Lavras – Cruzeiro
O Cruzeiro foi instalado no antigo Morro da Forca, onde o escravo Joaquim Congo foi executado, em 1839, por matar seu senhor a enxadadas.
Prefeitura Municipal de Lavras-MG
Nome atribuído: Cruzeiro
Localização: Praça Zumbi dos Palmares (R. Cristiano Silva) – Bairro Vila Vilela – Lavras-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 12905/2015
Descrição: Os cruzeiros são monumentos religiosos comuns na Europa Ocidental e América do Sul que contêm elementos alusivos à Paixão de Cristo. Em Lavras registrou-se a existência de cruzeiros no Largo de Sant’Ana e no Largo do Rosário desde o começo do Século XIX.
O local onde está o atual cruzeiro na Rua Cristiano Silva era chamado no passado de Morro da Forca, por lá ter ocorrido, em 26 de junho de 1839, a execução de Joaquim Congo, escravo de José Pimenta que matou seu senhor com enxadadas. Trinta anos depois, em 1869, seria erigido no local um cruzeiro feito de uma majestosa peça de madeira, que estava fechado com grades de ferro. Em 29 de maio de 1896, ele caiu, atingido por raio de uma forte tempestade. O padre Henrique Lacoste, lazarita, fez o povo levantar outro no mesmo lugar do primeiro, tendo se dado a solenidade de bênção em 17 de agosto de 1896. O trabalho de carpintaria foi realizado pelo carpinteiro Joaquim Chapudo. O terceiro cruzeiro fora novamente reconstruído em 1910, e o quarto em 1928, pela União dos Moços Católicos de Lavras. O quinto, e atual, foi feito em concreto em 1956, estando presentes na inauguração o padre Clemente Kollhoff e Bi Moreira, como orador.
Desde a sua construção, o cruzeiro é expoente da religiosidade dos lavrenses, pois seu local é utilizado durante a Semana Santa pelas procissões e outras festas religiosas. Em 2015 o cruzeiro foi tombado pelo município.
Fonte: Prefeitura Municipal.
Histórico do município: Francisco Bueno da Fonseca (c. 1670-1752), líder de uma revolta contra um desembargador português em São Paulo em 1712, veio, junto de seus filhos e outros sertanistas, a se estabelecer na região dos rio Capivari e rio Grande abaixo pelos anos de 1720 ou 1721. Estes primeiros habitantes eram paulistas da vila de Santana do Parnaíba, e poucos anos depois de sua chegada, fundariam o arraial dos Campos de Sant’Ana das Lavras do Funil, em 1729. Nesta região, a família de Bueno da Fonseca estava empenhada na busca do ouro e também na abertura de novos caminhos até às Minas dos Goiases. Em 1737 os exploradores receberiam do governador Martinho de Mendonça uma carta de sesmaria confirmando a ocupação da terra, que se despontava na agricultura e pecuária.
Em 18 de junho de 1759, Bartolomeu Bueno do Prado, neto do famoso Anhanguera e genro de Francisco Bueno da Fonseca, partiu do povoado à frente de sua tropa de quatrocentos homens, convocados de toda a capitania, para desbaratar a confederação quilombola do Campo Grande. A influência dos capitães-mores da família Bueno da Fonseca contribuiu para o rápido desenvolvimento do povoado: em 1760 este já possuía mil habitantes, o dobro de Carrancas, o que determinou a transferência da sede paroquial para a localidade mais populosa. Em 1813 o arraial fora elevado à categoria de freguesia, quando do desmembramento de Carrancas. Possuía então 6 capelas curadas e 10.612 almas.
Já na época do Império, a freguesia obteve sua emancipação política e administrativa passando à condição de vila, em 1831, e cidade, em 1868, quando houve alteração na toponímica municipal de “Lavras do Funil” para “Lavras”. Um dos acontecimentos mais marcantes deste período foi a participação de Lavras na Revolução Liberal de 1842. Por pouco mais de um mês, entre 14 de junho e 22 de julho daquele ano, liberais e conservadores mantiveram seus respectivos quartéis no largo da Matriz de Sant’Ana, atual Praça Dr. Augusto Silva. Os liberais derrotados se refugiaram ou foram presos, sendo posteriormente anistiados pelo governo imperial.
O final do Século XIX e início do Século XX foi um momento de rápido desenvolvimento em Lavras, a começar pelas novas ligações fluviais e ferroviárias criadas. Em 18 de dezembro de 1880 foi inaugurada a navegação fluvial de 208 km entre os portos de Ribeirão Vermelho (município de Lavras) e de Capetinga (município de Piumhi), feita pelo barco a vapor “Dr. Jorge”. Em 14 de abril de 1888 a Estrada de Ferro Oeste de Minas era inaugurada a primeira estação em Ribeirão Vermelho, e em 1.º de abril de 1895 inaugurava-se a estação na cidade de Lavras. Mais tarde, em 1911, seria criado uma linha de bondes, sendo Lavras uma das poucas cidades do interior do Brasil a possuir esse sistema de transporte.
Fonte: Prefeitura Municipal.
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