Lavras – Museu Bi Moreira
O Museu Bi Moreira foi tombado pela Prefeitura Municipal de Lavras-MG por sua importância cultural para a cidade.
Prefeitura Municipal de Lavras-MG
Nome atribuído: Prédio do Museu Bi Moreira
Localização: Campus da Universidade Federal de Lavras, s/n – Centro – Lavras-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 6671/2006
Descrição: O Instituto Evangélico foi fundado por missionários presbiterianos norte-americanos em 1892, tornando-se, desde cedo, uma das principais referências educacionais de nossa cidade. Em 1908, Samuel Rhea Gammon (1865-1928) e Benjamin Harris Hunnicutt (1886-1962) implantariam a Escola Agrícola, que viria a se tornar a Universidade Federal de Lavras.
Em 1922, com o crescimento da instituição, seria inaugurado o prédio “Álvaro Botelho”, com recursos oriundos da Igreja Presbiteriana do Sul dos Estados Unidos, quando também se deu a I Exposição Agropecuária e Industrial de Minas Gerais, realizada em Lavras como parte dos festejos do I Centenário da Independência do Brasil. A obra foi motivada para uso acadêmico em salas de aulas, pois os educadores norte-americanos desejavam melhorar as condições da produção agrícola e da vida rural brasileira.
Em 1979 o prédio “Álvaro Botelho” se encontrava desocupado após a transferência dos departamentos para o campus novo, passando a abrigar as peças e coleções do rico acervo histórico-cultural do museólogo Sílvio do Amaral Moreira (1912-1994). Após a reforma completa e criteriosa do prédio pela Escola Superior de Agricultura de Lavras, foi inaugurado em suas repartições, o Museu Bi Moreira, em 9 de setembro de 1983, considerado o maior museu do Sul de Minas. Por seu valor histórico, o prédio “Álvaro Botelho” do Museu Bi Moreira foi tombado como patrimônio de Lavras em 2006.
Fonte: Prefeitura Municipal.
Descrição: Localizado no Campus histórico da Ufla foi inaugurado oficialmente em 1983, mas existe desde o final da década de 40 e originou-se de coleção particular do servidor da Universidade, Sílvio do Amaral Moreira, popularmente conhecido como Bi Moreira. Possui um acervo de mais de 5.000 peças que contam não só a história de Lavras e região, como também do país. Seu arquivo/biblioteca de pesquisa guarda uma rara e valiosa hemeroteca (coleção de jornais), muito freqüentada por alunos da cidade e região.
Fonte: Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais.
Histórico do município: Francisco Bueno da Fonseca (c. 1670-1752), líder de uma revolta contra um desembargador português em São Paulo em 1712, veio, junto de seus filhos e outros sertanistas, a se estabelecer na região dos rio Capivari e rio Grande abaixo pelos anos de 1720 ou 1721. Estes primeiros habitantes eram paulistas da vila de Santana do Parnaíba, e poucos anos depois de sua chegada, fundariam o arraial dos Campos de Sant’Ana das Lavras do Funil, em 1729. Nesta região, a família de Bueno da Fonseca estava empenhada na busca do ouro e também na abertura de novos caminhos até às Minas dos Goiases. Em 1737 os exploradores receberiam do governador Martinho de Mendonça uma carta de sesmaria confirmando a ocupação da terra, que se despontava na agricultura e pecuária.
Em 18 de junho de 1759, Bartolomeu Bueno do Prado, neto do famoso Anhanguera e genro de Francisco Bueno da Fonseca, partiu do povoado à frente de sua tropa de quatrocentos homens, convocados de toda a capitania, para desbaratar a confederação quilombola do Campo Grande. A influência dos capitães-mores da família Bueno da Fonseca contribuiu para o rápido desenvolvimento do povoado: em 1760 este já possuía mil habitantes, o dobro de Carrancas, o que determinou a transferência da sede paroquial para a localidade mais populosa. Em 1813 o arraial fora elevado à categoria de freguesia, quando do desmembramento de Carrancas. Possuía então 6 capelas curadas e 10.612 almas.
Já na época do Império, a freguesia obteve sua emancipação política e administrativa passando à condição de vila, em 1831, e cidade, em 1868, quando houve alteração na toponímica municipal de “Lavras do Funil” para “Lavras”. Um dos acontecimentos mais marcantes deste período foi a participação de Lavras na Revolução Liberal de 1842. Por pouco mais de um mês, entre 14 de junho e 22 de julho daquele ano, liberais e conservadores mantiveram seus respectivos quartéis no largo da Matriz de Sant’Ana, atual Praça Dr. Augusto Silva. Os liberais derrotados se refugiaram ou foram presos, sendo posteriormente anistiados pelo governo imperial.
O final do Século XIX e início do Século XX foi um momento de rápido desenvolvimento em Lavras, a começar pelas novas ligações fluviais e ferroviárias criadas. Em 18 de dezembro de 1880 foi inaugurada a navegação fluvial de 208 km entre os portos de Ribeirão Vermelho (município de Lavras) e de Capetinga (município de Piumhi), feita pelo barco a vapor “Dr. Jorge”. Em 14 de abril de 1888 a Estrada de Ferro Oeste de Minas era inaugurada a primeira estação em Ribeirão Vermelho, e em 1.º de abril de 1895 inaugurava-se a estação na cidade de Lavras. Mais tarde, em 1911, seria criado uma linha de bondes, sendo Lavras uma das poucas cidades do interior do Brasil a possuir esse sistema de transporte.
Fonte: Prefeitura Municipal.
FOTOS:
- Imagem: Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais
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