Ponta Grossa – Fachada do Pavilhão do Jóquei Club


Imagem: Prefeitura Municipal

A Fachada do Pavilhão do Jóquei Club foi tombada pela Prefeitura Municipal de Ponta Grossa-PR por sua importância cultural para a cidade.

Prefeitura Municipal de Ponta Grossa – PR
COMPAC – Conselho Municipal de Patrimônio Cultural de Ponta Grossa – PR

Nome atribuído: Fachada do Pavilhão do Jóquei Club de Ponta Grossa
Localização: R. Pereira Passos, s/n – Ponta Grossa-PR
Processo: 18/2001

Descrição: A criação animal sempre fez parte do cotidiano ponta-grossense, principalmente na época em que a força animal era o mais importante meio de trabalho que a civilização explorava. No Brasil, mais ainda, pois sua base de formação- colonização- e crescimento está atrelado na utilização da tração animal (cavalos, bois) nos mais variados trabalhos e como meio de transporte, na época do tropeirismo e também na criação para fins agropecuários.

Além disso, há a participação do animal- cavalo- em manifestações folclóricas, esportivas e lazer, como as cavalhadas que é uma expressão cultural antiga oriunda da Europa. Trata-se de um duelo de cavaleiros que representam os mouros e os cristãos, onde estes vestem-se de brancos e os primeiros de vermelho, resultando sempre na vitória dos cristãos. Em Ponta Grossa, as cavalhadas eram famosas entre a população devido à animação que provocavam, aconteciam no Largo do Rosário (Praça Barão do Rio branco). Além disso, também havia as corridas de cavalos com vários locais, como nas fazendas onde fazendeiros e comerciantes eram os maiores espectadores, mas o público em geral também apreciava.

Essa vocação de muitos pontagrossenses a tudo que se relacionava à vida animal, e especialmente com a vida equina, é também a influência das grandes cidades, como Rio de Janeiro e São Paulo- que possuíam grandes hipódromos, que por sua vez eram influenciados pelo estilo inglês de corridas e exuberância social, e contribuíram para a criação do jóquei Club de Ponta Grossa.

O Jóquei Club de Ponta grossa foi fundado em 1927 por pessoas de destaque social na cidade, uma vez que faziam parte do cenário industrial e agrícola que desfrutavam de crescimento, dentre as quais estão Osian Madureira, Theodoro Pinheiro Machado, Rodolpho Carlos Osternack, Christiano Justus Jr, José Azevedo Machado e outros.

Mas o Prado destinado a corrida de cavalos foi criado em 1890 sendo seu principal idealizador Augusto Lustosa Ribas que tinha o propósito de criar um espaço para diversão popular e para desenvolver a criação e seleção de raça cavalar, destacando nessa empreitada os nomes de Vicente Machado, Manoel Bittencourt e Ernesto Villela.

O terreno ocupado pelo Prado fazia parte de uma chácara que pertencia à família Neves (franceses) e que foi vendida a Jacob Nadal (italiano) onde eram cultivados vários produtos, principalmente frutas. Mais tarde, esta como outras chácaras da região foram divididas em terrenos para serem vendidas a particularidades, e assim dando origem às diversas vilas e núcleos residenciais que compõem o bairro de Uvaranas.

Essa iniciativa teve impacto positivo tanto no que se relacionava ao esporte- hípico ou das rédeas- e a criação equina como no desenvolvimento da região, valorizando os terrenos e vilas que foram se formando, principalmente as que tinham proximidade com o Prado.

Após a criação do Jóquei Club, em que os sócios também eram acionistas, o público que frequentava-o era na maioria pertencentes ás classes mais abastadas economicamente, e isso era percebido nas décadas de 40 e 50 que seus frequentadores exibiam trajes de gala não só nas corridas mas em comemorações como o aniversário da cidade e os Grandes Prêmios, os quais tinham repercussão nacional, vindo pessoas de vários lugares.

Muitos fazendeiros e comerciantes de Ponta grossa e região, como Christiano Justus e Rodolpho Osternack além de participarem várias vezes da diretoria também tinham animais de corridas que disputavam em corridas simples e nos grandes Prêmios e muitas vezes venciam.

Aos poucos as benfeitorias. Foram sendo construídas para aumentar as funções do Jóquei Club, tais como: construção de uma casa de alvenaria para a venda de pontos, quatro grupos de cocheiras com 38 boxes, calçadas de tijolos, uma guarita, abertura de dois portais em frente ao hipódromo, 14 estações para partida e colocação de 50 vidros no pavilhão, que foram construídas entre os anos de 1941 a 1950. Também foi criado no Jóquei serviços de leilão de animais, tratamento dos animais que participavam dos eventos.

