Ituiutaba – Praça Cônego Ângelo
A Praça Cônego Ângelo foi tombada pela Prefeitura Municipal de Ituiutaba-MG por sua importância cultural para a cidade.
Prefeitura Municipal de Ituiutaba-MG
Nome atribuído: Praça Cônego Ângelo (14,1 ha)
Localização: Av. 9, esquina com R. Vinte e Vinte e Dois – Centro – Ituiutaba-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 5778/2006
Inventário
Descrição: No início do século 20, existia na Vila Platina – hoje Ituiutaba – uma vasta área de terreno, que era chamado de Largo. O comprimento deste largo era delimitado pelas Ruas 20, 22, 11 e 9. Lá existia um chafariz de bronze localizado no centro, que servia de bebedouro para os animais soltos na rua. Era todo trabalhado, imitando uma enorme taça, encimado por artística imitação de um abacaxi. Sabe-se que este objeto histórico desapareceu misteriosamente. Em 1905, jovens idealistas liderados por Tito Teixeira construíram um belo jardim neste largo – o primeiro jardim público – que é a atual Praça Cônego Ângelo. O jardim tinha início na atual Avenida nove e terminava próximo de um grande cruzeiro no largo da Matriz, esta localizada na ponta do largo defronte à Avenida sete. Era cercado por um grosso arame liso perpassado em postes lavrados e pintados, com portão em todas as laterais, e somente era aberto ao público em domingos e dias santos. Nessas datas as famílias podiam desfrutar e
apreciar os canteiros com flores, as palmeiras exóticas, como também os cedros, bálsamos, jasmins e magnólias. Já com o arruamento simetricamente traçado, encascalhado e coberto de areia branca, as pessoas podiam se sentar nos bancos de aroeira com pés de ferro e escutar músicas em voga na época, vindas do coreto de dois
pavimentos construído numa praça oval dentro do largo, embelezada com flores de cores variadas. Com o crescimento da cidade a cerca foi retirada, e o progresso a chegar, trazendo consigo atrativos que dispersavam as pessoas de passar o tempo no largo. Em 1922, dois babaçus sertanejos foram plantados por ocasião do centenário da Independência em sete de Setembro de 1922, um pelo Juiz Dr. Newton Ribeiro da Luz e o outro pelo agente executivo Sr. Antônio Domingues Franco. Na década de 40 o jardim foi desfigurado, e as árvores cortadas pela administração pública, com a finalidade de se construir outro jardim no lugar. Porém, isto não aconteceu. Apenas algumas espécies vegetais sobreviveram: o babaçu e a guariroba, que permanecem até os dias atuais. Já na primeira gestão do Prefeito David Ribeiro Gouveia (1954/1958) no local onde havia o jardim foi construído a atual Prefeitura e Câmara Municipal em frente à Rua nove, e à pequena praça do fórum. Em 1963, na gestão do Prefeito José Arcênio de Paula, foi elaborado o projeto da Praça Cônego Ângelo pelo arquiteto João Jorge Coury. Como José Arcênio foi destituído com o Golpe Militar, seu sucessor, o Prefeito Geraldo Gouveia Franco, com a gestão de 1964-1967, executou o projeto em 1965. O nome da Praça Cônego Ângelo Tardio Bruno – se deve a uma homenagem a este benfeitor religioso, que chegou à cidade de Ituiutaba em 1883 quando a cidade era apenas um arraial. Juntamente com o Engenheiro João Gomes Pinheiro, eles fizeram o traçado das ruas, construíram as primeiras casas, pontes e cultivaram a terra. Dessa forma, além de condutor de almas, foi político, engenheiro e juiz, propiciando o desenvolvimento da Vila Platina.
Fonte: Prefeitura Municipal.
Histórico do município: Ituiutaba é uma fusão de vocábulos tupis que significa ‘povoação do rio Tijuco’. Os primitivos habitantes do município eram ameríndios, pertencentes ao grupo Gê, também chamados caiapós. Uma das tribos que deixaram fama na região foi a dos panariás, muito bem estudada por Alexandre Barbosa, de Uberaba. Por fim ela foi aldeada na atual povoação de São Francisco de Sales, às margens do Rio Grande, no vizinho município de Campina Verde.
Os panariás – assinala o historiador Edelweis Teixeira – deixaram seus vestígios à margem dos rios Tijuco e Prata, além de igaçabas funerárias, aqui e acolá. Praticamente, não houve luta entre os ameríndios e o invasor branco, pois os silvícolas, tão logo verificaram a superioridade de armas dos desbravadores, ou se submeteram e foram agrupados na aldeia de São Francisco de Sales, ou foram expulsos para Goiás e Mato Grosso. As principais artérias de penetração na zona de ltuiutaba foram os rios Prata e Tijuco, principalmente o primeiro. Segundo Dr. Edelweis Teixeira, de Desemboque partiram várias expedições com o objetivo de descortinar e conhecer a região entre os rios Grande e Paranaíba.
Fonte: IBGE.
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