Guaxupé – Câmara Municipal


Imagem: Prefeitura Municipal

A Câmara Municipal foi tombada pela Prefeitura Municipal de Guaxupé-MG por sua importância cultural para a cidade.

Prefeitura Municipal de Guaxupé-MG
Nome atribuído: Câmara Municipal – atual museu Histórico e Geográfico Comendador Sebastião de Sá
Localização: R. Cel. Antônio Costa, nº 55 – Guaxupé-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 974/2001

Descrição: O prédio foi construído no início do século XX, e foi doado à municipalidade em 1912, para que fosse instalada aí a sede do governo municipal de Guaxupé. A doação foi feita por Joaquim Augusto Ribeiro do Valle e Antônio Costa Monteiro.
Em 1912, a Vila de Dores do Guaxupé foi desmembrada do município de Muzambinho e foi criado o município de Guaxupé. Foi então que em 01 de junho daquele ano, deu-se a instalação da Câmara Municipal na nossa cidade. Portanto, foi neste local que se instalou a primeira legislatura após a emancipação política do município, ocorrida, como vimos, em 01 de junho de 1912.
Quanto à arquitetura do prédio, observa-se o estilo românico, com destaque do revestimento em argamassa em várias espessuras; reproduzindo colunas e capitéis e cornijas, copiando a arquitetura dos prédios quando eram construídos de pedras.
A edificação sofreu um grande incêndio em 1945, sendo quase que destruída. O que restou foram somente as paredes, que foram reconstruídas com as características originais.
Até a década de 1970, funcionou no prédio o Poder Legislativo e Executivo. Depois da transferência dos dois poderes para outro local, o espaço foi utilizado como biblioteca até a década de 1980. Em 1997, passou a ser utilizado novamente como Câmara Municipal. Com a transferência, mais uma vez, da Câmara para outro lugar, em 18 de fevereiro de 2004, o prédio ficou em desuso. Até que, entre 2007 e 2008, passou por uma ampla reforma e foi adaptado para abrigar o MUSEU HISTÓRICO E GEOGRÁFICO “Comendador Sebastião de Sá”, de acordo com a Lei Municipal nº 1.626 de junho de 2004. A inauguração foi realizada no dia 18 de dezembro de 2008.
O bem sofreu várias intervenções ao longo do tempo, principalmente depois do incêndio que quase o destruiu em 1945. Na foto, vemos que o prédio já foi sede da Prefeitura Municipal.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Histórico do município: Até o começo do século passado, o território em que se situa Guaxupé era mata virgem. As mais antigas referências dão conta de que somente em 1813 pés de homens civilizados pisaram a região que era habitada pelos primitivos “Caminho das Abelhas”, significado indígena da palavra Guaxupé, é a versão mais aceita para a denominação que ficou até hoje. Tomou esse nome, por volta de 1814, o ribeirão e mais tarde o arraial, denominado Dores de Guaxupé. O documento mais antigo sobre posse de terras até agora conhecido tem a data de 28 de outubro de 1818: É uma escritura passada em Jacuí e pela qual João Martins Pereira e sua mulher Maria de Jesus do Nascimento vendiam a Antônio Gomes da Silva “terras de cultura de matos virgens e serrados”na paragem do Ribeirão do Peixe vertente para o Rio Pardo, junto a terras do próprio Gomes da Silva, que foi então ao que tudo indica, o segundo proprietário das terras em que depois surgiu a cidade.
Mais tarde, as terras foram transferidas a Paulo Carneiro Bastos, que doou 24 alqueires para a fundação da Capela de Nossa Senhora das Dores. Essa área era parte da Fazenda Nova Floresta, e nela em 1837, celebrou-se a primeira missa, num ato que pôde corresponder ao ato de fundação de Guaxupé. Paulo Carneiro Bastos, Francisco Ribeiro do Valle, o licenciado José Joaquim da Silva e o tenente Antônio Querubim de Rezende, são os nomes que os anais registram como fundadores de Guaxupé. A capela foi construída em 1839 e ao redor dela construíram-se as primeiras casas, exatamente no local onde está hoje a Avenida Conde Ribeiro do Valle, de onde derivava o “caminho de Santa Barbara das Canoas”, atual rua Barão. Por volta de 1850, o Arraial de Nossa Senhora das Dores de Guaxupé já contava com 180 casas, 07 ruas e engenhos. Em 1853 a povoação foi elevada a Distrito de Paz, na jurisdição de Jacuí e em 1856 criava-se a Paróquia de Nossa Senhora das Dores de Guaxupé, pertencente à Câmara Eclesiástica de Caconde, no bispado de São Paulo. Iniciou-se então a construção da nova igreja na atual praça Américo Costa. Francisco Ribeiro do Valle, ao falecer em 1860, 13 de abril, legou “quatrocentos mil réis” à Paróquia. Em 23 de junho de 18 54, o povoado foi elevado a Freguesia, no termo de Jacuí e Município de São Sebastião do Paraiso. O município de Guaxupé foi instigado pela lei 556, de 30 de agosto de 1911, com território desmembrado de Muzambinho, e instalado solenemente em 1º de junho de 1912, data em que se comemora. Era uma conseqüência da grande expansão econômica que tomara vulto desde 1904, quando chegaram os trilhos da Mogiana. A Comarca foi criada em 1925, pela lei 879 de 25 de janeiro. Eis, pois, os traços essenciais da bela história de Guaxupé, a “Cidade das Abelhas”.
Fonte: Prefeitura Municipal.

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