Assim fica nítida a importância do Jóquei Club de Ponta Grossa no contexto social, uma vez que fez ligação entre Ponta Grossa e o que acontecia no mundo em ternos de costumes e modas, o que leva a classificar seu tombamento como relevante para a região.
Pesquisadora: Jaez Carla Scariotte.
Supervisora: Isolde Maria Waldmann.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Histórico do município: Conta-nos a tradição, que os fazendeiros, se reuniram para decidir o local onde seria construída uma capela em devoção à Senhora de Sant’Ana e que também seria a sede do povoado. Como não chegavam a um acordo, pois cada um queria construí-la próximo a sua fazenda, decidiram então soltar um casal de pombos e, onde eles pousassem, ali seria construída uma capela, bem como seria a sede da Freguesia que estava nascendo.

Os pombos após voarem, pousaram em uma cruz que ficava ao lado de uma grande figueira no alto da colina. Problema resolvido, o local escolhido, todos ajudaram na construção de uma capela simples de madeira e, em sua volta a freguesia cresceu e se desenvolveu.

O povoamento: Ponta Grossa teve sua origem e seu povoamento ligado ao Caminho das Tropas. Porém, a primeira notícia de ocupação da nossa região, foi em 1704, quando Pedro Taques de Almeida requereu uma sesmaria no território paranaense. Foi seu filho José Góis de Morais e seus cunhados que vieram tomar posse das terras, trouxeram empregados e animais e fundaram currais para criar gado. Suas terras eram formadas pelas sesmarias do Rio Verde, Itaiacoca, Pitangui, Carambeí e São João, de onde surgiram as primeiras fazendas. Parte dessas terras José Góis de Morais doou aos padres jesuítas que construíram no local (Pitangui), a Capela de Santa Bárbara. Várias fazendas surgiram às margens do Caminho das Tropas. Os tropeiros durante suas viagens paravam para descansar e se alimentar em lugares que passaram a ser chamados de ranchos ou “pousos”. Desses pousos surgiram povoados, como Castro e Ponta Grossa. As fazendas contribuíram para o aumento da população, que levou ao surgimento do Bairro de Ponta Grossa, que pertencia a Castro. Com o crescimento do Bairro, os moradores começaram a lutar para a criação de uma freguesia, pois uma Freguesia tinha mais autonomia. Construíram então um altar na Casa de Telhas, aonde o vigário de Castro vinha de vez em quando rezar missas e também realizar casamentos e batizados.

O crescimento e desenvolvimento: Ponta Grossa foi elevada à Freguesia em 15 de setembro de 1823 e foi escolhido um local no alto de uma colina, perto do Caminho das Tropas para a construção de uma nova capela em homenagem à Senhora de Sant’Ana. Este local foi escolhido para ser a sede da Freguesia e em seu entorno passaram a ser construídas casas de moradia e de comércio. Esta colina é onde hoje se encontra a Catedral de Sant’Ana.

Em 1855, Ponta Grossa foi elevada à Vila e em 1862 à cidade. Cada vez mais pessoas aqui chegavam, sendo que a cidade cresce e se desenvolve, tornando-se a mais importante do interior do Paraná.

Foi com a chegada dos trilhos da Estrada de Ferro, que Ponta Grossa se tornou um grande centro comercial, cultural e social. A ferrovia transformou a cidade em um grande entroncamento, destacando-se na Região dos Campos Gerais e no Paraná. Isso fez com que inúmeras pessoas escolhessem o local para trabalhar, estudar e viver. Foi nesse momento que chegaram os imigrantes, que contribuíram para o crescimento cada vez maior da cidade.

Aqui se estabeleceram os ucranianos, os alemães, os poloneses, os italianos, os russos, os sírios e libaneses entre tantos outros, que contribuíram para o crescimento da cidade, bem como no desenvolvimento social, político, econômico e cultural de Ponta Grossa. Ponta Grossa se destacou no século XX, com muitas lojas de comércio, indústrias, escolas, cinemas, teatros, jornais, biblioteca, entre outros. Pode-se dizer que aquela pequena vila, surgida como pouso dos tropeiros, cresceu e se transformou em uma grande cidade.
Fonte: Prefeitura Municipal.

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