Jaboticatubas – Parque Nacional Serra do Cipó e Entorno
O Parque Nacional Serra do Cipó foi tombado pela Prefeitura Municipal de Jaboticatubas-MG por sua importância cultural para a cidade.
Prefeitura Municipal de Jaboticatubas-MG
Nome atribuído: Parque Nacional Serra do Cipó ( 20.764 ha)
Localização: Rod. MG – 10, próximo ao KM 94 – Jaboticatubas-MG
Decreto de Tombamento: Lei Orgânica Mun. de 10/08/1990
Prefeitura Municipal de Jaboticatubas-MG
Nome atribuído: Áreas do Entorno do Parque Nacional da Serra do Cipó
Localização: Jaboticatubas-MG
Decreto de Tombamento: Lei Orgânica Mun. de 10/08/1990
Descrição: Com a missão e o poder de definir o destino de toda essa exuberância, em setembro de 1984, foi criado nos municípios de Jaboticatubas, Santana do Riacho, Morro do Pilar e Itambé do Mato Dentro o Parque Nacional da Serra do Cipó, com uma área total de 33.800 hectares, com o principal objetivo de preservar toda esta riqueza natural.
A unidade protege hoje diversas espécies da flora e da fauna brasileiras ameaçadas de extinção, ambientes únicos e paisagens que enchem dos olhos daqueles que testemunham suas belezas.
O título de “Jardim do Brasil” dado pelo paisagista Burle Marx à Serra do Cipó, em 1950, faz jus a um dos conjuntos naturais mais exuberantes do planeta. A região encanta há séculos viajantes, naturalistas, os atuais turistas e seus moradores, que a redescobrem cotidianamente e tomam consciência de sua singularidade.
A topografia acidentada e a grande quantidade de nascentes formam diversos rios, cachoeiras, cânions e cavernas de excepcional beleza natural. Com altitudes que variam entre 700 e 1.670 metros de altitude, a Serra do Cipó localiza-se na porção sul da Serra do Espinhaço, importante divisor de duas grandes bacias hidrográficas brasileiras: a do São Francisco e a do Rio Doce.
Nenhum atributo caracteriza melhor a Serra do Cipó do que a sua diversidade, que começa em sua geologia com uma grande variedade de rochas-calcárias, quartzitos, granitos e variedades de solos.
O relevo acidentado oferece tantos caminhos aos córregos que brotam de todo lugar, culminando nas diferenças climáticas entre as vertentes a leste e a oeste. Toda esta base posta à disposição da evolução culminou em uma das floras mais diversas do planeta, com um altíssimo grau de endemismo, um dos maiores do mundo, e com mais de 1.700 espécies já registradas.
Surpreende também, em meio à diversidade, é a similaridade das formas entre muitas espécies – algumas por terem alcançado uma mesma solução evolutiva para os desafios do ambiente, outras revelando o tempo ainda recente de separação entre espécies.
Tal paisagem é habitada por uma fauna também muito rica, com destaque para os insetos, uma enorme riqueza ainda por conhecer, por dezenas de anfíbios que desfrutam da infinidade de poças, nascentes e córregos; além de pássaros, mamíferos, répteis e uma imensidão de outras formas que convivem em um ambiente montanhoso originado com o soerguimento da Cadeia do Espinhaço há centenas de milhões de anos.
A espécie humana, uma das últimas a chegar à região, há 10 mil anos, desenvolveu aqui diversas atividades, principiando com a caça e coleta realizada pelos contemporâneos de Luzia ainda nos idos da pré-história.
Os tupi-guarani também aqui estiveram, deixando marcas de sua presença por meio de sepultamentos encontrados em sítios arqueológicos. A agricultura e a pecuária foram as principais atividades econômicas na região a partir da instalação de fazendas no sec. XVIII. Estas atividades continuam sendo realizadas na região, porém perderam espaço para o turismo nas últimas décadas.
Fonte: ICMBio.
Histórico do município: A Cidade de Jaboticatubas teve origem nas sesmarias. No século XVIII, Félix da Costa, Ermitão da Caridade, iniciou as obras de construção do mosteiro de Macaúbas e na busca ansiosa de recursos, deparou com terras de aparência fértil e agradável ?na barra do Jaboticatubas, Rio das Velhas abaixo?. Surgiu-lhe a idéia de conseguir posse daquela região, a qual seria colonizada para o sustento das recolhidas. Assim, de 1.716 a 1.750, a glebas foram sendo adquiridas através de Cartas de Sesmarias e incorporadas ao Mosteiro, que conseguiu a posse legalizada da região em 1.791, pela Rainha D. Maria, de Portugal.
Para dar continuidade às obras e manter as recolhidas, o Mosteiro negociou partes das terras, surgindo, então, as primeiras fazendas de gado.
Em 1.753, o Capitão Manuel Gomes da Mota, proprietário da Fazenda do Ribeirão, mandou erigir uma Capela dedicada à Imaculada Conceição, onde aos poucos, foi se formando um povoado, núcleo da atual Cidade.
Com a morte do Capitão Manuel Gomes da Mota, a Fazenda do Ribeirão passou às mãos de Antônio Raposo de Oliveira, quando foi criado o Curato do Ribeirão do Raposo em 1.841.
O Curato foi elevado à condição de freguesia pela Lei nº 912 de 04 de junho de 1.858, sob a jurisdição da Paróquia de Taquaraçu de Cima, pertencendo a Caeté. No ano seguinte, foi instalada a paróquia pelo Cônego Domingos Borges de Araújo.
Em 1.860, chegou à freguesia um filho da terra, recém-ordenado, o Revmo Padre Messias Marques Afonso, que providenciou, além da reforma da antiga Capela de Nossa Senhora da Conceição, a construção da Capela de Nossa Senhora do Rosário e de Nossa Senhora das Dores. Por sua incansável atividade com vistas ao desenvolvimento da Cidade, costuma-se, com justa razão, considerar o Padre Messias como sendo o verdadeiro fundador de Jaboticatubas.
A freguesia foi desmembrada de Caeté em 1.878 e passou a Distrito do Ribeirão de Jaboticatubas, jurisdicionado a Santa Luzia, pela Lei nº 2.485, de 8 de novembro.
Enfim, no ano de 1.938, já com o território desmembrado de Santa Luzia, o Município de Jaboticatubas foi criado pela Lei nº 148, de 17 de dezembro, compreendendo os Distritos da Sede, Baldim e Riacho Fundo, os dois últimos emancipados em 1.948 e 1.962, respectivamente.
Fonte: IBGE.
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