Ibirité – Estação Ferroviária


Imagem: Google Street View

As movimentações para a construção da Estação Ferroviária de Ibirité-MG iniciaram em 1910, pela necessidade de uma linha de trem no Vale do Paraopeba.

Prefeitura Municipal de Ibirité-MG
Nome atribuído: Estação Ferroviária
Localização: R. Arthur Campos, s/n – Ibirité-MG
Decreto de Tombamento:Decreto n° 1971/2004

Descrição: As movimentações para a construção da Estrada de Ferro Central do Brasil – Ramal do Paraopeba se iniciaram em 1910 quando se sentiu a necessidade da construção da linha de trem que passasse pelo Vale do Paraopeba, ou seja, uma linha que saísse da linha do centro em Congonhas, passasse pelas várias cidades do Vale do Paraopeba (região mineradora) e voltasse a reencontrar com a linha do centro em Belo Horizonte.
Os grandes depósitos de minério de ferro existentes no Vale do Paraopeba é que determinaram a construção do Ramal do Paraopeba, da Central do Brasil, que saia da Estação de Joaquim Murtinho, no Município de Congonhas, até Belo Horizonte e General Carneiro, onde se encontrava novamente com a linha do Centro, ou seja, um desvio que passa pelo Vale do Paraopeba.
O começo da construção da Estrada de Ferro Central do Brasil, no ramal do Paraopeba em 1910 fez com que a população tivesse uma tendência de crescimento e diferenciações.
Em Ibirité, mesmo que de forma lenta a população deixou de ser apenas descendentes de sesmeiros e escravos, para aglomerar representativa parte de pessoas adventícias que vinham para a construção da Estrada de Ferro e acabaram por ficar na região.
A Estação Ferroviária de Ibirité foi inaugurada em 1917, mesmo ano em que a linha do Paraopeba atingiu Belo Horizonte, com 21 quilômetros de extensão até a Capital.
Foi a partir da inauguração da Estação Ferroviária de Ibirité, com distância de 613,135 km do Rio de Janeiro, 883 metros de altitude, em relação ao nível do mar e inaugurada em 20/06/1917, que ocorreu um desenvolvimento econômico notável na região, pois o Distrito de Ibirité até então contava apenas com atividades como a agricultura, a pecuária e demais atividades primárias, que de certa forma deixava a população local espalhada por todo o distrito, impedindo a formação clara de um centro urbano.
Ibirité se inseriu neste importante empreendimento, proporcionando grande impulso de caráter social e econômico, possibilitando assim, grande abertura à modernização.
No decorrer das décadas, várias empresas se instalaram na cidade, sendo todo este processo de instalação de empresas explicado pela existência da Linha Férrea, que proporcionou acesso e transporte facilitado também de passageiros, produtos hortifruti e animais, uma vez que em tempos passados o transporte rodoviário era complicado e quase ausente.
A formação do centro de Ibirité se deu próximo à Estação Ferroviária, pois a Prefeitura, o Fórum, a Igreja Matriz e o Centro Comercial ficam nestas proximidades, o que leva a uma percepção da importância que a Estrada de Ferro teve para Ibirité, trazendo para a cidade como foi dito empresas, pessoas e desenvolvimento, uma vez que a Estrada de Ferro significou a ligação de Ibirité a várias outras Cidades e Estados.
A Central do Brasil começou a morrer quando foi criada a Rede Ferroviária Federal, pela lei nº. 3115 de 16 de março de 1957. Com isso, o passar dos anos fez com que a Central do Brasil fosse perdendo sua identidade, suas linhas deficitárias começaram a ser erradicadas e outras segmentadas, passando a fazer parte dos outros sistemas.
Hoje em dia, os sistemas suburbanos que foram parte da lendária Central do Brasil funcionam de forma separada. Foram segregados os sistemas de passageiros e os de carga, sendo que o sistema de passageiros de longo percurso foi erradicado em 1998.
A linha de Bitola Larga, está arrendada à MRS Logística S.A, com suas linhas indo desde Minas Gerais até o porto do Rio de Janeiro, Sepetiba e à ilha de Guaíba em Mangaratiba, e a antiga linha de bitola métrica da Central do Brasil foi arrendada pela Ferrovia Centro Atlântica – FCA.
