com quatro motivos diferentes.
Na sacristia, no depósito e no coro, o revestimento dos pisos é em cerâmica. Na área da torre o piso é em cimentado cru. Todos os ambientes são cobertos por laje de concreto, revestida por argamassa pintada de bege.
As portas possuem verga em arco ogival com bandeira fixa, enquadramento em madeira e esquadria em duas folhas de abrir em madeira almofadada, pintadas de branco. Nas laterais existem janelas basculantes, também com verga em arco ogival e enquadramento em argamassa, sendo sua estrutura de ferro vedada por vidro, com duas bandeiras fixas, cuja estrutura é de ferro vedada por vidros azuis e incolores. No altar existem quatro vitrais de arco ogival, com estrutura metálica, originais. Na fachada frontal, além das portas, existem três óculos na altura do coro, todos com esquadria de ferro vedada por vidro. Os dois laterais possuem formato de um olho invertido e, no central há uma flor.
O acesso ao coro ocorre através de uma escada helicoidal de concreto, com guarda-corpo de alvenaria pintado de cinza, situada do lado esquerdo do vestíbulo. A torre possui três níveis, onde os dois primeiros são acessíveis por escadas de concreto com guarda-corpo em alvenaria, helicoidais, situadas junto à porção central da fachada frontal. O terceiro nível tem acesso limitado, que ocorre através de uma escada móvel de madeira. Este nível possui oito paredes vazadas por vãos com vergas em arco ogival, cujo formato se aproxima de uma circunferência. Nas extremidades da laje de piso há um guarda-corpo em barras de ferro pintadas de verde claro.
O interior da nave torna o frequentador da Igreja pequeno diante da grandiosidade do espaço, com pé-direito duplo e amplas dimensões. O altar tem forma de meia cúpula, sendo mais aconchegante.
A cobertura da torre é octogonal, em concreto revestido por cerâmica retangular branca. O coro é coberto por laje de concreto e sobre a nave, a sacristia e o depósito, existem duas águas, com cumeeira perpendicular ao adro e manto em telhas de fibrocimento. A porção posterior do altar é coberta por laje de concreto formando meia-cúpula com quatro faces no exterior.
A fachada frontal é definida pelos vãos das três portas no primeiro nível; por outros três óculos no segundo; e pela torre, no terceiro. Entre os vãos e nas duas quinas existem pilares ressaltados, com elementos abaulados dispostos em dois níveis de relevo, pintados em tons de verde claro e escuro, alternadamente. Há um barrado em pedras miracema que percorre toda a sua extensão, e colunas verticais em alto-relevo nas laterais e entre os vãos, pintadas em dois tons de verde. O frontão possui duas cimalhas, uma na base e outra no coroamento, pintadas de verde escuro com ornamentos centrais em alto-relevo de argamassa, pintados no mesmo tom. A torre possui uma janela na parede frontal no primeiro nível e três vãos com arco ogival no segundo, emoldurados com massa em alto-relevo pintada em tom verde escuro. O coroamento é realizado pela cobertura de concreto revestida por cerâmica e pela cruz de estrutura metálica, no topo.
Fonte: Dossiê de Tombamento.

Histórico do município: O atual municipio de Engenheiro Caldas era, inicialmente, o povoado de Santa Bárbara, pertencente ao município de Tarumirim. Foi elevado à categoria de Distrito em dezembro de 1948. Posteriormente, passou a denominar-se Santa Bárbara de Tarumirim, e ao emancipar-se em 30 de dezembro de 1962, recebeu o topônimo de Engenheiro Caldas, em homenagem ao Dr. Felipe Moreira Caldas, engenheiro que participou da frente de trabalho para a construção da antiga Rio-Bahia (BR 116).
Fonte: IBGE.

FOTOS:

MAIS INFORMAÇÕES:
IBGE
Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais


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