Ibirité – Pavilhão Helena Antipoff
O Pavilhão Helena Antipoff foi tombado pela Prefeitura Municipal de Ibirité-MG por sua importância cultural para a cidade.
Prefeitura Municipal de Ibirité-MG
Nome atribuído: Pavilhão Helena Antipoff
Localização: Ibirité-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 1894/2002
Prefeitura Municipal de Ibirité-MG
Nome atribuído: Acervo Memorial Helena Antipoff
Outros Nomes: Objetos pessoais de Helena Antipoff
Localização: Av. São Paulo, nº 3996 – Ibirité-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 1895/2002
Descrição: O Memorial, localizado nas dependências da Fundação Helena Antipoff, mantém um significativo acervo arquivístico, bibliográfico e tridimensional relacionado à vida e obra da pesquisadora Helena Antipoff. Poderão ser realizadas: Visita guiada às dependências do Memorial; acesso ao acervo da Biblioteca Pessoal da Professora Helena Antipoff Tombado pelo Patrimônio Histórico Municipal. São realizadas, também, atividades externas como exposições e palestras sobre a vida e obra de Helena Antipoff.
Fonte: Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais.
Descrição: Helena Wladimirna Antipoff nasceu em Grondho, Rússia, em 1882, aos 25 de março, sendo seus pais o Capitão do Exército Russo, Wladimir Wassilevitch e Sofia Constantinova Stoianoff Antipoff.
Helena Antipoff aprendeu a ler e escrever, provavelmente, com os próprios pais, e, muito cedo, devorava coleções de livros infantis como os da Condessa de Ségur, dentre outros.
O Capitão, mais tarde General, não se lembrava, a não ser duas ou três vezes, de apenas ter indeferido para explicação de mais algumas palavras difíceis. O que se pode perceber são os impulsos que ela tinha em querer ensinar os outros . Crescendo e já revelando dons para o magistério, o pai treinou-lhe a identificação das primeiras letras e deixou que a menina continuasse sozinha a aprendizagem da leitura.
Helena era muito sociável. Desembaraçada e generosa com os colegas, freqüentava uma roda de amigos, geralmente, um pouco extravagantes, discutindo problemas e argumentando num nível bastante elevado para sua idade.
Aos treze anos, no segundo ciclo da escola secundária, Helena encontrava ótimos professores de nível universitário, como o de biologia, discípulo de Pavlov, que lhe despertou o gosto pela experiência científica.
Em 1909 Helena Antipoff fez a primeira saída de sua terra natal. Já existia uma atmosfera de descontentamento entre o povo russo.
Em meio à situação conflituosa, Sofia se transferiu para Paris com Helena e suas duas irmãs menores, Zinha e Tânia.
Em 1911 estava matriculada na Sorbonne. Tendo em vista o curso de Medicina. Com o tempo, deixa de freqüentar algumas aulas no famoso colégio de França, que estava franqueado ao público estudantil. Ao ouvir os cursos magistrais de Pierre Janet e Bérgson, sentiu que existia um estudo mais palpitante, que era a Psicologia.
Então Helena familiarizou-se com termos como “técnico de aplicação”, “tempo de aplicação” , “tempo de reação”, “desvio de padrão”, “índice de correlação” e a “motricidade”.
A não ser a nobreza, ligada ainda ao Czar Nicolau II, bem como militares, credenciados na corte, as demais camadas populares viam com maus olhos a fraqueza do monarca.
O pai foi o único a ficar, sendo promovido a general do exército russo e vindo a decair junto com exército do Czar em 1917, com o advento da Revolução Russa, e falecer anos após a Revolução.
Ainda em 1917, Helena Antipoff conheceu o escritor Victor Iretzky, com quem se casou informalmente em 1918.
Em 1919 Victor Iretzky foi preso, o que fez com que Helena tivesse grande dificuldade para criar o seu filho Daniel. Em 1922 Victor Iretzky partiu para o exílio na Alemanha, em Berlim. Helena foi ao seu encontro em novembro de 1924, vindo a ficar um ano na Alemanha e voltando a morar em Genebra em 1926, a sede de seus estudos pedagógicos psicológicos, centro mundialmente respeitado de ciências da educação. Helena Antipoff ensinou na Universidade, sendo assistente de Claparéde, e vindo a conviver com personalidades como Jean Piaget.
Na sua generosidade, com os pagamentos recebidos, remetia dinheiro ao marido, na Alemanha, frequentemente doente, à mãe em Paris e ao Pai na Rússia, até que no verso do envelope encontrou a informação de que este fora encontrado morto.
Helena Antipoff em 1928 ministrava aulas na Universidade de Genebra, quando recebeu através do Dr. Alberto Álvares da Silva, emissário do Governo do Brasil, o convite para integrar a equipe de reforma do ensino normal. Helena indicou o Prof. Leon Walter por um ano, para substituí-la na Escola de Aperfeiçoamento em Minas Gerais.
Em 1929 com o regresso de Walter, Helena partiu para o Brasil, assumindo a cadeira de Psicóloga da Escola de Aperfeiçoamento Pedagógico de Belo Horizonte (1929-1945), onde fundou o primeiro Laboratório de Psicologia do Brasil e se interessou pela criação do Museu da Criança e Estudos da Criança Brasileira.
Em 1935, conseguiu do Governador do Estado de Educação, Dr. Noraldino de Lima, a criação do Instituto Pestalozzi de Belo Horizonte.
