Itabirito – Museu do Ferro
O Museu do Ferro foi tombado pela Prefeitura Municipal de Itabirito-MG por sua importância cultural para a cidade.
Prefeitura Municipal de Itabirito-MG
Nome atribuído: Museu do Ferro (atual sede do Coral Canarinhos de Itabirito)
Localização: R. Matozinhos, n° 181 – Itabirito-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 1716/1992 – Decreto n° 7694/2006
Uso Atual: Coral Canarinhos de Itabirito
Descrição: Fundada em 06 de setembro de 1973 pelo então vigário da Paróquia de Nossa Senhora da Boa Viagem em Itabirito, Padre Francisco Xavier Gomes. Em 1974, através de apresentação na televisão o coral foi convidado a participar da Federação Nacional dos Meninos Cantores do Brasil, filiando-se logo em seguida. Hoje, está em sua sede própria que é o antigo Museu do Ferro e a senzala, casarão do sec. XIII tombado pelo Patrimônio Histórico Municipal e cedido pela Prefeitura Municipal de Itabirito à essa entidade. O coral possui atualmente mais de 250 componentes entre jovens e crianças. A admissão dos cantores é a partir de teste de teoria musical e técnica vocal. O coral possui também um grupo paralelo de flautistas chamados “Menestréis”, estes participam de aula de teoria musical, técnica vocal. O coral oferece aula de violão, flauta, tem aulas só para solistas e musicalização. Os Canarinhos de Itabirito têm suas atividades concentradas na liturgia católica. É um coro de vozes mistas. Desde 1976 o coral é filiado à Federação dos Meninos Cantores, uma das mais respeitadas do país e do mundo. Durante todos esses anos, o Coral vem divulgando o talento artístico dos jovens itabiritense com apresentações locais e cidades dos outros estados. Ainda dentro do Coral Canarinhos, há subgrupos: • Quarteto Sons da Terra, criado em 2003, formado por componentes do coral, possui um repertório variado. • Grupo de Flautas Doce Menestréis, grupo composto por 20 jovens que, com flautas integra as atividades do coral Canarinhos. • Pequenos Canarinhos, grupo formado apenas por crianças. • Camerata de Cordas Padre Xavier , possui 16 componentes, sendo seus instrumentos: violino, viola e violoncelo.
Fonte: Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais.
Histórico do município: No fim do século 17, as descobertas de ouro nas imediações de Sabará e Ouro Preto provocaram um grande deslocamento de pessoas para a região central de Minas Gerais. Colonos e imigrantes de vários lugares começaram a povoar as terras que, em pouco tempo, transformaram-se em arraiais, freguesias e vilas.
Segundo o historiador mineiro Augusto de Lima Júnior, a chegada do Capitão-mor Luiz de Figueiredo Monterroio e de Francisco Homem Del Rey à região do Pico de Itaubyra (atual Pico de Itabirito), em 1709, deu início aos primeiros núcleos fixos de habitantes e a intensificação da extração de ouro no atual distrito-sede de Itabirito. As minas de Cata Branca e Córrego Seco, situadas na localidade de Arêdes, são parte deste período.
Inspirados pela imagem de Nossa Senhora presente no retábulo retirado da Nau do Capitão-mor, os habitantes começaram a denominar a localidade como Arraial de Nossa Senhora da Boa Viagem de Itaubyra do Rio de Janeiro. Na parte alta dessa localidade, foi construída a Ermida de Nossa Senhora da Boa Viagem que, posteriormente, tornou-se uma capela curada. Em 1745, devido ao crescimento da população, o arraial foi elevado à categoria de freguesia, passando a ser denominado como Itabira do Campo, e a capela transformada em matriz.
A economia de Itabira do Campo, apesar da crise econômica provocada pela diminuição do ouro em Minas Gerais a partir de 1760, continuou sendo alimentada pelos trabalhos de extrações auríferas e pelas atividades agrícolas e pecuárias. Na Mina de Cata Branca, por exemplo, a empresa inglesa The Brasilian Company Ltda estruturou um dos principais processos tecnológicos de mineração subterrânea existentes no Brasil durante a primeira metade do século XIX. No entanto, o desabamento dessa mina, em 1844, e os maus rendimentos de outras lavras colaboraram para que a crise econômica aumentasse os seus efeitos na freguesia de Itabira do Campo.
Esse cenário arrastou-se até a década de 1880, quando as instalações dos trilhos da Estrada de Ferro Dom Pedro II e a abertura de empresas nos ramos da siderurgia, tecidos e couro acarretaram no crescimento da população, que passou a modificar a feição da freguesia. A antiga paisagem colonial começou a ser substituída pela paisagem industrial. Esse desenvolvimento tornou a base de sustentação para os desejos de emancipação municipal. Em 7 de setembro de 1923, nascia a cidade de Itabirito que, em tupi guarani, significa “pedra que risca vermelho”.
Fonte: Prefeitura Municipal.
FOTOS:
- Imagem: Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais
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Gostaria de ter informações sobre a inauguração do Museu do Ferro nos anos 1960