Guaxupé – Herma Cel. Antônio Costa Monteiro


Imagem: Prefeitura Municipal

A Herma Cel. Antônio Costa Monteiro foi tombada pela Prefeitura Municipal de Guaxupé-MG por sua importância cultural para a cidade.

Prefeitura Municipal de Guaxupé-MG
Nome atribuído: Herma Cel. Antônio Costa Monteiro
Outros Nomes: Monumento ao Cel. Antônio Costa Monteiro
Localização: Av. Conde Ribeiro do Valle, s/n – Guaxupé-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 1009/2002

Descrição: O Coronel Antônio Costa Monteiro foi um dos principais responsáveis pela emancipação política de Guaxupé, ocorrida em 01 de junho de 1912. Pela sua importância política, ele se tornou o primeiro presidente da Câmara Municipal, cargo que ocupou de 1912 a 1915. (Obs: Muitos populares se referem a ele como o primeiro prefeito da cidade, pois naquela época o presidente do Poder Legislativo exercia também a função de chefe do Poder Executivo. Somente a partir de 1930, é que os dois poderes tornaram-se independes, e aí surgiu o cargo de “prefeito”).
Mas antes de se tornar o primeiro presidente da Câmara Municipal de Guaxupé, o Cel. Antônio Costa Monteiro construiu sua carreira política em Muzambinho, onde exerceu mandatos como vereador, ocupando também a presidência da Câmara de lá. Vale lembrar que Guaxupé, nesta época, era ainda distrito de Muzambinho, e nossa cidade era então a “Vila Dores do Guaxupé”.
Em homenagem, foi erguida, em 1917, esta Herma, que é o mais antigo monumento urbano de Guaxupé. A Herma está localizada na Praça do Trabalhador Rural, no início da Avenida Conde Ribeiro do Valle. Nas proximidades do monumento, estão localizadas a Prefeitura Municipal, o Conjunto Paisagístico e Arquitetônico da FEPASA, o Antigo Hotel Cobra e o Monumento ao Trabalhador Rural – todos bens tombados pelo município. O monumento presta-se a visitações, pois trata-se de um personagem ilustre e histórico para os guaxupeanos.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Histórico do município: Até o começo do século passado, o território em que se situa Guaxupé era mata virgem. As mais antigas referências dão conta de que somente em 1813 pés de homens civilizados pisaram a região que era habitada pelos primitivos “Caminho das Abelhas”, significado indígena da palavra Guaxupé, é a versão mais aceita para a denominação que ficou até hoje. Tomou esse nome, por volta de 1814, o ribeirão e mais tarde o arraial, denominado Dores de Guaxupé. O documento mais antigo sobre posse de terras até agora conhecido tem a data de 28 de outubro de 1818: É uma escritura passada em Jacuí e pela qual João Martins Pereira e sua mulher Maria de Jesus do Nascimento vendiam a Antônio Gomes da Silva “terras de cultura de matos virgens e serrados”na paragem do Ribeirão do Peixe vertente para o Rio Pardo, junto a terras do próprio Gomes da Silva, que foi então ao que tudo indica, o segundo proprietário das terras em que depois surgiu a cidade.
Mais tarde, as terras foram transferidas a Paulo Carneiro Bastos, que doou 24 alqueires para a fundação da Capela de Nossa Senhora das Dores. Essa área era parte da Fazenda Nova Floresta, e nela em 1837, celebrou-se a primeira missa, num ato que pôde corresponder ao ato de fundação de Guaxupé. Paulo Carneiro Bastos, Francisco Ribeiro do Valle, o licenciado José Joaquim da Silva e o tenente Antônio Querubim de Rezende, são os nomes que os anais registram como fundadores de Guaxupé. A capela foi construída em 1839 e ao redor dela construíram-se as primeiras casas, exatamente no local onde está hoje a Avenida Conde Ribeiro do Valle, de onde derivava o “caminho de Santa Barbara das Canoas”, atual rua Barão. Por volta de 1850, o Arraial de Nossa Senhora das Dores de Guaxupé já contava com 180 casas, 07 ruas e engenhos. Em 1853 a povoação foi elevada a Distrito de Paz, na jurisdição de Jacuí e em 1856 criava-se a Paróquia de Nossa Senhora das Dores de Guaxupé, pertencente à Câmara Eclesiástica de Caconde, no bispado de São Paulo. Iniciou-se então a construção da nova igreja na atual praça Américo Costa. Francisco Ribeiro do Valle, ao falecer em 1860, 13 de abril, legou “quatrocentos mil réis” à Paróquia. Em 23 de junho de 18 54, o povoado foi elevado a Freguesia, no termo de Jacuí e Município de São Sebastião do Paraiso. O município de Guaxupé foi instigado pela lei 556, de 30 de agosto de 1911, com território desmembrado de Muzambinho, e instalado solenemente em 1º de junho de 1912, data em que se comemora. Era uma conseqüência da grande expansão econômica que tomara vulto desde 1904, quando chegaram os trilhos da Mogiana. A Comarca foi criada em 1925, pela lei 879 de 25 de janeiro. Eis, pois, os traços essenciais da bela história de Guaxupé, a “Cidade das Abelhas”.
Fonte: Prefeitura Municipal.

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