Em 1939, adquiriu os sítios Pantana e Sumidouro, dando origem à Fazenda do Rosário, escola-granja, para os adolescentes egressos das escolas excepcionais.
Em 1946 pressentindo que o governo de Minas não lhe parecia disposto a renovar-lhe o contrato de trabalho, aceitou o convite do Ministério da Saúde, através do Dr. Gustavo Lessa, para uma experiência no Rio de Janeiro, onde Helena Antipoff foi responsável pela criação do Centro de Orientação Juvenil da Sociedade Pestalozzi do Brasil, das Oficinas Pedagógicas e das APAES.
Em 1947 Helena Antipoff iniciou sua viagem de volta à Minas Gerais, vindo a encontrar com o Governador do Estado, que estava interessado numa reforma educacional, vindo a surgir os primeiros entendimentos sobre os Cursos de Treinamento de Professores Rurais e de uma Escola Normal Rural, na Fazenda do Rosário, que aconteceu em 1948 e 1949.
Em 1955, realizou mais uma etapa de seus sonhos, inaugurando o Instituto Superior de Educação Rural – ISER, com objetivo de formação de professores para as Escolas Normais Rurais e à pesquisa científica que evoluiu para a técnica de psico-diagnóstico de sua própria autoria no Laboratório de Psicologia Edouard Claparéde.
Em 1969 criou a Associação Comunitária do Rosário para Desenvolvimento e Assistência ,registrada em 03/07/69.
Em 1970 o ISER se transformou em Fundação Estadual de Educação Rural Helena Antipoff, hoje Fundação Helena Antipoff.
Em 1972 Helena Antipoff criou a ADAV, preocupada com a necessidade de introduzir algo para os bem-dotados e talentosos do meio rural e suburbano.
E em 09 de agosto de 1974, Helena Antipoff, a fundadora de todas as obras da Fazenda do Rosário, adormeceu para sempre, sendo enterrada no Cemitério do Canal, em Ibirité.
Fonte: Prefeitura Municipal.
Histórico do município: O povoamento da área correspondente ao município de Ibirité remonta aos séculos XVII e XVIII quando se iniciou as primeiras entradas e bandeiras nas áreas centrais da capitania das Minas Gerais com o intuito de descobrir ouro. A corrida do ouro ocasionou o surgimento de várias cidades como Vila Rica, Mariana, Sabará, Caeté e Congonhas das Minas do Ouro cidade conhecida atualmente como Nova Lima que foi palco de grande especulação aurífera onde se empregava grande contingente de mão de obra escrava . Conseqüentemente os escravos e as pessoas que se deslocaram para estas paragens precisavam de uma provisão de víveres para se manterem, evidenciando o surgimento de fazendas especializadas no cultivo de gêneros alimentícios e criação de gado . Com o sortimento, a proliferação das fazendas surgiu os povoados, como o de Ibirité.
As terras de Ibirité foram concedidas pelo imperador através da política sesmeira desencadeada por D. José I. As cartas de sesmaria eram concedidas aos cidadãos por meio de petição requerida ao governador da capitania. As cartas de sesmaria concedidas começaram no passado, ainda nos tempos do I Império, quando o alferes português Antônio José de Freitas recebeu de D. Pedro I uma carta de sesmaria, abrangendo do alto da serra do Rola Moça à Fazenda do Pintado e do Barreiro à cachoeira de Santa Rosa, incluindo a serra da Boa Esperança, região de Vargem do Pantana. Em 02 de junho de 1890, o povoado foi elevado a distrito de Sabará, criando-se então o primeiro Conselho Distrital de Vargem do Pantana (entidade com certa autonomia de governo para administrar os distritos), presidido por José Pedro de Souza Campos e formado pelo alferes Antônio José de Freitas e por Hilário Ferreira de Freitas. Este Conselho conseguiu fundar a primeira escola da Vila e adquiriu seis alqueires de terra para servir de logradouro público, lugar onde se podiam construir moradias com licença do Conselho.
Cinco famílias deram origem a Ibirité: Ferreira, Diniz, Pinheiro, Freitas e Campos. Em 1880, foi criado o povoado da Vargem da Pantana, na freguesia de Contagem, Município de Sabará.
• Em 1890, passa a categoria de Vila, ainda pertencendo a Sabará.
• Em 1897, passou a pertencer ao Município de Santa Quitéria (Esmeraldas).
• Em 1911, passa para o Município de Contagem.
• Em 1923, tem sua denominação mudada para Ibirité, palavra indígena que significa “Terra Firme”, “Chão Duro”.
• Em 1938, passa a figurar com o nome atual de Ibirité (Decreto Lei n° 148) e como Distrito, passa para o município de Betim.
• Em 30/12/62 passa a categoria de Município (Lei n° 2764) com os distritos Sede e Sarzedo.
• Em 01/03/63, o Governador do Estado “Magalhães Pinto” nomeia um intendente municipal o Sr. Chaffir Ferreira.
• Em 30 de junho de 1963, ocorre a 1ª eleição para Prefeito […].
No ano de 1976 é criado o Distrito de Duval de Barros e em 1985 o Distrito de Mário Campos.
Em 04/01/88 através da Lei Estadual n° 9.548/88 Ibirité, passa à categoria de Comarca.
Em 1° de junho de 1990 dá-se a implantação da Comarca.
Fonte: Prefeitura Municipal.
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