Jacutinga – Poverelo São Francisco de Assis
O Poverelo São Francisco de Assis mstra Francisco com roupa remendada, falando com os pássaros, os peixes e o lobo. Foi construído em 1979 pelo Monsenhor Vieira.
Prefeitura Municipal de Jacutinga-MG
Nome atribuído: Poverelo São Francisco de Assis
Localização: Rua dos Expedicionários, s/n – Jacutinga-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 255/2007
Descrição: Mostra Francisco com roupa remendada, falando com os pássaros, os peixes e o lobo. Foi construído em 1979 pelo Monsenhor Vieira, ou Cônego Vieira, e seus azulejos pintados foram feitos no antigo forno de cerâmica da casa da criança de Jacutinga. O painel fica na rua em frente a Escola Estadual Júlio Brandão. Em 1979 a Campanha da Fraternidade propôs como tema a ECOLOGIA, isto é, respeito ao que é de todos, o amor a natureza criada por Deus para o bem de todos. Diante das escolas foi feito um grande quadro negro com uma lição com uma figura do Poverello de Assis, o Pobrezinho de Assis, que amou Deus na natureza e a natureza no Criador. O quadro em azulejo representa o que foi pintado por um renomado artista brasileiro POTY, ou Napoleon Potiguara Lazzarotto que conta com vários trabalhos em vários museus do mundo.
Fonte: Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais.
Histórico do município: Já vão longe os tempos em que o capitão português Antonio Correia de Abranches Bizarro, natural de Sabugosa, participando do desbravamento de Jacutinga, tomou posse de terras em diversos pontos de nosso território, na divisa com Ouro Fino. Aliás, menciona-se que, bem antes da abertura de picadas, o povoamento já se iniciara pela vias naturais, os rios, sobretudo o rio Mogi, denominado na região Mogi Abaixo. Tambémo ribeirão de São Paulo (ao norte) e o rio Eleutério (ao sul) contribuíram para isso.
Relata-se que, por volta de 1.805, o povoamento já atingira as margens do Eleutério. Em 1.803, pelo que se diz, já havia moradores no Sitio Forquilha.
Entre os antigos povoadores de Jacutinga é citado Antonio Pessoa de Lemos, natural de Sabará, estabelecido com fazenda na barra do Ribeirão de São Paulo. Suas terras, englobavam a área onde hoje se situa Jacutinga. Ao falecer, a 12 de agosto de 1.811, deixou testamento e foi sepultado na Matriz de Ouro Fino.
Em razão de permuta feita por seus herdeiros, a fazenda passou a pertencer ao capitão Antonio Correia de Abranches Bizarro, que aumentou com posses feitas nos morros da Capetinga e da Baleia.
Depois, em 18 de agosto de 1.817, a propriedade foi vendida, através de escritura particular lavrada na barra do São Pedro, a José Francisco Fernandes, que viera de Pouso Alegre com sua família. Revela Orville Derby que o capitão Abranches Bizarro também tomou posse de terras na paragen denominada Poço Fundo, terras que vendeu a 16 de março de 1.826.
De acordo com a tradição, o mais antigo proprietário da fazenda do Poço Fundo foi o Cel. Emídio de Paiva Bueno, sendo admissível que a tenha adquirido do capitão Bizarro na data mencionada.
Mudou-se para a propriedade, tendo, segundo Orville Derby, exercido influência nas questões de limites que se seguiram. Com o passar do tempo, aumentando a população do bairro Mogi Abaixo, tornou-se necessário erigir uma capela, soba invocação de Santo Antonio. Encaminhou-se uma representação nesse sentido à Cúria Diocesana de São Paulo, representação encabeçada por José Francisco Fernandes. O bispo diocesano, Dom Manoel Joaquim Gonçalves de Andrade, autorizou a ereção da capela. Entretanto, talvez devido a uma demanda entre José Francisco Fernandes e Manuel Carlos da Motta Bastos, seguida do falecimento do primeiro, a 21 de junho de 1.841, e de sua mulher, dona Joaquina Esmérica Ribeiro, a 3 de maio de 1.845, nada se fez ao longo de dez anos. Mas José Francisco Fernandes e sua mulher deixaram terras doadas para o patrimônio da capela. A localidade junto à qual se ergueria esta tomaria o nome de Ribeirão de Jacutinga.
Em agosto de 1.845 estava a capela edificada, tendo como zelador o capitão Emídio de Paiva Bueno. Jacutinga foi elevada a freguesia em 1.871, e, a vila e município em 1901.
Fonte: IBGE.
FOTOS:
- Imagem: Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais
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