Ervália – Monumento dos Anjos
Os Monumentos dos Anjos foram esculpidos por volta de 1920, tendo como idealizador do Projeto Monsenhor Rodolfo.
Prefeitura Municipal de Ervália-MG
Nome atribuído: Monumento dos Anjos
Outros Nomes: Monumentos dos Anjos – (Duas unidades e estátuta de Monsenhor Rodolfo)
Localização: Praça Getúlio Vargas, s/n – Centro – Ervália-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 008/2007
Descrição: Os Monumentos dos Anjos foram esculpidos por volta de 1920, tendo como idealizador do Projeto Monsenhor Rodolfo. Nessa época, haviam poucas edificações no entorno da Praça Getúlio Vargas, na época Praça Dom Viçoso, mas lá estavam a Igreja Matriz de São Sebastião do Herval e os Monumentos dos Anjos.Os dois monumentos fazem reverência à Igreja Matriz e as duas torres laterais da Igreja possuíam relação volumétrica com as estátuas dos anjos, erigidas na mesma época. A volumetria esbelta dos monumentos com quase 8 metros de altura dava monumentalidade e magnitude aos bens, pois o entorno possuía volumetria baixa, sobretudo com casarões de apenas um pavimento, que favorecia a visibilidade dos anjos.
As estátuas estão situadas na parte mediana do perímetro da praça imediatamente do outro lado da via onde se localiza a Igreja. Elas estão posicionadas uma de frente a outra, sustentadas por pedestais de aproximadamente 6,50 m.
Quando foram instaladas, a ideia era que tivessem uma relação com as torres laterais da antiga Igreja Matriz, porém com a construção da nova Igreja Matriz e a demolição da antiga essa relação se perdeu.
Entre os pedestais que sustentam as estátuas dos Anjos existe uma terceira estátua de bronze com aproximadamente 2,00 m de altura sobre um pedestal da mesma altura formando uma triângulo que simboliza a Santíssima Trindade. Trata-se da estátua de Monsenhor Rodolfo Augusto de Oliveira Lima, que foi pároco de Ervália durante 54 anos.
O idealizador do Projeto, Monsenhor Rodolfo, grande benfeitor na cidade de Ervália, contribuiu enormemente para o desenvolvimento da cidade e da fé local. Seus projetos geralmente possuíam símbolos que retratavam o céu, como Anjos, Sagrado Coração de Jesus, Cruz, Mater Admirábilis, a Pomba que representa o Divino Espírito Santo, entre outros. Com isso, os Monumentos dos Anjos apresentam também valor sentimental para o município. Além desse valor sentimental, os projetos idealizados pelo Monsenhor Rodolfo atraem turistas de localidades próximas, como as Estátuas dos Anjos e o Conjunto Paisagístico Santo Cristo, sobretudo na Semana Santa através de procissões e peregrinações, movimentando a economia local.
Além da história da cidade e da praça que se misturam e se enlaçam na história dos Monumentos dos Anjos, também temos a representatividade religiosa que os anjos oferecem ao povo ervalense. Os anjos, seres intermediários entre Deus e o mundo, ocupam para Deus as funções de mensageiros, guardiões, condutores de astros, executores de leis, protetores dos eleitos, etc. Enfim, estão posicionados no centro de Ervália, em frente à Igreja Matriz, na praça principal, para abençoar e proteger o povo ervalense, independente de qualquer coisa.
Contam os mais antigos que estes anjos possuíam cornetas metálicas nas mãos, e que as mesmas foram retiradas por receio de atrair raios que poderiam destruir ou danificar os monumentos. Essas cornetas demonstram a simbologia que os anjos representam como transmissores das mensagens divinas para o povo ervalense. Não há nenhuma fotografia em nossos arquivos que mostram tais cornetas.
Os Monumentos dos Anjos marcam a Praça Getúlio Vargas pela exemplaridade e unicidade, inseridos na ambiência da malha urbana central de Ervália, de grande relevância histórica, cultural, religiosa e artística para os ervalenses.
Como sentinelas fiéis, sobre enormes pedestais, as duas estátuas de anjos altivos, em mármore de Carrara e esculpidos na Itália, empunhavam suas cornetas em direção à Matriz. Segundo o Livro de Tombos da Paróquia foram gastos 9000$00 na compra dos anjos. Não consta no Livro de Tombos o nome dos artistas que esculpiram os anjos no mármore de Carrara.
Fonte: Prefeitura Municipal.
Histórico do município: FAntonio Rodrigues Arzão em 1639 (1693), esteve em nosso município à procura de índios e ouro, na região da “CASA DE CASCA”.
As primeiras famílias que chegaram ao povoado foram Lucas Pereira Franklin (dono de muitos escravos e do primeiro armazém), José Ferreira Cassiano e Lucas Maciel (escravo), Manoel Caetano Ribeiro, Manoel Joaquim de Lima, Manoel Gonçalves Fontes, Manoel Francisco Sales, Sargento Antônio Francisco Andrade, Antônio Lopes Valente.
A primeira capela do povoado está localizada na Praça Getúlio Vargas (antigo Largo Dom Viçoso). O povoado tinha o nome de CAPELA NOVA e em seguida de São Sebastião dos Aflitos, talvez por causa das grandes dificuldades de comunicação e conflito entre os habitantes e falta de recursos médicos e farmacêuticos, também caracterizava-se a fé ardente de um povo religioso.
Lei 147 de 1839: passou a distrito.
Lei 654 de 17/06/1853: foi elevada a Freguesia, desmembrando-se do município de Ubá (São Januário de
Ubá), passando-se ao município de Viçosa (Santa Rita do Turvo).
Lei Provincial nº 1034 de 06/07/1859: foi criada a Freguesia de São Sebastião dos Aflitos.
Lei 3387: passou a chamar São Sebastião do Herval, em 10/06/1886
Lei 843 de 07/09/1923: passou a se chamar Herval.
Lei 1058 de 31/12/1943: denominou-se Ervália.
Fonte: Prefeitura Municipal.
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