Ipatinga – Igreja Nossa Senhora da Esperança
A Igreja Nossa Senhora da Esperança foi tombada pela Prefeitura Municipal de Ipatinga-MG por sua importância cultural para a cidade.
Prefeitura Municipal de Ipatinga-MG
Nome atribuído: Igreja Nossa Senhora da Esperança
Localização: Av. Castelo Branco, s/n, Bairro Horto – Ipatinga-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 1443/1981
Descrição: Primeiro templo católico construído em bairros projetados pela Usiminas, na década de 50, a área foi idealizada para abrigar o centro da cidade, hoje Bairro Horto. Situa-se no entorno da atual Praça Engenheiro Carlos Jacinto Prates e foi construída em madeiras originadas das matas locais. Guarda em seu interior imagens e objetos também em madeira e de notado valor artístico, com arquitetura que lembra os acampamentos operários do início das obras da Usina.
Originalmente a Igrejinha do Horto seria uma obra provisória, construída na localidade de Córrego de Nossa Senhora, hoje bairro Horto. Sua simplicidade rústica tem um grande significado. A fé de um povo que aqui enraizaram as suas expectativas para um mundo melhor de grandes prosperidades. Afinal aqui estava sendo construída a maior siderúrgica da América Latina. Em 25 de dezembro de 2016 foi reaberta depois de uma reforma total promovida pela Diocese de Itabira Coronel Fabriciano. O Bispo Emérito, Dom Odilon Guimarães Moreira, então Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Esperança, conduziu todo o projeto e os trabalhos de sua reconstrução.
Fonte: Prefeitura Municipal.
Descrição: A construção da Igreja Nossa Senhora da Esperança fora pensada originalmente como uma obra provisória, iniciada pelos operários que trabalhavam na locação da Usiminas em 13 de dezembro de 1959, com objetivo de celebrarem o Natal. Utilizando-se madeira das matas nativas que circundavam a região e pouca alvenaria, o templo foi elevado em 12 dias e inaugurado em 25 de dezembro. Sua estrutura original empregava jatobá e angelim-pedra. Foi erguida em meio a um dos primeiros alojamentos da chamada Vila Operária, projetada a pedido da Usiminas para servir de abrigo aos funcionários.
No ano seguinte, em 15 de agosto de 1960, houve a criação da Paróquia Nossa Senhora da Esperança pelo então arcebispo de Mariana Dom Helvécio Gomes de Oliveira, configurando-se como primeira paróquia do então distrito de Ipatinga, pertencente a Coronel Fabriciano. Seu primeiro pároco, padre Avelino Marques, foi o responsável pela celebração das missas e atividades paroquiais durante os primeiros anos do templo e da circunscrição. Em frente à igreja existiu um cinema, que mais tarde cedeu espaço à Praça Engenheiro Carlos Jacinto Prates. O decreto nº 1.443, de 30 de dezembro de 1981, promulgou o tombamento da edificação como patrimônio cultural municipal.
Apesar de reformas menores ao longo do tempo, a deterioração das madeiras e sua corrosão por cupins levaram à interdição do templo em julho de 2015, quando a estrutura foi escorada e as celebrações transferidas para o salão paroquial. A igreja começou a ser desmontada em janeiro de 2016, com incerteza do destino de sua restauração, no entanto doações dos fiéis da paróquia com auxílio de um aporte da prefeitura destinado à preservação do patrimônio cultural municipal garantiram sua continuidade. A estrutura de madeira foi retirada e substituída, incluindo esteio e piso, de modo que foram mantidas as características originais. Sua reinauguração ocorreu em missa celebrada pelo bispo de Itabira-Fabriciano Dom Marco Aurélio Gubiotti no dia 25 de dezembro de 2016, data que também remonta aos 57 anos da primeira missa realizada na edificação.
Em seu interior, o altar-mor, a mesa da comunhão e a pia batismal foram produzidos em madeira, além da imagem da padroeira Nossa Senhora da Esperança, feita em peroba. Das paredes, apenas a fachada principal e a parede posterior são de alvenaria e foram preservadas pela restauração de 2016. Atrás do altar, está localizado um tronco de uma árvore com as raízes posicionadas para o alto, que teria sido retirado do local onde foi construído o primeiro alto-forno da Usiminas. As raízes voltadas para o teto seriam uma alusão ao fato de Deus conceber a “seiva verdadeira”, como uma graça vinda Dele.
Fonte: Wikipedia.
A pré-história do município: Entre os séculos XVI e XVII, entradistas seguiam pela região à procura de ouro e materiais de valor. A descoberta de ouro na região central de Minas Gerais fez com que vilas e povoados crescessem em locais que até então eram habitados apenas pelos índios Botocudos. Pouco tempo depois, a Coroa portuguesa proibiu o povoamento da região do Vale do Rio Doce, para evitar o contrabando de materiais preciosos. Na segunda metade do século XVIII, Antônio Noronha ordenou a construção de uma estrada ao leste da capitania, justificando que havia ouro a ser extraído. A estrada foi concluída pouco tempo depois.
Os primeiros civilizados a chegarem até a região de Ipatinga e o atual Vale do Aço vieram em 1752, de Sant’Ana do Alfié, pela Serra da Vista Alegre. Atravessando o rio Piracicaba, abriram em sua margem esquerda uma posse no lugar depois conhecido por Sítio Velho, nas cercanias da atual Usiminas.
No início do século XX, as principais atividades econômicas eram a agricultura de subsistência e a pecuária. No ano de 1901, com a criação da Estrada de Ferro Vitória-Minas – EFVM, o engenheiro Pedro Nolasco foi contratado para planejar uma estrada margeando o rio Doce, que fosse desde o Porto de Vitória até a cidade de Diamantina. Sete anos mais tarde, um estudo comprova o alto teor de ferro nas jazidas de minério de Itabira. O interesse internacional dos ingleses muda o projeto original da ferrovia, para facilitar o escoamento da produção para o Porto de Vitória, pelo qual seria levada em direção à Europa.
Fonte: Prefeitura Municipal.
BEM TOMBADO PERTENCENTE AO ACERVO:
Ipatinga – Imagem de Nossa Senhora da Esperança
FOTOS:
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MAIS INFORMAÇÕES:
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