Itaúna – Gruta Nossa Senhora de Itaúna
A Gruta Nossa Senhora de Itaúna foi tombada pela Prefeitura Municipal de Itaúna-MG por sua importância cultural para a cidade.
Prefeitura Municipal de Itaverava-MG
CODEMPACE – Conselho Deliberativo Municipal do Patrimônio Cultural, Artístico e Ecológico de Itaúna
Nome atribuído: Gruta Nossa Senhora de Itaúna (1,5 ha)
Localização: R. Sesóstes Milagre, s/n – Bairro de Lourdes – Itaúna-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 4.664/2005
Descrição: Logradouro aprazível, recanto de paz e tranqüilidade, símbolo da fé dos itaunenses, onde a Virgem Santíssima apareceu a personagens de Itaúna. Um dos videntes, Ovídio Alves de Souza, falecido, homem muito sério e respeitado, farmacêutico responsável, deu credibilidade ao acontecimento, hoje, ponto obrigatório de oração e cumprimento de promessas por quantos pisam o solo sagrado daquele santo ambiente. O Bispo José Belvino autorizou a confecção da imagem da santa, desenhada pelo artista plástico itaunense Antônio Avimar Menezes, de acordo com a descrição do Dr. Ovídio Alves de Souza. E no dia 27 de julho de 2002, quando foram completados 47 anos da primeira aparição, foi feita a entronização da imagem na Gruta. A Gruta está localizada à rua Sesóstres Milagres, s/n, no bairro de Lourdes e fica a aproximadamente 1,5 km do centro da cidade.
Fonte: Prefeitura Municipal.
Histórico do município: Três portugueses, solteiros, jovens, sócios, tornaram-se donos de “datas” de mineração no ribeirão das Lavrinhas, hoje córrego do Paiol, na região de Jacuba: Tomás Teixeira, Manoel Neto de Melo e o sargento-mor Gabriel da Silva Pereira. Este último, oficial de maior patente da região, o verdadeiro fundador da cidade, abriu a primeira “picada”, a partir de Bonfim até Pitangui, ao longo do rio São João, no princípio pela margem direita. Ao passar para a margem esquerda, na “passagem do Rio São João”, aí iniciou uma povoação. O sargentomor Gabriel da Silva Pereira, dono de muitos escravos e sesmeiro, ao tempo de solteiro, teve uma filha bastarda, a mulata Francisca da Silva Pereira, que se casou com o posseiro português, Manoel Pinto de Madureira, o velho. Este, antes do casamento já pai bastardo também de um filho homônimo, Manoel Pinto de Madureira, o moço. Seguindo a tradição, o noivo recebeu do sogro dote em terras. Donos de bom patrimônio e já estabelecidos na região há anos, Gabriel e Tomás resolveram casar e o fizeram em 12 de agosto de 1739, em cerimônia realizada na capela de São Francisco Xavier, em Cachoeira do Campo, a que pertenciam como fregueses. Gabriel construiu um oratório, no alto do morro, a pedido de sua esposa Florência Cardoso de Camargo e das esposas de seus sócios: Ana Maria Cardoso de Camargo esposa de Tomás Teixeira e Maria de Jesus Camargo, esposa de Manoel Neto de Melo. Famílias muito católicas, as três irmãs, filhas de João Lopes de Camargo, fundador de Ouro Preto, não admitiam morar em local onde não pudessem cumprir seus deveres religiosos.
Em 1750, na “passagem do São João” já havia uns 100 moradores entre portugueses, seus descendentes e escravos. Manoel Pinto de Madureira, que aqui residia, requereu, a pedido dos demais moradores, também signatários do documento, ao primeiro bispo de Minas Gerais, Dom Frei Manoel da Cruz, uma provisão para construir uma capela nos terrenos de sua propriedade, obtidos através do dote. O despacho favorável exigia que a capela fosse construída no mesmo lugar do oratório. Somente em 1765 a capela ficou pronta, tendo como padroeira a Senhora de Santana. A partir de então, a comunidade ficou conhecida como “povoação nova de Santana do São João Acima”.
Custódio Coelho Duarte, português, casou-se com sua prima Angélica Nogueira Duarte. O pai desta, João Nogueira Duarte, casou-se com Clara Maria Assunção. Uma filha de Custódio e de Angélica, Umbelina Nogueira Duarte, casou-se com Manoel Ribeiro de Camargos, dando origem aos Nogueira, Nogueira Machado e Soares Nogueira. Manoel Nogueira Penido, casado com Luiza Rodrigues de Sousa, da “Vila dos Penidos”, em Portugal, é o responsável pelos Nogueira Penido de Itaúna. Manoel Ribeiro de Camargos era filho do português Antônio Ribeiro da Silva, fundador do povoado “Ribeiros” em Carmo do Cajuru, genro de Tomás Teixeira, um dos fundadores de Itaúna. O sargento-mor Gabriel da Silva Pereira, por sua vez, através das filhas Maria Josefa de Camargos e Isabel Rosa de Camargos, deu origem à família dos Camargos que, com a dos Nogueira, responde pelo pioneirismo nas terras de Santana. Sabe-se que três irmãos da família Gonçalves da Guia, João, Joaquim e Antônio, vieram para essa região. Antônio Gonçalves da Guia que aqui já residia com sua mulher, Marcelina Maria Martins teve uma filha, Maria Francisca Gonçalves, que se casou com Manoel Pereira da Silva. O neto do pioneiro Antônio Gonçalves da Guia, Manoel Pereira da Silva, casou-se com Herculana Petronila Assunção, dando origem à família Herculano, de Itaúna.
Outro português, nascido em 1730, Salvador Fernandes do Rego, foi personagem ilustre e de grande prestígio na época. Casou-se duas vezes A primeira com Francisca Maria da Silva e, a segunda com Francisca Maria de Morais. Do primeiro casamento nasceram 12 filhos e do segundo, apenas dois. Do primeiro, a filha Ana Fernandes da Silva casou-se com João Gonçalves da Guia, irmão do português Antônio Gonçalves da Guia que o historiador João Dornas Filho acreditou ser o primeiro povoador de Itaúna. Também do primeiro casamento, através de Maria Fernandes da Silva, é ancestral da família Calambau. Outra enorme família dos primeiros tempos é a Faria, descendente do primeiro Juiz Ordinário de Pitangui, Miguel de Faria Sodré, que se casou com Verônica Dias Leite Ferraz. Misturaram-se com os Marinho e os Santos, descendentes do luso Antônio Francisco dos Santos Maia.
Fonte: Dados Básicos: Pesquisa documental feita por Guaracy de Castro Nogueira, no acervo da Biblioteca da Fundação Maria de Castro.
Fonte: Prefeitura Municipal.
BEM TOMBADO RELACIONADO:
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