Ervália – Imagens de Procissão


As Imagens de Procissão foram tombadas pela Prefeitura Municipal de Ervália-MG por sua importância cultural para a cidade.

Prefeitura Municipal de Ervália-MG
Nome atribuído: Imagens de Procissão: Nosso Senhor dos Passos, Nosso Senhor Morto e Nossa Senhora das Dores
Localização: Igraja Matriz de São Sebastião – Praça Getúlio Vargas, s/n – Ervália-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 12/2008

Descrição: As imagens de procissão se encontram na Igreja Matriz de São Sebastião, no lado Evangelho. As Imagens estão expostas para quem quiser visitá-las, sob a responsabilidade de Monsenhor Joaquim da Silva Guimarães- o pároco da igreja e da Diocese de Mariana.
As imagens são esculpidas em madeira, vieram da França por intermédio de Monsenhor Rodolfo.

Imagem de Nosso Senhor dos Passos: A origem da devoção de Nosso Senhor dos Passos, de tradição medieval, tal como é representada nos dias atuais, remonta do século XV, período “em que a arte religiosa, era influenciada pelas representações teatrais dos “mistérios” promovidas pelas confrarias, enfatizou o lado patético nas cenas da Paixão, com nuances de realismo que incluíam já nessa época imagens de vestir.
A imagem de vestir de Nosso Senhor dos Passos em Ervália, chegou a cerca de 105 anos atrás ao povoado através do Monsenhor Rodolfo de Oliveira Lima, juntamente com outras duas imagens: (Nosso Senhor Morto e Nossa Senhora das Dores) para comporem o acervo dos rituais litúrgicos na Semana Santa, podendo ser chamada de imagem processional. Nas cerimônias da Semana Santa a imagem de Nosso Senhor dos Passos constitui figura central nas cenas do calvário. Ainda são mantidas as procissões do Depósito de Nosso Senhor dos Passos, realizada na Segunda- feira Santa e a procissão de Encontro de Jesus com Maria, realizada na Quarta- feira Santa.
As imagens não passaram por nenhum restauro, e ficam expostas de modo que correm o risco de serem roubadas e há perigo de incêndios, por causa das velas que são acesas em forma de agradecimento pela prece respondida ou por um pedido feito ao Santo.

Nosso Senhor Morto: A origem da devoção Jesus Cristo Crucificado, conhecido como Bom Jesus de Matozinhos, teve origem no Santuário de Bom Jesus de Bouças no norte de Portugal, sendo a imagem original românica e, portanto, com pés pregados separadamente na cruz. Sua singularidade maior era, entretanto, o direcionamento contrastante do olhar, com um dos olhos voltados para o alto, simbolizando a união próxima de Deus Pai e, outro para a humanidade pecadora embaixo, a ser remida pelo sacrifício da cruz. Já Nosso Senhor Morto, integra as devoções de tradição medieval que remonta do século XV.
A imagem de Jesus Cristo em Ervália chegou ao povoado através do Monsenhor Rodolfo de Oliveira, pároco da época juntamente com outras duas imagens, para comporem o acervo dos rituais litúrgicos da Semana Santa, podendo ser chamada de Imagem Processional. Chegaram há mais de 105 anos, vindas da França.
Nas cerimônias da Semana Santa, a imagem de Jesus Cristo constitui figura de destaque, principalmente nas cenas do Descendimento da Cruz e do Sepultamento de Jesus. A procissão do Enterro, realizada na Sexta- feira da Paixão constitui ponto culminante do cerimonial litúrgico, o momento mais esperado pela população.
A imagem de Nosso Senhor Morto fica geralmente guardada no esquife, no altar secundário do Evangelho da Igreja Matriz de São Sebastião. A imagem de Jesus Crucificado que fica exposta no altar durante o ano é feita de gesso e não participa das celebrações da Semana Santa. Ela não passou por nenhum restauro nesses anos todos em que está na comunidade, sendo necessários alguns reparos na imagem como pintura, correção de pequenas fissuras, para sua melhor conservação. É de responsabilidade da Igreja Matriz de São Sebastião de Ervália, na pessoa de Monsenhor Joaquim Silva Guimarães- pároco de Ervália e da Diocese de Mariana.

Imagem de Nossa Senhora das Dores: A imagem de Nossa Senhora das Dores foi trazida para Ervália por Monsenhor Rodolfo de Oliveirapároco da época para compor o acervo das imagens litúrgicas da Semana Santa, a cerca de 105 anos. Ela foi trazida da França juntamente com as imagens de Nosso Senhor Morto e Nosso Senhor dos Passos.
Ela é toda entalhada em madeira, com detalhes singelos e delicados em suas vestes, e até mesmo detalhes das veias e nervos estão aparentes na imagem. Fica guardada no lado Evangelho da Igreja Matriz de Ervália, sob os cuidados de Monsenhor Joaquim da Silva Guimarães e da Diocese de Mariana.
A imagem de Nossa Senhora das Dores, durante a Semana Santa participa da procissão do Depósito, na Terça- feira Santa e da Procissão do Encontro de Jesus com Maria, na Quarta- feira Santa. A imagem participa também do Setenário das Dores que ocorre uma semana antes da Semana Santa. Esta imagem que tão grande significado tem para o povo ervalense, constituído em sua maioria de católicos, se encontra na igreja Matriz de São Sebastião, no centro de nossa cidade, na Praça Getúlio Vargas, antiga Praça Dom Viçoso.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Histórico do município: FAntonio Rodrigues Arzão em 1639 (1693), esteve em nosso município à procura de índios e ouro, na região da “CASA DE CASCA”.
As primeiras famílias que chegaram ao povoado foram Lucas Pereira Franklin (dono de muitos escravos e do primeiro armazém), José Ferreira Cassiano e Lucas Maciel (escravo), Manoel Caetano Ribeiro, Manoel Joaquim de Lima, Manoel Gonçalves Fontes, Manoel Francisco Sales, Sargento Antônio Francisco Andrade, Antônio Lopes Valente.
A primeira capela do povoado está localizada na Praça Getúlio Vargas (antigo Largo Dom Viçoso). O povoado tinha o nome de CAPELA NOVA e em seguida de São Sebastião dos Aflitos, talvez por causa das grandes dificuldades de comunicação e conflito entre os habitantes e falta de recursos médicos e farmacêuticos, também caracterizava-se a fé ardente de um povo religioso.
Lei 147 de 1839: passou a distrito.
Lei 654 de 17/06/1853: foi elevada a Freguesia, desmembrando-se do município de Ubá (São Januário de
Ubá), passando-se ao município de Viçosa (Santa Rita do Turvo).
Lei Provincial nº 1034 de 06/07/1859: foi criada a Freguesia de São Sebastião dos Aflitos.
Lei 3387: passou a chamar São Sebastião do Herval, em 10/06/1886
Lei 843 de 07/09/1923: passou a se chamar Herval.
Lei 1058 de 31/12/1943: denominou-se Ervália.
Fonte: Prefeitura Municipal.

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