Guarani – Antiga Estação Ferroviária
A Antiga Estação Ferroviária foi tombada pela Prefeitura Municipal de Guarani-MG por sua importância cultural para a cidade.
IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
Patrimônio Cultural Ferroviário
Nome Atribuído: Estação Guarany; Casa do Agente Ferroviário; Armazém; Estrada Vicinal Rio Pomba, KM 4.669
Localização: Guarani-MG
Decreto de Tombamento: Lei nº 11.483/07 e Portaria IPHAN nº 407/2010
Prefeitura Municipal de Guarani-MG
Nome atribuído: Antiga Estação Ferroviária
Localização: R. Benedito Valadares, s/n – Guarani-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 070/2010
Histórico do município: Em 1840, o território que hoje integra Guarani, pertencia à Vila do Pomba, e já era povoado por alguns fazendeiros. Estes primitivos habitantes da região, até então, uma verdadeira mata virgem, viviam tranqüilamente entre índios já catequizados e de boa índole. Os fazendeiros, trabalhavam ao lado dos índio e negros no plantio de cereais e frutas.
No correr dos anos, esta zona do Vale do Rio Pomba, foi enchendo-se de habitantes, várias famílias se transportavam para aqui e se apossavam de terrenos, aventureiros chegavam para conhecer e se estabeleciam.
Por instinto de sociabilidade, esses novos habitantes resolveram fazer uma capela sob a invocação do Divino Espírito Santo, para, em seguida, lançar os fundamentos de um pequeno arraial. O local da capela, ao lado do qual construiu-se também um cemitério, foi doado por um fazendeiro da região. Após essa doação muitas outras se seguiram, visando a formação do novo arraial, chamado de Espírito Santo do Pomba.
Com o decorrer dos anos, cresceram o número de ruas, ladeiras e praças ao redor da Capela e, em 1883, com a inauguração da Estação da Estrada de Ferro, o progresso acentuou-se. O ano de 1886 também foi importante para o desenvolvimento de Guarani, com a construção da primeira estrada de rodagem e de uma escola pública para rapazes.
No ano de 1888, chegaram em Guarani muitas famílias imigrantes, a grande maioria de italianos, que vieram trabalhar nas fazendas. Isso porque, os negros, após conseguirem a merecida liberdade com a Lei Áurea, optaram por não trabalhar para seus antigos senhores.
Os trabalhos pela emancipação política de Guarani, iniciaram-se em 1913, com a divulgação de um impresso que conclamava o povo de Guarani, a comparecer no largo da Igreja Matriz, para tomar parte da assembléia popular, visando meios práticos para realizar a urgente instalação da Vila. Enfim, no dia 25 de março de 1914, Guarani alcançou sua tão sonhada emancipação política. Após cinco anos de emancipação política, Guarani festejou a inauguração da luz elétrica, o que foi motivo de importantes comemorações.
Os anos se passaram e Guarani chegou ao ano 2014. A cidade completa este ano, 100 de sua fundação com uma história recheada de glórias e protagonistas de respeito.
Fonte: Prefeitura Municipal.
Histórico das ferrovias no Brasil: A história das ferrovias no Brasil inicia-se em 30 de abril de 1854, com a inauguração, por D. Pedro II, do primeiro trecho de linha, a Estrada de Ferro Petrópolis, ligando Porto Mauá à Fragoso, no Rio de Janeiro, com 14 km de extensão. Mas a chegada da via à Petrópolis, transpondo a Serra do Mar, ocorreu somente em 1886.
Em São João del Rei (MG), o Museu Ferroviário preserva a história da antiga Estrada de Ferro Oeste de Minas, criada em 1872. Seu percurso ligava a cidade de Sítio (atual Antônio Carlos) à Estrada de Ferro D. Pedro II (posteriormente, Central do Brasil), partindo daí para São João del Rei. Com novas concessões, a ferrovia Oeste de Minas se estendeu a outras cidades e ramais, alcançando, em 1894, um percurso total de 684 km, e foi considerada a primeira ferrovia brasileira de pequeno porte.
As dificuldades e desafios para implantar estradas de ferro no Brasil eram muitos. Procurando atrair investidores, o governo implantou um sistema de concessões, que se tornou característico da política de infra-estrutura do período imperial. Entre o final do século XIX e início do século XX os recursos, sobretudo dos britânicos, alavancaram a construção de linhas férreas.
A expansão ferroviária, além de propiciar a entrada de capital estrangeiro no país, tinha, também, o objetivo de incentivar a economia exportadora. Desta forma, as primeiras linhas interligaram os centros de produção agrícola e de mineração aos portos diretamente, ou vencendo obstáculos à navegação fluvial. Vários planos de viação foram elaborados na tentativa de integrar a malha ferroviária e ordenar a implantação dos novos trechos. Entretanto, nenhum deles logrou êxito em função da política de concessões estabelecida pelo governo brasileiro.
Fonte: Iphan.
Patrimônio Ferroviário: A Lei 11.483, de 31 de maio de 2007, atribuiu ao Iphan a responsabilidade de receber e administrar os bens móveis e imóveis de valor artístico, histórico e cultural, oriundos da extinta Rede Ferroviária Federal SA (RFFSA), bem como zelar pela sua guarda e manutenção. Desde então o Instituto avalia, dentre todo o espólio oriundo da extinta RFFSA, quais são os bens detentores de valor histórico, artístico e cultural.
O patrimônio ferroviário oriundo da RFFSA engloba bens imóveis e móveis, incluindo desde edificações como estações, armazéns, rotundas, terrenos e trechos de linha, até material rodante, como locomotivas, vagões, carros de passageiros, maquinário, além de bens móveis como mobiliários, relógios, sinos, telégrafos e acervos documentais. Segundo inventário da ferrovia, são mais de 52 mil bens imóveis e 15 mil bens móveis, classificados como de valor histórico pelo Programa de Preservação do Patrimônio Histórico Ferroviário (Preserfe), desenvolvido pelo Ministério dos Transportes, instituição até então responsável pela gestão da RFFSA.
A gestão desse acervo constitui uma nova atribuição do Iphan e, para responder à demanda, foi instituída a Lista do Patrimônio Cultural Ferroviário, por meio da Portaria Iphan nº 407/2010, com 639 bens inscritos até 15 de dezembro de 2015. Para inscrição na Lista, os bens são avaliados pela equipe técnica da Superintendência do Estado onde estão localizados e, posteriormente, passam por apreciação da Comissão de Avaliação do Patrimônio Cultural Ferroviário (CAPCF), cuja decisão é homologada pela Presidência do Iphan.
Os bens não operacionais são transferidos ao Instituto, enquanto bens operacionais continuam sob responsabilidade do DNIT, que atua em parceria com o Iphan visando à preservação desses bens. Esse procedimento aplica-se, exclusivamente, aos bens oriundos do espólio da extinta RFFSA. Os bens que não pertenciam à Rede, quando de sua extinção, não são enquadrados nessa legislação, podendo, entretanto, ser objeto de Tombamento (Decreto Lei nº 25, de 30 de novembro de 1937, aplicado a bens móveis e imóveis), ou ao Registro (Decreto nº 3.551, de 4 de agosto de 2000, aplicado ao Patrimônio Cultural Imaterial).
Fonte: Iphan.
CONJUNTO:
Guarani – Antiga Estação Ferroviária
Guarani – Armazém
Guarani – Casa do Agente Ferroviário
Guarani – Estrada Vicinal Rio Pomba, KM 4.669
FOTOS:
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Manual Técnico do Patrimônio Ferroviário