A história da Estação Ferroviária é um relato de muitas idas e vindas, despedidas e reencontros, que colaboraram para as mudanças ocorridas em Ibirité e em muitas cidades mineiras.
Por isso a Processo de Tombamento da Estação Ferroviária em nível municipal, objetivou reunir informações para preservação do bem identificado como portador de enorme valor afetivo para a comunidade de Ibirité.
Tal iniciativa levará a vivência estética e contemplação do mesmo. A mobilização ao longo dos tempos da sociedade civil ibiriteense, trouxe o resgate deste bem que é tão representativo para a nossa sociedade.
Em 2009 a Estação Ferroviária foi totalmente reformada e se encontra em ótimo estado de conservação, com projetos para se tornar a Casa de Cultura de Ibirité.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Histórico do município: O povoamento da área correspondente ao município de Ibirité remonta aos séculos XVII e XVIII quando se iniciou as primeiras entradas e bandeiras nas áreas centrais da capitania das Minas Gerais com o intuito de descobrir ouro. A corrida do ouro ocasionou o surgimento de várias cidades como Vila Rica, Mariana, Sabará, Caeté e Congonhas das Minas do Ouro cidade conhecida atualmente como Nova Lima que foi palco de grande especulação aurífera onde se empregava grande contingente de mão de obra escrava . Conseqüentemente os escravos e as pessoas que se deslocaram para estas paragens precisavam de uma provisão de víveres para se manterem, evidenciando o surgimento de fazendas especializadas no cultivo de gêneros alimentícios e criação de gado . Com o sortimento, a proliferação das fazendas surgiu os povoados, como o de Ibirité.
As terras de Ibirité foram concedidas pelo imperador através da política sesmeira desencadeada por D. José I. As cartas de sesmaria eram concedidas aos cidadãos por meio de petição requerida ao governador da capitania. As cartas de sesmaria concedidas começaram no passado, ainda nos tempos do I Império, quando o alferes português Antônio José de Freitas recebeu de D. Pedro I uma carta de sesmaria, abrangendo do alto da serra do Rola Moça à Fazenda do Pintado e do Barreiro à cachoeira de Santa Rosa, incluindo a serra da Boa Esperança, região de Vargem do Pantana. Em 02 de junho de 1890, o povoado foi elevado a distrito de Sabará, criando-se então o primeiro Conselho Distrital de Vargem do Pantana (entidade com certa autonomia de governo para administrar os distritos), presidido por José Pedro de Souza Campos e formado pelo alferes Antônio José de Freitas e por Hilário Ferreira de Freitas. Este Conselho conseguiu fundar a primeira escola da Vila e adquiriu seis alqueires de terra para servir de logradouro público, lugar onde se podiam construir moradias com licença do Conselho.
Cinco famílias deram origem a Ibirité: Ferreira, Diniz, Pinheiro, Freitas e Campos. Em 1880, foi criado o povoado da Vargem da Pantana, na freguesia de Contagem, Município de Sabará.
• Em 1890, passa a categoria de Vila, ainda pertencendo a Sabará.
• Em 1897, passou a pertencer ao Município de Santa Quitéria (Esmeraldas).
• Em 1911, passa para o Município de Contagem.
• Em 1923, tem sua denominação mudada para Ibirité, palavra indígena que significa “Terra Firme”, “Chão Duro”.
• Em 1938, passa a figurar com o nome atual de Ibirité (Decreto Lei n° 148) e como Distrito, passa para o município de Betim.
• Em 30/12/62 passa a categoria de Município (Lei n° 2764) com os distritos Sede e Sarzedo.
• Em 01/03/63, o Governador do Estado “Magalhães Pinto” nomeia um intendente municipal o Sr. Chaffir Ferreira.
• Em 30 de junho de 1963, ocorre a 1ª eleição para Prefeito […].
No ano de 1976 é criado o Distrito de Duval de Barros e em 1985 o Distrito de Mário Campos.
Em 04/01/88 através da Lei Estadual n° 9.548/88 Ibirité, passa à categoria de Comarca.
Em 1° de junho de 1990 dá-se a implantação da Comarca.
Fonte: Prefeitura Municipal.

FOTOS:

MAIS INFORMAÇÕES:
Prefeitura Municipal
Prefeitura Municipal
Estações ferroviárias


Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *