Januária – Casa da Memória do Vale do São Francisco


Imagem: Google Street View

A Casa da Memória do Vale do São Francisco foi tombada pela Prefeitura Municipal de Januária-MG por sua importância cultural para a cidade.

Prefeitura Municipal de Japaraíba-MG
Nome atribuído: Casa da Memória do Vale do São Francisco
Outros Nomes: Casa do Artesão, Antigo Fórum e Cadeia
Localização: Praça Artur Bernardes, nº 22 – Januária-MG
Decreto de Tombamento: I. I de 28/08/1998

Descrição: Seus trabalhos são realizados retratando a vida do povo barranqueiro, as belezas da fauna e da flora do cerrado semiárido januarense, e também o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, suas telas são de encher os olhos e o coração de quem as vê.
Aulas de artes; Ateliê para produção; Comercialização das telas; Aulas de músicas; Pequenos eventos culturais, como: Recitais poéticos, lançamento de livros, shows e documentários.
Fonte: Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais.

Descrição: A Casa da Memória, edificada em 1910, possui estilo eclético. O edifício é de dois pavimentos e na fachada principal tem uma porta central e duas janelas de verga reta, encimadas por sobreverga ornamentada ora em forma de estrela, ora de forma quadrada. A palavra FORUM encontra-se inscrita acima da porta. No interior, as portas das salas são de grades de celas, grandes e pesadas. O Prédio foi restaurado pelo IEPHA em 1985.
A Casa da Memória foi criada como entidade cultural, em 1981. Um ano depois, passa também a desenvolver um trabalho de pesquisa no campo geográfico, histórico, artesanal e folclórico do município de Januária. A casa possui biblioteca; salas para cursos de violão, piano, violino, costura, prendas domésticas e artesanato, uma fabriqueta de licores extraídos do pequi de jenipapo e do coquinho cabeçudo; sala de reuniões e apresentação; museu de peças de vestuário religioso, dados e documentos da história municipal, cama de 1915, genuflexório, filtro de pedra, fotos de grutas, etc.
A Casa da Memória mantém o Coral Raul Albernaz, organiza concursos que envolvem e estimulam a cultura local, como o Concurso de Lapinhas (presépios); Rústica da Pátria, oferece apoio na organização da Semana da Cidade e participa da programação de atividades no Museu Fluvial – Benjamin Guimarães.
Fonte: Câmara Municipal.

Histórico do município: Reza a tradição local que, em 1761, andando Manuel de Borba Gato, genro de Fernão Dias, em fuga pelos sertões do São Francisco, após o incidente que resultou na morte de D. Henrique de Castel Branco, castelhano de nascimento e emissário real, teria atingido a região onde se ergueu o município. Sobre o desenvolvimento do povoado dessa data a 1811, quando foi declarado distrito, pouco se sabe. Com relação ao topônimo atual, a tradição guarda a lenda de que ele se teria originado do nome de uma senhora Januária, em cuja casa os aventureiros da região aprazavam encontros. O nome dessa estalajadeira se teria estendido a todo o povoado; estudiosos, no entanto, afirmam ter sido o topônimo dado em homenagem à filha de D. Pedro I, princesa Januária.
Fonte: IBGE.

MAIS INFORMAÇÕES:
Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais
Câmara Municipal
IBGE


Comentários

  1. A princesa Januária recebeu esse nome dado pelo pai d. Pedro I em homenagem ao Rio de Janeiro. Janeiro é o mês em homenagem ao deus Janus, que tem duas cabeças, que olham uma o passado e a outra, o futuro. Portanto Januária, feminino de Januário, é tudo que se relaciona com as coisas desse Deus.

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